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3 filmes e séries sobre maternidade que vão mexer com você por dias
Durante muito tempo, filmes e séries trataram a maternidade como território quase sagrado, associado apenas a amor incondicional e realização pessoal. Mas uma nova leva de produções tem feito o caminho oposto, expondo o lado sombrio, contraditório e psicológico da experiência materna, sem oferecer respostas fáceis. Aqui, uma lista com três obras inquietantes e nada confortáveis, mas que provocam reflexões importantes, não só para as mães, mas para toda a sociedade:
1. All Her Fault (Prime Video)
Uma mãe deixa o filho pequeno na casa de um coleguinha para um dia de brincadeiras. Minutos depois, percebe que algo está errado: ninguém atende, a casa parece vazia. A criança desapareceu! É aí que a série se transforma em um mergulho sufocante em culpa materna, paranoia e julgamento social, mostrando como a sociedade rapidamente aponta dedos quando uma mãe “falha”, mesmo sem respostas claras. O enredo mexe com um medo real de que a tomada de uma decisão cotidiana mude tudo. A produção é baseada no romance da escritora irlandesa Andrea Mara e estrelada por Sarah Snook, de Succession.
2. Se eu tivesse pernas, eu te chutaria (Nos cinemas)
Linda (Rose Byrne) é uma mãe é levada ao limite físico e emocional enquanto tenta cuidar da filha, do próprio corpo e de uma rotina que parece esmagá-la por todos os lados. O filme é quase claustrofóbico, com uma câmera colada na personagem e revela pensamentos e emoções que raramente são expressados em voz alta: raiva, cansaço extremo, desejo de fuga e culpa por sentir tudo isso. A maternidade aparece como uma experiência intensa, ambígua e, em muitos momentos, insuportável.
3. Canina (Disney+)
Uma mulher que abandonou a carreira para cuidar do filho começa a acreditar que está se transformando em um cachorro. Pode até parecer absurdo, mas, ao longo do filme, é possível compreender que a surrealidade é a base para abordar um tema muito concreto: a perda de identidade, a solidão da maternidade e a sensação de ser reduzida apenas à função de cuidar. O resultado é perturbador e irônico. Por meio de uma metáfora, traduz o que muitas mães sentem: a “animalização” do cuidado e o apagamento da própria identidade.
Canguru News
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