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Meu filho não come nada verde, o que fazer?
Como mães, sempre temos a preocupação de que nossos filhos tenham refeições saudáveis e em porções adequadas, mas algumas crianças são mais seletivas com os alimentos, dificultando a hora das refeições. Este texto é dedicado para estas crianças e contém orientações valiosas para acabar com esse problema e melhorar a rotina alimentar delas.
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- Primeiro e mais importante: precisamos lembrar que nós, papais e mamães, somos o maior exemplo, então, para que nossos filhos comam bem precisamos antes de tudo ter hábitos alimentares saudáveis. Dessa forma eles podem se espelhar nessas boas práticas;
2. Fazer refeições em família é fundamental. Escolha pelo menos uma das grandes refeições do dia (café da manhã, almoço ou jantar) para que todos possam estar sentados à mesa, comendo juntos e tendo um momento de convívio prazeroso;
3. O ato de comer tem que ser gostoso, por isso, não reprima seu filho. Faça elogios por ele comer bem e comportar-se bem à mesa;
4. Faça o prato com porções pequenas e deixe que seu filho repita o prato se ainda estiver com fome. Não o obrigue a comer tudo, mas não deixe a criança repetir o prato caso ela ainda não tenha terminado, pois pode acabar comendo três bifes e nenhuma verdura;
5. Nunca deixe seu filho comer com distrações como televisão, celular ou tablet. É muito importante apreciar o que estamos comendo para evitar engasgos e aprender sobre a sensação de saciedade. Aproveite esse momento com o seu filho;
6. Tenha uma rotina alimentar com horários certos para as refeições e lanches. Não ofereça guloseimas ou alimentos fora dos horários propostos;
7. Não troque uma refeição por um copo de leite, fruta ou chocolate. Se a criança não comeu, aguarde até a próxima refeição. Fazendo isso a criança aprende a comer no horário certo. Caso contrário, aprende que se fizer birra acaba conseguindo alguma coisa gostosa em troca;
8. Não prepare um cardápio especial para seus filhos. Todos devem comer os alimentos que estão disponíveis na mesa;
9. O prato deve conter cinco cores. Lembre-se que pratos coloridos são pratos saudáveis. O almoço e o jantar devem ser compostos por um carboidrato, uma carne, uma leguminosa, um legume e um vegetal;
10. Se seu filho diz que não quer experimentar certos alimentos porque não gosta, peça para ele escolher três que não gosta de jeito nenhum. Estes alimentos estão excluídos da lista, afinal é aceitável que uma pessoa não goste de três coisas, mas isso acaba com a desculpa para os outros;
11. Leve seu filho com você à feira, ao sacolão ou ao mercado e deixe-o escolher uma fruta e um legume para experimentar depois. Mostre todos os tipos de frutas, verduras e legumes, brinque de adivinhar o nome de cada um, deixe a criança observar a cor e a textura. Dessa maneira, estará mais familiarizado com os alimentos e ficará mais propenso a experimentá-los.
12. Cozinhe pelo menos uma vez por semana com a ajuda do seu filho. Escolha receitas fáceis como hambúrguer com cenoura, bolo de frutas, macarrão com legumes ou cookies de aveia. É uma ótima oportunidade de interação com seu filho e fará com que ele se familiarize com os alimentos, despertando sua curiosidade para experimentá-los.
13. Estimule seu filho a provar novos alimentos utilizando da sua criatividade. Faça pratos com carinhas, invente histórias com a comida, dê nome de super-heróis aos pratos, faça a refeição das princesas e tudo mais o que mais a sua imaginação permitir.
*Este texto é de responsabilidade do colunista e não reflete, necessariamente, a opinião da Canguru News.
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Marcela Ferreira Noronha
Pediatra, educadora parental e nefrologista infantil. Mãe do Lucas e da Isabela. Formada em medicina pela Universidade São Francisco (SP) em 2006, com residência em pediatria pelo Hospital Menino Jesus de São Paulo, e especialização em nefrologia infantil pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Educadora Parental certificada pela Positive Discipline Association. Fez pediatria por vocação e tem como missão de vida tornar crianças e adultos felizes, respeitosos, com inteligência emocional, senso comunitário, física e emocionalmente saudáveis.
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