Primeira Festa da Caru reúne mães, crianças e muita emoção em uma noite de acolhimento em São Paulo

Enquanto as crianças brincavam e faziam novas amizades, as mães ganharam algo ainda mais valioso: tempo para si mesmas, conversas gostosas e sem julgamentos e a certeza de que não precisam enfrentar os desafios da maternidade sozinhas. A primeira Festa da Caru transformou uma noite fria de inverno em um encontro para lá de quentinho, com direito a muita música e afeto
Talk sobre “Onde está a Mãe Dessa Criança?”, com Renata Menezes, Xan Ravelli e Daniela Seibel

Na noite da última quinta-feira (25), o frio do inverno paulistano ficou do lado de fora do Buffet Catavento, no bairro do Ipiranga. Da porta para dentro, o clima era de puro acolhimento. Ali aconteceu a primeira Festa da Caru, que reuniu dezenas de mães, pais e crianças em um encontro pensado para celebrar a maternidade de um jeito diferente: sem cobranças, sem julgamentos e com muito espaço para conexão.

Enquanto os pequenos aproveitavam os brinquedos e exploravam o buffet à vontade, as mães puderam viver um momento raro na rotina de quem cuida. Elas puderam trocar ideias, experiências, dar risada, conhecer outras mulheres que vivem desafios parecidos, ouvir música e, principalmente, puderam lembrar que ninguém está sozinha na difícil missão de criar e educar os filhos.

A programação começou com um show emocionante da cantora Isadora Canto, que embalou o público com músicas que retratam de forma poética e verdadeira os sentimentos complexos da maternidade. Canções como Puerpério e a clássica Reconhecimento, que está ou esteve na playlist de parto de muitas mães, emocionaram a plateia. Um dos pontos altos da apresentação foi a música Caru, composta especialmente para a inteligência artificial da Canguru. Sim, a Caru que você já conhece, que tira dúvidas, conversa e oferece apoio sem julgamentos, a qualquer hora do dia e da noite, com informações confiáveis. Diferente de outras ferramentas de IA, a Caru foi treinada especificamente para oferecer orientação às famílias.

Show da Isadora Canto

Mais tarde, com o coração aquecido pela música, todo mundo aproveitou o Caru Lounge, um bate-papo mediado pela jornalista Renata Menezes, com a participação da CEO da Canguru, Daniela Seibel, e da influenciadora Xan Ravelli. Durante a conversa, um tema apareceu repetidas vezes: a maternidade ainda é vivida de forma muito solitária.

Renata, que é mãe de João Pedro, 15, abriu a conversa, lembrando o quanto as mães são cobradas, sem receber nenhum tipo de suporte para isso. Ela citou uma pesquisa, realizada pela Universidade de São Paulo, que mostrou que mais de 90% das mães vivem esgotamento mental. “Estamos adoecendo”, afirmou, antes de passar a palavra para Xan Ravelli, mãe de Jade, 14, Rael, 11, e Eva, 3.

“A sociedade ainda enxerga a maternidade como uma responsabilidade individual. Mas, quando falamos de maternidade, estamos falando do futuro da humanidade”, destacou a influenciadora, que listou cinco tipos de redes de apoio. Para ela, o ideal é que cada mãe possa contar com pelo menos duas ou três, embora isso nem sempre aconteça. As categorias são:

Rede de apoio familiar: mãe, irmã, tia, tios, avós.

Rede de apoio paga: creches e babás, embora nem todo mundo possa ter.

Amigos e comunidade: pessoas do entorno. Pode ser formada com mães à sua volta. Exige troca: você está lá pela outra mãe e ela por você.

Pessoas que te enxergam para além da maternidade: para quando você precisa sair da função de mãe e ser mulher. É a pessoa que vai com você a um bar, a uma balada ou a qualquer lugar em que você não é a mãe de alguém.

Tecnologia: aspirador-robô, lava e seca e, claro, IAs como a Caru, que estão lá por nós, quando precisamos.

Daniela e Xan durante o bate-papo

Daniela Seibel, a CEO da Canguru explicou que a Caru nasceu justamente para ocupar parte desse espaço, oferecendo acolhimento 24 horas por dia, diretamente pelo WhatsApp, em uma linguagem empática e baseada em fontes seguras. “Pesquisas já mostraram que o horário em que há mais pesquisas sobre maternidade é por volta da 1 hora da manhã”, lembrou a executiva. “É quando a mãe está lá, sofrendo com a preocupação e vai tirar uma dúvida”, explica.

A Caru nasceu para suprir essa demanda. Não é uma pesquisa qualquer, mas uma ferramenta que só traz resultados com curadoria, confiáveis e não baseada apenas em conteúdos considerados “relevantes” pelos cliques na internet. Além disso, a Caru guarda seu histórico e conversa com você com base naquilo que você já relatou.

