Artigos
Meu filho está aprendendo a ler no tempo esperado?
“Meu filho já deveria estar lendo?”. Essa é uma dúvida comum entre pais e mães dos primeiros anos do Ensino Fundamental. E faz todo o sentido! Afinal, aprender a ler e escrever é um dos marcos mais importantes da infância e influencia praticamente toda a vida escolar.
Em 2023, foi criado o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), uma política pública que reúne União, estados e municípios para garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até o fim do 2º ano do Ensino Fundamental, idade considerada a ideal para consolidar a leitura e a escrita.
Desde então, o país tem mostrado alguns avanços. Segundo o Ministério da Educação, o percentual de crianças alfabetizadas passou de 56% em 2023 para 59,2% em 2024 e chegou a 66% em 2025. O desafio, agora, é fazer com que esse progresso alcance também as crianças em situação de maior vulnerabilidade.
Por que aprender a ler no tempo certo faz tanta diferença?
A alfabetização vai muito além de juntar letras e formar palavras. É ela que permite à criança compreender problemas de matemática, interpretar textos de Ciências, acompanhar aulas de História e Geografia e desenvolver autonomia para aprender ao longo da vida.
Quando esse processo acontece com atraso, as dificuldades costumam aparecer em várias disciplinas. Muitas crianças até conseguem passar de ano, mas ficam com limitações na leitura e isso pode afetar o rendimento escolar, a autoestima e até o interesse pelos estudos. Recuperar essas defasagens mais tarde é possível, mas exige muito mais esforço do que garantir uma boa alfabetização desde o início.
O que significa estar alfabetizado?
Nem sempre uma criança que conhece o alfabeto ou consegue ler algumas palavras já está alfabetizada. De acordo com os critérios utilizados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), uma criança alfabetizada consegue:
- Ler palavras, frases e pequenos textos;
- Localizar informações simples em textos curtos;
- Compreender informações apresentadas em palavras e imagens;
- Escrever palavras respeitando as principais regras da relação entre sons e letras.
Ou seja, alfabetizar é desenvolver compreensão da leitura e capacidade de usar a escrita de forma significativa, e não apenas decorar sílabas.
O que os pais podem observar?
Cada criança tem seu ritmo, mas alguns sinais ajudam a acompanhar se o processo está caminhando bem. Vale observar se seu filho demonstra interesse pelos livros, reconhece letras e palavras conhecidas, consegue relacionar sons e letras, faz perguntas sobre o que lê e escreve espontaneamente em situações do dia a dia.
Caso a família perceba dificuldades persistentes, o ideal é conversar com o professor. Quanto mais cedo uma dificuldade é identificada, maiores são as chances de oferecer o apoio necessário antes que ela se transforme em uma defasagem importante.
Ajudar sem pressionar
A alfabetização não acontece apenas na escola. Ler histórias diariamente, visitar bibliotecas, deixar livros ao alcance da criança, brincar com rimas, músicas, parlendas e jogos com palavras são maneiras simples de fortalecer esse aprendizado. O mais importante é que a leitura seja vista como um momento prazeroso, e não como uma cobrança constante. Comparar o desenvolvimento entre irmãos ou colegas também costuma gerar ansiedade desnecessária.
Famílias, educadores e gestores públicos compartilham a responsabilidade de garantir que toda criança tenha oportunidades de aprender a ler e escrever na idade esperada.
A alfabetização é uma das bases para todo o restante da aprendizagem e, quando acontece no momento certo, a criança ganha muito mais do que uma nova habilidade: ganha autonomia, confiança e melhores oportunidades para construir seu futuro.
Quer saber mais? Acrescenta a Caru nos seus contatos agora (11) 95213-8516 ou CLICA AQUI e fala “oi” para a Caru
Renata Menezes
É jornalista, entusiasta da maternidade e vive a intensidade (e as descobertas!) de ser mãe de um adolescente! Quando não está escrevendo aqui na Canguru News ou viajando com a família, você a encontrará nas quadras, recarregando as energias com suas amigas no time de handebol Master EG. Para ela, a maternidade é uma viagem constante — e ela adora compartilhar cada parada desse roteiro com nossas leitoras
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
Maior revisão sobre tempo de tela em bebês reforça: antes dos 2 anos, o ideal é evitar
Cientistas reforçam que celulares, tablets e TV oferecem poucos benefícios para bebês e podem prejudicar o desenvolvimento quando usados de...
Nunca é cedo demais para prevenir: por que a conversa sobre drogas precisa começar cedo
Nova campanha da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SP-SP) reforça que a prevenção ao uso de álcool, cigarro e...
Nem todo amigo faz bem: 10 sinais de amizades que merecem atenção
Ensinar as crianças a reconhecer sinais de respeito, empatia e reciprocidade é tão importante quanto ensiná-las a fazer amigos
Agora é lei: estudantes superdotados têm política nacional, que prevê identificação precoce nas escolas
Sancionada recentemente, a nova legislação estabelece diretrizes para garantir atendimento educacional especializado a alunos com altas habilidades ou superdotação e...










