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Autocuidado não é spa, nem skincare: 7 atitudes simples que podem aliviar sua exaustão
Quando foi a última vez que você fez algo só por você? Posso adivinhar que a resposta demorou a aparecer, não é? Aqui, é a mesma coisa. No início deste ano, eu prometi (ah, as resoluções de Ano Novo…) que faria minhas unhas com frequência, seguiria uma pequena rotina de skin care básico todos os dias, de manhã e à noite, e continuaria frequentando a academia. Da lista toda, só a academia continua firme. Quando menos espero, me vejo engolida pelas tarefas e obrigações do cotidiano.
E sei que sua vida é assim também. Muitas de nós passaram a entender autocuidado como algo inalcançável, como um dia no spa, uma massagem ou uma rotina de beleza impossível de encaixar na agenda. Parece um luxo reservado para quando “sobrar tempo”, o que, convenhamos, quase nunca acontece.
Acontece que essa ideia acaba impedindo justamente aquilo de que mais precisamos: pequenas pausas para recuperar a energia. Quando a gente lembra que autocuidado não precisa custar caro nem tomar horas do dia isso se torna algo mais possível. Na verdade, hábitos simples e gratuitos costumam ser os que mais fazem diferença para reduzir a sensação de exaustão.
Então, não, você não precisa esperar as próximas férias para começar a cuidar de si. Alguns passos concretos e que você pode dar agora mesmo já são um ótimo começo:
- Antes de pegar o celular, procure a luz do dia
É quase automático: o despertador toca e, antes mesmo de sair da cama, já estamos respondendo mensagens ou conferindo as redes sociais. Experimente fazer diferente. Abra a janela, vá até a varanda ou caminhe alguns minutos ao ar livre antes de olhar para a tela. A exposição à luz natural logo pela manhã ajuda a regular o relógio biológico, melhora o humor e pode aumentar a disposição ao longo do dia.
- Caminhe, mas sem obrigação
Nem toda caminhada precisa servir para bater meta de passos. Às vezes, vinte minutos andando sem pressa, observando as árvores, o céu ou simplesmente respirando já são suficientes para dar um descanso ao cérebro. Se possível, deixe os fones de ouvido em casa. O silêncio também pode ser terapêutico.
- Faça pelo menos uma refeição sem telas
Quem nunca almoçou respondendo mensagens da escola, jantou vendo vídeos curtos no celular ou tomou café da manhã de olho no noticiário, na televisão? As telas acabaram ocupando até os momentos de pausa. Escolha pelo menos uma refeição por dia para comer com atenção, sentindo o sabor da comida e conversando com quem estiver à mesa. Pode parecer pouco, mas esse intervalo ajuda a desacelerar.
- Tire os pensamentos da cabeça antes de dormir
Nem sempre é a falta de sono que nos deixa cansadas. Às vezes, é só o excesso de pensamentos. Antes de se deitar, pegue um caderno e anote: o que fez você sorrir naquele dia; o que foi mais difícil e o que merece sua atenção amanhã. Não precisa ser bonito nem elaborado, porque o objetivo é só esvaziar a mente.
- Aprenda a dizer “não”
Talvez este seja um dos maiores desafios da maternidade. Você aceita mais uma tarefa na escola, organiza mais um aniversário e resolve sozinha um problema que poderia ser compartilhado. Lembre-se de que estabelecer limites não significa amar menos. Pelo contrário: é isso que ajuda a preservar energia para o que realmente importa. Proteger seu tempo não é egoísmo; é uma forma de evitar o esgotamento.
- Volte a fazer algo que você gostava
Antes de ser mãe, você tinha atividades que fazia por prazer, como ler romances, desenhar, cantar, dançar, fotografar. Talvez tudo isso tenha sido deixado de lado em meio a fraldas, reuniões e listas de supermercado. Resgate esse prazer, mesmo por alguns minutos na semana. Isso ajuda a lembrar que você continua sendo mais do que todas as funções que exerce diariamente.
- Você não precisa “merecer” descansar
Descansar não deveria ser uma recompensa por ter dado conta de tudo porque é uma necessidade. Beba água quando sentir sede, faça pausas de cinco minutos, feche os olhos, sente-se no sofá sem culpa, durma mais cedo, quando o corpo pede. O descanso vai muito além de uma boa noite de sono, porque nosso cérebro também precisa de pausas mentais, emocionais e sensoriais para recuperar energia.
Cuidar de si também é uma forma de cuidar dos filhos, afinal, não dá para oferecer água se o copo está vazio. Pode ser uma expressão clichê, mas é muito verdadeira – e eu sempre tento lembrar dela, quando me sinto pressionada em meio a tantas tarefas.
Quando uma mãe vive permanentemente cansada, sem tempo para respirar ou fazer pequenas pausas, toda a família sente os efeitos. Autocuidado não é vaidade, luxo ou egoísmo. Talvez a mudança comece justamente por algo bem menor do que imaginamos: dez minutos de sol, uma caminhada sem pressa ou a coragem de dizer “hoje, não”.
Canguru News
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