Quando nos tornamos pais de adolescentes parece que tudo muda, do dia para a noite. E é porque muda mesmo!

A adolescência desencadeia mudanças biológicas e psicológicas reais. Isso explica por que a educação que funcionava aos 7 não tem o mesmo efeito aos 13
Existem estudos sobre o desenvolvimento das relações entre pais e filhos na adolescência que mostram como essa fase provoca uma reorganização natural do vínculo Foto: Magnific

Quando finalmente parecia que você estava pegando o jeito e entendendo o que fazer para educar uma criança…. Tudo o que funcionava simplesmente para de ter qualquer efeito. Seu filho cresceu e a sensação é de que todas as regras mudaram, mas se esqueceram de te avisar. Já passou por isso? Saiba que a sensação é real, tem explicação e que você não está sozinho nessa.

Assim que a criança chega perto da adolescência, o que antes funcionava com relativa previsibilidade deixa de surtir efeito. O comportamento se transforma – e os desafios também. As respostas ficam mais intensas, as opiniões mais firmes, o desejo por autonomia mais evidente. É uma mudança real em curso, comprovada pela ciência.

Sim, existem estudos sobre o desenvolvimento das relações entre pais e filhos na adolescência que mostram como essa fase provoca uma reorganização natural do vínculo. Um deles, publicado na revista Child Development Perspectives, mostra que o adolescente passa a buscar independência de forma ativa e isso exige que a relação também se reorganize.

A lógica, que antes era mais centrada em um controle direto, agora exige mais diálogo, negociação, escuta… Os pais não perdem autoridade, mas precisam adaptar a forma de exercê-la.

As emoções também vêm à tona. Situações que antes eram relativamente simples viram um furacão! Sabe aquela intensidade, que você não consegue nem entender ou decifrar, muito menos lidar? De repente, é preciso aprender porque a forma como os adultos respondem a isso faz diferença. Outra pesquisa científica, publicada no Journal of Family Psychology, sugere que validar os sentimentos dos filhos, mesmo quando o comportamento precisa de certos ajustes, fortalece o vínculo e contribui para o desenvolvimento emocional. Ignorar ou minimizar as emoções tende a ampliar o distanciamento.

A escuta também é um ponto-chave. Pesquisas em psicologia e comportamento indicam que adolescentes se abrem mais quando se sentem genuinamente ouvidos, sem interrupções ou julgamentos imediatos. Ouvir, aqui, não é algo passivo, mas é uma forma ativa de construir confiança.

Os limites continuam necessários. Às vezes, até mais! Mas eles precisam fazer sentido. Pesquisas sobre estilos parentais mostram que regras impostas de forma rígida tendem a gerar resistência, enquanto aquelas que são construídas com explicação e coerência são mais eficazes. A autoridade não some, mas encontra um novo jeito de existir.

Cresce também a necessidade de desenvolver autonomia, um grande desafio para muitas famílias. De acordo com a ciência, jovens que participam das decisões em casa e são incentivados a pensar em soluções lidam melhor com desafios e apresentam melhores desfechos emocionais. Não é fácil, porque isso inclui permitir que eles errem e que aprendam com esses erros.

O resumo de tudo é que a adolescência não pede menos presença dos pais. Pede uma presença diferente. Você tem menos controle direto, mas precisa de uma conexão reforçada. As respostas não vêm prontas e é preciso trabalhar e exercitar a escuta. No lugar da imposição vem a construção conjunta.

Quando seu filho muda, você precisa acompanhar. Ele vai precisar disso.

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