Artigos
Laís Bodanzky e Maria Ribeiro debatem sobre feminismo no exercício da maternidade
Por Luciana Ackermann

Feminismo, machismo, maternidade, desejo, trabalho, carreira, a construção de uma sociedade mais equilibrada, igualitária e livre foram alguns dos assuntos do descontraído bate-papo entre Laís Bodanzky e Maria Ribeiro, cineasta e atriz respectivamente do premiadíssimo longa-metragem Como Nossos Pais, com a jornalista Ivana Moreira, durante o encerramento do 4º Seminário Internacional de Mães, no dia 5 de maio.
O ponto de partida foi o próprio filme que, de forma sensível e afetuosa, traz esses temas complexos e delicados à reflexão.
Entre os fatores do sucesso da obra, Maria destaca o fato de ser ao mesmo tempo autoral, verdadeira e universal. “Traz a essência do dilema maternidade, do ser mãe, que dá conta dos filhos, do casamento, da carreira, do sentir-se viva e mulher… Vimos que não é algo só da gente. Em Berlim, as mulheres também ficaram mexidas”, relata Maria.
Laís revela que, ao longo de todo o processo de realização do longa, foi amadurecendo a ideia do feminismo, da mulher contemporânea, inclusive sobre as relações entre as mulheres, especialmente entre a filha e a mãe. “Nesse novo feminismo, que não é só discurso, vivemos a prática de uma mulher ser solidária a outra mulher. Eu tenho 48 anos e nunca tinha vivido isso antes. Ainda falta a gente entender isso do ponto de vista da mãe e da filha, e o filme tem essa provocação, ajuda nesse diálogo”, expõe Laís.

Quanto ao impasse comum entre maternidade e carreira, Maria conta que, após três meses do nascimento de seu primeiro filho, já estava desesperada para voltar a trabalhar, o que gerou até uma certa dose de culpa. “Não tem certo ou errado. Se a mulher quiser, puder e tiver condição financeira para ficar um ano só cuidando do filho, ótimo. Eu acho um saco porque gosto de trabalhar. E explico isso para os meninos”, resume a atriz, que vive um exercício diário e muito novo de perceber que não precisa ficar tudo na conta dela. “A vida inteira eu olhei a agenda de escola sozinha e achava natural, era daquele jeito que minha mãe fazia. Agora que estou me dando conta. Por que as mulheres que têm que decidir se o filho vai levar um prato de doce ou salgado na festa junina da escola?”, questiona Maria, complementando que também as mulheres devem encarar essa batalha de passar o bastão aos pais, para dividir essas tarefas. Mas reconhece que não é algo fácil. “Eu mesma já me irritei, dizendo a eles – agora são dois ex-maridos – que não sabem fazer. Ao mesmo tempo que reclamo, quero decidir sozinha a vida dos meus filhos, não quero que se metam. É esquizofrênico!”, brinca.

Outro importante sinal de alerta da dupla é não reproduzir ideias machistas nos filhos. A dica é certeira: com amor, com afeto, mas avançando nas conquistas, nas mudanças de padrões, hábitos e conceitos, construindo uma sociedade em que as mulheres ocupem cada vez mais espaços, que na história da humanidade ficavam de fora até bem recentemente.
CLIQUE AQUI PARA VER A GALERIA DE FOTOS DO SEMINÁRIO.
Canguru News
Desenvolvendo os pais, fortalecemos os filhos.
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
Uma nova característica de George, irmão da Peppa Pig, será revelada na próxima temporada do desenho
Nos episódios previstos para as próximas semanas, o personagem será diagnosticado com perda auditiva moderada e ganhará um aparelho. Muito...
3 receitas de air fryer que vão salvar a lancheira das crianças neste ano
Além de ajudar a preparar os alimentos de forma saudável, sem óleo, as fritadeiras elétricas são uma mão na roda...
Ciência descobre como o corpo da mãe detecta que é hora de começar o trabalho de parto
Canais presentes no útero entendem quando é o momento de expulsar o bebê e isso pode ajudar a prevenir nascimentos...
8 cuidados com o uso de maquiagem nas crianças no Carnaval
As cores e o brilho fazem parte das fantasias e brincadeiras. No entanto, é importante lembrar que a pele das...








