Artigos
Febre: nem sempre é preciso correr para o pronto-socorro; entenda quando se preocupar
Em quantas oportunidades a gente se desespera ao perceber que a criança está quentinha, medir com o termômetro e constatar que, sim, a temperatura está acima do normal. Então, é um tal de corre, coloca o filho no carro, voa para o pronto-socorro, muitas vezes, no meio da madrugada… Uma aventura e tanto! Então, quando o pequeno é finalmente atendido, o médico pergunta sobre outros sintomas, avalia e chega à conclusão e que vocês podem voltar para casa e só retornar em caso de piora ou do surgimento de outros sinais. A sensação, então, é de que todo aquele transtorno foi em vão. Isso quando a criança já não chega na recepção do hospital pulando e brincando, como se não estivesse nem um pouco doente.
Isso acontece porque, em algumas situações, a febre é um sinal de que o organismo do seu filho está funcionando perfeitamente. A elevação de temperatura pode não ser um problema e sim a solução para ajudar a expulsar patógenos que causam infecções. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), na maioria das vezes, é um mecanismo de defesa do organismo. Isso significa que a febre não é uma doença, mas um sinal de que o corpo está reagindo a algum agente infeccioso, geralmente vírus ou bactérias.
Por isso, isoladamente, o aumento da temperatura não deve ser o único critério de gravidade. Mais importante do que o número no termômetro é observar o estado geral da criança. Se ela mantém interação, aceita líquidos e responde normalmente aos estímulos, o quadro tende a ser menos preocupante. Já sinais como prostração intensa, dificuldade para respirar, manchas pelo corpo ou rigidez na nuca exigem avaliação médica imediata.
As febres são comuns na infância, especialmente nos primeiros anos de vida, período em que o sistema imunológico ainda está em amadurecimento.
Quando procurar atendimento com urgência?
Os especialistas alertam que algumas situações exigem atenção redobrada:
- Bebês com menos de 3 meses e qualquer febre (≥ 38 °C);
- Febre persistente por mais de 48 a 72 horas;
- Convulsão associada à febre;
- Sinais de desidratação (boca seca, pouca urina, choro sem lágrimas);
- Sonolência excessiva ou dificuldade para acordar.
Nesses casos, a orientação é buscar atendimento médico para investigação da causa.
O que fazer em casa?
Enquanto a criança está com febre, as orientações são:
- Oferecer bastante líquido;
- Manter roupas leves e ambiente arejado;
- Não forçar alimentação;
- Utilizar antitérmicos apenas quando houver desconforto, sempre respeitando a dose prescrita pelo pediatra.
Banhos frios, compressas geladas ou uso de álcool na pele não são recomendados, pois podem causar mal-estar e não tratam a causa da febre.
Febre após vacina: é normal?
Algumas vacinas podem provocar febre leve e passageira, uma reação esperada do sistema imunológico. Ainda assim, caso a temperatura seja alta ou persistente, é importante comunicar o médico. Um lembrete fundamental: não medique seu filho por conta própria. Converse sempre com o pediatra. Antes mesmo do dia da vacina, na consulta de rotina, vale conversar sobre esse possível efeito e antecipar com o especialista o que fazer e o que evitar. Assim, você já sabe identificar os sinais e amenizar, caso seja necessário.
Informação = tranquilidade
O desespero, embora comuns nos pais, sobretudo de primeira viagem, é normal. Mas tente se acalmar, respirar e lembrar que a febre, na maioria das vezes, é um evento comum da infância. O foco deve estar na observação cuidadosa da criança como um todo e não apenas no número exibido no termômetro. Entender esse processo ajuda a reduzir a ansiedade das famílias e garante que o atendimento médico seja buscado no momento certo.
Fonte: Hospital Pequeno Príncipe (PR)
Canguru News
Desenvolvendo os pais, fortalecemos os filhos.
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
4 livros que viraram filmes (e que você precisa ver!)
Histórias que já conquistaram os leitores ganham versões imperdíveis para cinema e streaming – e elas estão com tudo!
Mensalidade escolar pode subir até 11% em 2027: como se preparar e negociar com a escola?
Levantamento aponta reajuste em nove a cada dez escolas particulares; veja o que entra na conta da mensalidade e quais...
Mães precisam pedir “permissão” para dormir? Pesquisa revela o peso da culpa e da carga mental
Levantamento com 1.000 mães mostra que 62% sentem que precisam da autorização de outra pessoa para priorizar o próprio sono;...
Maternidade depois dos 40 cresce 71,8% em 20 anos no Brasil
Levantamento do IBGE mostra aumento expressivo no número de mulheres que têm filhos nessa fase da vida, marcada por mudanças...








