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Por que a tecnologia e os serviços de streaming encantam as crianças?

Por Fernando Collaço*
Os hábitos de consumo das pessoas parecem mudar tão rápido quanto a tecnologia. Desde seu surgimento, os serviços de streaming estão crescendo consideravelmente e a quinta edição da pesquisa Geek Power revelou que 97% dos entrevistados usam algum tipo de serviço de streaming de vídeo.
Os jovens nascidos de 2000 a 2010, os que chamamos de Geração Z, já conheceram o mundo com essa tecnologia, e estão entre os consumidores mais assíduos. A televisão não está exatamente sendo deixada para trás. Os conteúdos de emissoras abertas ainda são campeões de audiência, entretanto, os investimentos em programas voltados especificamente para crianças são cada vez menores. E isso faz com os pequenos busquem alternativas de conteúdos mais atrativos para eles.
Além disso, para quem já nasceu nesse ambiente tecnológico, não faz sentido seguir a grade de horário da televisão, já que podem assistir o conteúdo sob demanda no horário que lhe for mais conveniente. Um levantamento feito pela Hulu e pela Tremor Video apontou que 70% da Geração Z entende a frase “assistir televisão” como uma transmissão online. Isso pode ser espantoso, mas faz sentido quando pensamos que eles são os primeiros a crescerem com tanta oferta de serviços de streaming.
As oportunidades estão aí. O conteúdo não ser veiculado pela televisão, não significa que ele não seja visto pelas crianças. A contrapartida é o crescimento de canais que oferecem conteúdo exclusivo, desenvolvidos com apoio pedagógico. Esse cenário só fez pulverizar o meio como os pequenos chegam até os assuntos que consideram interessantes.
O cenário é bastante positivo, entretanto nasce um alerta para os pais: com tantos canais de disseminação de conteúdo: como evitar que as crianças acessem materiais inapropriados? A resposta está na própria evolução do mercado, com tantas ofertas de serviços exclusivo. E mais do que procurar espaços destinados para crianças dentro dos produtos, é importante que os responsáveis sempre coloquem de forma transparente quais são os riscos que o ambiente digital pode oferecer. Essa é uma forma ágil de criar cidadãos digitais conscientes, que estejam preparados para lidar com toda essa tecnologia da melhor forma.
*Fernando Collaço é head de conteúdo e curadoria na PlayKids e professor da Pós-Graduação em Marketing Digital do Senac. Mestre em Comunicação & Artes com foco em Cinema, TV e Minisséries e Bacharel em Midialogia, ambos pela Unicamp, trabalhou como Gerente de Projetos em agências de publicidades, atuou como editor de vídeos em emissoras de TV e também foi roteirista no Ministério da Educação.
Canguru News
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