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Filho nervoso? O que os pais podem dizer para ajudá-lo
Levanta a mão quem já viu essa cena em casa: Seu filho está estudando matemática e começa a ficar nervoso porque não está entendendo o que tem que fazer. O tempo passa e ele começa a chorar, de tão nervoso que está.
Aí você chega perto e tenta acalmá-lo, mas não consegue. Sem saber o que fazer para acabar com aquele drama, você diz: “Filho, não fica assim, quando eu tinha a sua idade, eu também achava super difícil matemática, era muito complicado, mas não adianta ficar desse jeito”.
Eis que ele vira e fala: “Mãe/Pai, para de ficar me comparando com você!! Eu não sou você, você era desse jeito, eu não!! Eu fico nervoso, me deixa!!”
Não é fácil ver outras pessoas sofrendo. Filhos e filhas, então, impossível! A dor do outro é um lugar em que não gostamos de ficar, em que nos sentimos impotentes. Instintivamente, tentaremos sair dali, tirando o outro daquele “buraco”.
Com as nossas melhores intenções, nós tentamos diminuir o sofrimento do filho. Falamos que não precisa ficar daquele jeito, fazemos comparações com o que nós sentimos ou sentiríamos naquela mesma situação, dizemos que tudo aquilo vai passar, tentamos mostrar o lado bom das coisas, tentamos ser racionais e práticos. Cada um de nós tem um ”jeito especial” de fazer isso.
O problema é que tentar diminuir o sofrimento do filho ou da filha não funciona. Não acolhe, não faz o filho “sair do buraco”, não é empático. Empático é ficar na dor dele, “ficar no buraco com ele”. Mas como? Reconhecendo o que ele está sentindo: “Matemática é difícil mesmo, tem horas que a gente acha que não vai conseguir nunca, que isso não serve pra nada, dá a maior raiva!”
“Ai, Renata, mas assim não estamos ajudando o nosso filho, não estamos resolvendo o problema!”
É verdade. Podemos não resolver o problema, mas quando escutamos e acolhemos:
- Não atrapalhamos mais, não colocamos mais lenha nessa fogueira;
- Sem “fogo alto”, ajudamos o filho a se acalmar: finalmente alguém entendeu o que ele está passando;
- Ao ser compreendido, o filho consegue pensar em como ele vai “sair do buraco”: ser entendido acalma, diminui a pressão que ele está sentindo e abre espaço para a busca de soluções.
É preciso esforço e tempo para mudar velhos hábitos. A boa notícia é que comunicação empática pode ser uma grande aliada. Experimente!
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Renata Pereira Lima
Renata Pereira Lima é mãe da Luísa, 14 anos, e do Rodrigo, 12 anos. Palestrante TEDx-SP, mestra em Antropologia, pesquisadora de mercado com foco em comportamento e facilitadora de workshops para melhorar a comunicação entre pais e filhos por meio de escuta, empatia, respeito e limites.
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