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Doações: como envolver as crianças em iniciativas solidárias desde cedo
Ensinar nossos filhos a doar é um dos pilares de uma boa educação financeira. E existem várias maneiras de exercitar esse pilar no nosso dia a dia. Talvez a mais usada seja doar brinquedos e roupas que já não servem mais para nossas crianças. Pode-se escolher algumas datas ao longo do ano – como, por exemplo, após aniversário e Natal, quando as crianças ganham roupas e brinquedos – para se fazer uma organização nos armários. Aquilo que não é mais utilizado e está em bom estado será destinado para doação. O que não está em bom estado deve ir para o reciclável ou para o lixo. Doar não deve ser visto como uma oportunidade de nos livrarmos de todas as nossas coisas velhas. Deve sim ser visto como uma chance de continuar dando utilidade para algo que nos serviu por um determinado tempo e ainda pode ser útil para outras pessoas.
Outra oportunidade interessante de trabalhar esse valor é através de doações que podemos fazer para pessoas menos favorecidas. Seja através de campanhas organizadas pela sociedade, seja em ações diretas. Aqui em casa, algumas vezes ao ano, doamos cestas básicas na igreja que frequentamos. Neste ano, resolvemos fazer de forma diferente. A cada mês, compramos algumas cestas e deixamos no porta-malas do carro. E vamos doando para pessoas que encontramos pedindo ajuda nos sinais. E os nossos filhos sempre nos acompanhando, desde o momento da compra das cestas.
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Mas não podemos limitar o entendimento de doação como algo exclusivamente material. Dar um brinquedo, uma roupa ou uma cesta básica. Também podemos doar nosso tempo, nossas habilidades. E isso pode ser bem amplo. Desde aprender a escutar um amigo que está com algum problema a ajudar um colega que está tendo dificuldades na lição de casa. Incentivamos a Maria Eduarda e o João Pedro desde pequenos a ajudarem os colegas nas matérias que eles dominam mais e buscar ajuda naquelas que têm dificuldades. Há algumas semanas, durante o período de provas de final de etapa, a Duda ajudou alguns colegas com dificuldades nas matérias que ela domina mais. E também foi ajudada em matérias que ela não se dá tão bem. Aliás, uma das principais razões que nos fizeram escolher o colégio onde ela estuda hoje são as ações de trabalho voluntário envolvendo os alunos. Incentivar esse espírito solidário nas crianças é muito importante.
E você, tem se preocupado em plantar a semente da solidariedade em seus filhos?
Carlos Eduardo Costa
Carlos Eduardo Freitas Costa é pai de Maria Eduarda e do João Pedro. Tem formação em ciências econômicas pela UFMG, especialização em marketing e em finanças empresariais e mestrado em administração. É autor de diversos livros sobre educação financeira para adultos e crianças, entre os quais: 'No trabalho do papai' e 'No supermercado', além da coleção 'Meu Dinheirinho'. Saiba mais em @meu.dinheiro
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