No palco, Renata lembrou e compartilhou uma experiência pessoal. Ela contou que, mesmo com uma ampla rede de apoio, passou três noites sem dormir após uma situação envolvendo o filho na escola. Na época, não existia Caru e ela precisou recorrer a um especialista. Agora, ao testar a ferramenta de IA, jogou aquela mesma dúvida que a assombrou no passado e recebeu orientações muito semelhantes às que recebeu da pessoa que a ajudou, mas com um diferencial importante: estavam disponíveis exatamente no momento em que ela mais precisava. E ela não precisava sentir medo ou vergonha de ser incompreendida com o desabafo.

Ao vivo, durante o papo, ela pediu ajuda à Caru com uma questão que preocupa Xan Ravelli. A influenciadora contou que Eva, sua caçula, tem voltado da escola mais introspectiva, diferente do habitual. Na hora, Caru levantou hipóteses, acolheu, sugeriu o que fazer e quando procurar ajuda. Ela é o braço direito de qualquer mãe.

Famílias no primeiro Caru Longe

Mais do que um evento, um movimento

A noite também reforçou o propósito da campanha #OndeEstáAMãeDessaCriança, lançada pela Caru para ressignificar uma das frases mais usadas para julgar mulheres durante a maternidade.

A proposta do movimento é simples: mostrar que uma mãe pode estar trabalhando, estudando, descansando, viajando, encontrando amigas ou cuidando de si mesma — e continua sendo mãe. Afinal, maternidade não significa abrir mão da própria identidade, mas sim construir uma relação de vínculo que pode coexistir com outros papéis da vida.

Xan lembrou, inclusive, que assim que sua primeira filha nasceu, ela fez uma promessa a si mesma: de que não abandonaria a si mesmo. “Meus filhos me veem me divertindo, sambando, errando, fazendo amizades, trabalhando, realizando sonhos, curtindo a vida, e não apenas sendo mãe”, afirmou.

Agora, a proposta é que as mães compartilhem imagens de momentos em que estão aproveitando a vida, sem culpa, usando a hashtag da campanha. Topa fazer parte dessa onda?

Kit que as famílias puderam levar pra casa

Um abraço para levar para casa

Ao final da noite, cada participante recebeu um kit preparado especialmente para prolongar esse sentimento de acolhimento. Entre os presentes estavam uma necessaire, um copo térmico personalizado, cartões com QR Code da Caru — para que cada mãe possa compartilhar esse apoio com outras mulheres — e um presente simbólico, mas cheio de significado: um vale-beleza para viver uma experiência de autocuidado no salão Lado B, na Chácara Klabin, em São Paulo.

Mais do que brindes, os itens representavam o principal recado da noite: mães também precisam ser cuidadas.

Vanessa Gabriel falou sobre sua experiência com a Caru

O que disseram as mães:

“Eu achei o evento ótimo e adorei conhecer a Caru. Eu não sabia que existia essa ferramenta e vou usar muito com a minha filha pré-adolescente”.
— Keila, 42, vendedora, mãe da Heloísa, 11.

“Ah, eu amei, porque é exatamente isso: quando nasce uma criança, nasce uma mãe – e uma mãe cheia de culpas, que não sabe o que é certo, o que é errado, que sempre está em busca da perfeição. Mas isso não existe. Vivemos essa angústia e a Caru vem para nos acalentar, tirar essas aflições”.
– Paula, 40, enfermeira, mãe de Ana Luiza, 11.

“Eu fui fazer uma pesquisa sobre adolescente na Caru e achei superdetalhada, recebi respostas completas, detalhadas, voltava com mais perguntas importantes. Vieram respostas para dúvidas que eu nem sabia que tinha. Achei muito objetivo”.
Mariana, 42, mãe de Julia, 15, e Eric, 8.

“O evento foi maravilhoso. Quando conheci a Caru, achei fantástica. Achei as respostas diretas e específicas, muito diferentes de outras, que não respondem o que queremos saber”.
Vanessa, 42, psicóloga, mãe da Mariana, 15 anos, e Catarina, 12.

Ao final do encontro, ficou a sensação de que a primeira Festa da Caru foi apenas o começo. Com uma comunidade que já reúne mais de 10 mil mães, e com a meta de chegar a 1 milhão de usuárias da Caru até o fim do ano, a Canguru pretende ampliar ainda mais os espaços de acolhimento, tanto presenciais quanto digitais. Porque, quando uma mãe encontra apoio, toda a família ganha.

Depois do talk, as famílias se divertiram juntas

 

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