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Estes dois produtos de limpeza que você usa em casa podem ser os mais perigosos para o seu filho
Quando se tem uma criança pequena em casa, objetos comuns podem representar grandes riscos. Quinas, tesouras, um cordão da cortina… Os pais precisam redobrar a atenção com a segurança doméstica, especialmente quando os pequenos começam a andar. Agora, um novo estudo publicado na revista Pediatrics mostra que dois itens utilizados para limpeza da grande maioria das residências estão por trás de milhares de atendimentos de emergência todos os anos e os números estão crescendo.
A pesquisa, conduzida por cientistas do Nationwide Children’s Hospital, analisou dados coletados ao longo de 16 anos e identificou que a água sanitária e o detergente são os produtos mais associados a acidentes com crianças de até 5 anos.
Responsável por cerca de 30% dos casos, a água sanitária — cujo princípio ativo é o hipoclorito de sódio — é amplamente usada para desinfetar e remover manchas. O problema é que, ao ser ingerida ou entrar em contato com a pele e os olhos, pode causar intoxicação, irritações e, em situações mais graves, danos importantes ao sistema digestivo. De acordo com o National Capital Poison Center, os sintomas mais comuns incluem náuseas, vômitos e dor abdominal, podendo evoluir para quadros mais severos dependendo da quantidade e concentração.
Logo atrás aparecem os detergentes, responsáveis por cerca de 28% das ocorrências. O risco aumentou de forma significativa a partir de 2012, com a popularização das cápsulas concentradas. Coloridas e pequenas, elas podem ser facilmente confundidas com doces ou brinquedos por crianças pequenas. Ao serem mordidas, liberam substâncias concentradas que podem causar vômitos, queimaduras químicas e até dificuldade respiratória.
O estudo também chama atenção para um fator menos óbvio: a embalagem. Mais do que o tipo de produto, isso também influencia diretamente o risco. Cápsulas chamam a atenção pelo aspecto visual, enquanto frascos com spray são facilmente manipulados por crianças, que muitas vezes acabam direcionando o jato para o próprio rosto.
A maioria dos acidentes envolve crianças entre 1 e 3 anos, uma fase marcada por curiosidade intensa, maior mobilidade e desenvolvimento das habilidades motoras. Nessa idade, elas exploram o ambiente com as mãos e a boca, mas ainda não têm maturidade para reconhecer perigos, o que as deixa mais vulneráveis.
Entre 2007 e 2022, quase 250 mil crianças pequenas foram atendidas em serviços de emergência nos Estados Unidos por acidentes com produtos de limpeza, o equivalente a um caso a cada 35 minutos.
É quase impossível eliminar esses produtos da rotina da casa e a ideia nem é essa. O que os pesquisadores recomendam é cuidar do armazenamento. É fundamental guardar em locais altos ou trancados, manter nas embalagens originais e nunca deixar ao alcance dos pequenos. Mesmo produtos considerados “naturais” não são seguros se ingeridos ou em contato com olhos e pele.
Canguru News
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