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Mais bebês estão sobrevivendo no Brasil: a notícia é boa, mas ainda precisamos melhorar
Ao abrir os portais de notícias hoje, em meio às tragédias diárias, havia uma fagulha de esperança. Sim, encontrei uma manchete que trazia uma novidade positiva: a de que o Brasil atingiu a menor taxa de mortalidade infantil dos últimos 34 anos, segundo dados divulgados pelo Unicef. O indicador, que mede quantas crianças morrem antes de completar um ano de idade, é um dos principais retratos das condições de vida de uma população. E, nesse sentido, o Brasil avançou muito nas últimas décadas.
Mas, apesar da felicidade do primeiro momento, é preciso lembrar que o dado positivo vem acompanhado de um alerta importante: nem todas as crianças se beneficiam desse avanço da mesma forma. O país enfrenta um abismo em desigualdade.
A queda da mortalidade infantil não acontece por acaso. Ela é resultado de uma série de fatores que começam ainda na gestação e continuam nos primeiros meses de vida. Entre os principais estão o acompanhamento pré-natal, a assistência adequada no parto, o acesso à vacinação e o cuidado com a alimentação e a nutrição. Também pesam (e muito!) as condições em que as famílias vivem. Faz diferença ter acesso a saneamento básico, água potável e serviços de saúde. Nas últimas décadas, políticas públicas voltadas à atenção básica e à saúde da criança tiveram papel decisivo nesse avanço.
Mas, infelizmente, nem todas as infâncias são iguais. Apesar da melhora no cenário geral, o Brasil ainda convive com desigualdades profundas. Regiões mais vulneráveis, como Norte e Nordeste, continuam registrando taxas de mortalidade infantil mais altas do que outras partes do país. Ou seja: o lugar onde a criança nasce ainda influencia diretamente suas chances de sobreviver.
Um começo delicado
O período mais sensível para a sobrevivência de um bebê é o início da vida, especialmente o primeiro mês. Complicações no parto, prematuridade e infecções estão entre as principais causas de morte nessa fase. Em muitos casos, são situações que poderiam ser prevenidas com acompanhamento adequado. Isso reforça a importância de olhar com atenção para o cuidado com gestantes e recém-nascidos e não apenas após o nascimento.
O Brasil avançou e isso precisa ser reconhecido. Mais crianças estão tendo a chance de crescer, se desenvolver e viver a infância. Mas o desafio agora é garantir que esse avanço chegue a todos. Reduzir desigualdades, ampliar o acesso à saúde de qualidade e fortalecer políticas públicas voltadas à infância continuam sendo passos essenciais para que cada bebê, independentemente de onde nasce, tenha as mesmas oportunidades desde o começo da vida.
Garantir que mais bebês sobrevivam é uma conquista. Garantir que todos tenham essa chance é o próximo passo.
Fonte: Agência Brasil
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