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Menopausa e intestino: por que o funcionamento muda e como aliviar os sintomas
É comum ouvir relatos de mulheres que, ao entrarem na menopausa, percebem o intestino mais “lento”, a barriga inchada e a digestão mais difícil. E não é apenas impressão. De acordo com o cirurgião do aparelho digestivo Rodrigo Barbosa, as transformações hormonais típicas dessa fase têm impacto direto no funcionamento do organismo, inclusive no intestino.
“A queda do estrogênio influencia não apenas o metabolismo, mas também a motilidade intestinal, ou seja, a capacidade do intestino de se movimentar. Isso pode tornar o trânsito mais lento e favorecer a constipação”, explica.
Outro ponto importante está na microbiota intestinal, que é o conjunto de bactérias que vivem no intestino e que têm papel essencial na digestão, na imunidade e até no humor. Durante a menopausa, esse equilíbrio também pode mudar. “Essas alterações impactam desde a absorção de nutrientes até a produção de substâncias importantes para o organismo”, destaca o especialista.
Além disso, a desaceleração natural do metabolismo com o avanço da idade contribui para a sensação de digestão mais lenta e maior tendência ao inchaço abdominal.
Por que as mulheres sofrem mais com intestino preso?
A constipação intestinal é uma queixa frequente entre mulheres e costuma ter múltiplas causas, que vão além da alimentação. Segundo o médico, alguns fatores ajudam a explicar esse cenário:
- Hormônios: estrogênio e progesterona interferem diretamente no funcionamento intestinal
- Rotina sobrecarregada: muitas mulheres adiam a ida ao banheiro
- Alimentação e hidratação: consumo insuficiente de fibras e água
- Sedentarismo: menos movimento significa menos estímulo ao intestino
Sinais de alerta
Apesar de comum, a constipação não deve ser ignorada. Alguns sinais merecem atenção:
- Evacuar menos de três vezes por semana
- Fezes ressecadas ou em formato de “bolinhas”
- Sensação de evacuação incompleta
- Inchaço abdominal frequente
A boa notícia é que mudanças simples na rotina podem trazer alívio significativo. Aumentar o consumo de fibras, presentes em frutas, verduras e grãos integrais, é um dos primeiros passos, assim como manter uma boa hidratação ao longo do dia. A prática regular de atividade física também ajuda a estimular o funcionamento intestinal. Além disso, é importante respeitar o próprio corpo, evitando segurar a vontade de ir ao banheiro, e tentar estabelecer uma rotina para evacuar. “O intestino responde muito bem à regularidade. Quando há organização nos hábitos, ele tende a funcionar melhor, mesmo diante das mudanças hormonais da menopausa”, reforça Barbosa.
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