Viu esse caramujo no seu quintal? Cuidado!

Com a umidade e o calor, o caramujo africano se prolifera com facilidade e pode transmitir parasitas perigosos. É um risco silencioso que exige atenção redobrada dentro e fora de casa
Caramujo africano pode causar doenças Foto: Freepik

Com a chegada da temporada de chuvas, especialmente em regiões tropicais como o Brasil, aumenta a proliferação do caramujo africano (Achatina fulica), uma espécie invasora que encontra no clima quente e úmido o ambiente ideal para se reproduzir rapidamente. Você já viu? Ele é grandão, marrom, com uma casca rígida.

Presente em praticamente todo o país, este molusco é considerado uma praga urbana e agrícola e um problema de saúde pública. Isso porque é hospedeiro de parasitas capazes de causar doenças como meningite eosinofílica e angiostrongilíase abdominal.

A infecção humana acontece principalmente de forma indireta: ao consumir alimentos contaminados pelo muco (a “gosma”) deixado pelo animal, como frutas e verduras mal higienizadas. Apesar disso, o contato direto também é um fator de risco, já que o caramujo pode carregar larvas de parasitas em sua secreção – um perigo, principalmente para crianças curiosas.

Além da saúde, o impacto é ambiental e cotidiano: o caramujo africano não tem predadores naturais no Brasil, se adapta facilmente a áreas urbanas, como terrenos baldios, hortas e até lixo, e se alimenta de uma grande variedade de plantas, o que favorece sua rápida disseminação. A presença do bicho costuma aumentar justamente nos meses mais chuvosos, quando há mais registros e notificações às autoridades sanitárias.

O avanço do caramujo africano revela como mudanças ambientais, urbanização e falta de informação podem transformar um problema aparentemente simples em um risco. Em um cenário de chuvas intensas e cidades cada vez mais densas, a prevenção começa dentro de casa, com informação, cuidado e atenção ao que muitas vezes passa despercebido.

Cuidados essenciais para evitar riscos com o caramujo africano

  • Não toque diretamente no animal
    Evite qualquer contato com o caramujo. Caso seja necessário removê-lo, use luvas descartáveis ou sacos plásticos como proteção.
  • Higienize bem alimentos crus
    Lave frutas, verduras e legumes em água corrente e, sempre que possível, deixe de molho em solução sanitizante. Isso reduz o risco de contaminação pelo muco do caramujo.
  • Lave as mãos após contato com terra ou jardim
    Principalmente crianças, que costumam brincar ao ar livre, devem higienizar as mãos antes de comer ou levar à boca.
  • Mantenha o quintal limpo
    Evite acúmulo de entulho, folhas, restos de alimentos e lixo — esses ambientes favorecem a reprodução do caramujo.
  • Cuidado redobrado após períodos de chuva
    A umidade facilita a proliferação. Faça inspeções em áreas externas da casa, como muros, vasos e cantos úmidos.
  • Oriente as crianças
    Explique de forma simples que não devem tocar no caramujo, mesmo que pareça inofensivo.
  • Descarte correto
    Não jogue sal. Ao recolher, coloque os animais em recipientes fechados. Nunca descarte a céu aberto.
  • Evite esmagar com as mãos desprotegidas
    O contato com secreções pode representar risco de contaminação.
Passo a passo para o descarte seguro:
    1. Proteção: Utilize luvas de borracha, sacos plásticos ou pazinhas para coletar os caramujos e seus ovos (bolinhas brancas/amareladas).
    2. Morte (Opção A – Cloro): Coloque os caramujos em um balde com uma solução de 1 parte de água sanitária para 3 partes de água e deixe submerso por 24 horas.
    3. Morte (Opção B – Esmagamento): Coloque-os em um saco plástico resistente e esmague-os (conchas e ovos).
    4. Finalização: Quebre as conchas (essencial para não acumular água e virar foco de Dengue/Zika).
    5. Descarte: Coloque os restos em um saco de lixo fechado ou recipiente e descarte no lixo comum.
    6. Higienização: Lave bem as mãos e os materiais utilizados com água e sabão após o procedimento.

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