Artigos
Senado aprova projeto que agiliza processo de adoção de crianças no país
Senado Notícias

O Plenário do Senado aprovou por unanimidade, nesta quarta-feira (25), o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 101/2017, que agiliza o processo de adoção de crianças e dá prioridade aos grupos de irmãos ou menores com deficiência, doença crônica ou com necessidades específicas de saúde. A preferência será inserida no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). A matéria segue para a sanção presidencial.
Uma das novidades do texto é a autorização do cadastro para adoção de recém-nascidos e crianças mantidas em abrigos que não forem procuradas pela família biológica em até 30 dias.
O projeto ainda formaliza a prática do apadrinhamento, favorecendo menores em programas de acolhimento institucional ou familiar, ou seja, quando estão em um orfanato ou em famílias substitutas provisórias. Pessoas jurídicas também poderão apadrinhar crianças e adolescentes para colaborar em seu desenvolvimento.
Prazos e legislação
Também fica limitado a 120 dias o prazo máximo para conclusão da habilitação à adoção, que poderá ser prorrogado por igual período mediante decisão judicial. E foi fixada em 90 dias a duração máxima do estágio de convivência que antecede a adoção nacional. No caso de adoção internacional, a proposta determina que esse prazo deverá oscilar entre 30 e 45 dias, prorrogável uma única vez também por decisão judicial.
Outras iniciativas importantes estão previstas no projeto, como regular o procedimento de entrega, pela mãe biológica, do filho para adoção antes ou logo após o nascimento. Isso será possível quando não existir indicação do pai ou quando este também manifestar essa vontade.
O projeto ainda promove alterações na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) ao estender a estabilidade provisória da trabalhadora grávida para o empregado com guarda provisória para adoção e garante licença maternidade para quem também obtiver guarda judicial para fins de adoção. Já o Código Civil deverá ser modificado para prever a entrega irregular do filho a terceiros para fins de adoção como causa extintiva do poder familiar.
Comemoração
A aprovação foi comemorada por Ana Davini, especialista em adoção e autora do livro “Te amo até a lua”, focado no tema. “Há juízes que são radicalmente contra estas alterações na legislação, já que priorizam a reinserção nas famílias biológicas e tentam evitar injustiças, o que é louvável, mas deve-se levar em conta primeiro o bem-estar da criança que está em um abrigo esperando por um lar”, afirma.
Atualmente (segundo consulta feita em 27/10/2017 no site do Conselho Nacional de Justiça) existem 8.181 crianças inscritas no Cadastro Nacional de Adoção, das quais apenas 4.836 (59% do total) estão totalmente liberadas para adoção. O restante está numa espécie de limbo, aguardando a decisão da Justiça para voltar à família biológica ou a destituição definitiva do poder familiar para encaminhamento a famílias substitutas.
Os números também mostram que as chances de adoção reduzem drasticamente após os 11 anos, quando passa a haver menos candidatos do que crianças daquela determinada faixa etária.
Canguru News
Desenvolvendo os pais, fortalecemos os filhos.
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
Quando nos tornamos pais de adolescentes parece que tudo muda, do dia para a noite. E é porque muda mesmo!
A adolescência desencadeia mudanças biológicas e psicológicas reais. Isso explica por que a educação que funcionava aos 7 não tem...
Mãe de menino: livro discute os dilemas de criar garotos na era da “masculinidade impossível”
Na obra, a jornalista Ruth Whippman investiga temas como solidão masculina, saúde mental e os desafios de educar meninos em...
7 em cada 10 vítimas de violência infantil têm menos de 6 anos e saber disso pode ajudar você a proteger seu filho
Levantamento divulgado pelo Hospital Pequeno Príncipe revela que a violência sexual é o tipo mais frequente de agressão contra crianças...
“As famílias estão exaustas tentando acertar tudo”: pediatra fala sobre culpa, sobrecarga e a pressão da parentalidade perfeita
Em novo livro, a pediatra e educadora parental Marcela Noronha une ciência, acolhimento e vida real para ajudar famílias a...












