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Quebrando o tabu: como e quando falar sobre sexualidade com o seu filho
Perguntas como “De onde vêm os bebês?” e “Como a sementinha do papai entrou na barriga da mamãe?”, muitas vezes, deixam os pais desconcertados. Afinal, o que devemos dizer às crianças quando perguntam sobre sexualidade? O mais indicado é esclarecer as dúvidas delas de forma direta e estabelecer uma relação de confiança, de modo que se sintam à vontade para questionar qualquer tema. “Não é necessário ser uma mãe “descolada” e dar uma aula sobre sexualidade, mas sim esperar o filho vir até você com dúvidas sobre o assunto”, explica a psicóloga Natasha Bazhuni, mestre e doutora em psicologia clínica pela Universidade de São Paulo (USP).
Natasha diz que é importante respeitar o amadurecimento individual da criança e saber que, em cada fase do desenvolvimento, ela será capaz de entender determinados aspectos da sexualidade. “Até os seis anos de idade, por exemplo, devemos nos limitar a responder apenas ao que os filhos perguntam”, orienta a psicóloga.
Ela ressalta que as crianças são muitas vezes expostas ao assunto fora de casa, e por isso é importante que os pais deem abertura ao diálogo. Se o filho traz algum questionamento surgido a partir de conversas com os amigos, por exemplo, Natasha recomenda manter a calma e sanar as dúvidas usando uma linguagem apropriada, que pode envolver livros ou vídeos educativos.
Para meninas, a conversa sobre sexo e menstruação também deve ser feita de forma gradual, de modo a que entendam que um dia um bebê poderá ser gerado dentro delas. O acompanhamento médico pode ajudar também em casos de puberdade precoce, sendo necessário acelerar essa conversa. Assista abaixo a vídeo da Phitters, produtora de conteúdos audiovisuais da Canguru News, em que a psicóloga dá mais orientações sobre como falar de sexualidade com as crianças.
Leia também: 5 dicas para responder às difíceis perguntas das crianças sobre sexo
Leia também: Vacinação contra coronavírus: já sabemos quando será a vez das crianças?
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Juliana Florido
Estudante de Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, curiosa e apaixonada pela profissão. Adora escrever sobre saúde e cultura. Sempre utiliza suas vivências como motivação para escrever textos com os quais o leitor se identifique.
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