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É preciso aprender a conviver com a diversidade de ideias e opiniões
O mundo está completamente tomado pela violência. E nem sempre ela é física. As pessoas estão assim: basta alguém discordar delas, seja por posicionamento religioso, político, ideológico, teológico, acadêmico e por aí vai, que elas partem logo para agressão. Agridem fisicamente, verbalmente, por e-mail, pelas redes sociais. Não há espaço para a diversidade de ideias.
Frente às diferenças humanas, desferem golpes de crítica, de deboche, ironia. Ataques pessoais dos mais estarrecedores. Outro dia mataram um homossexual. Ele foi perseguido na rua, correu quilômetros, foi acuado por dois rapazes e espancado até a morte. Não, ele
não era bandido, não fez nada, só era homossexual.
Um pastor foi ridicularizado e xingado de todos os nomes porque se posicionou contra a união homoafetiva. Eles o chamaram de facista e até de monstro. Porque ele externou sua forma de pensar à luz da fé que professa.
Um bispo católico foi alvo de ataques inflamados por parte de um grupo de feministas ao dizer que a igreja nunca vai apoiar a legalização do aborto. E nem precioso falar muito sobre aquilo que estamos vivenciando no universo político.
As ofensas, as brigas, as discussões. Algo que me assusta sobremaneira, pois a democracia é uma conquista de muita luta para se perder
assim em debates de baixo nível como os que presenciamos nos noticiários e nas redes sociais.
Atos assim me remetem aos tempos das cruzadas, da santa inquisição, da ditadura e de tantas outras épocas, onde era proibido ser e pensar diferente. Parece que a gente demora tanto para aprender!
Percebam que toda ofensa, violência, nasce de algo que foi gerado anteriormente: a intolerância.
Não sabemos conviver com a diversidade de ideias, de opiniões, de crenças, valores e princípios. Queremos convencer os outros a pensar e agir como nós. É preciso aprender a gerenciar a pluralidade. No século XXI é permitido discordar. É permitido se expressar. É permitido escolher. Que suas atitudes não sejam as geradoras da violência contemporânea. Que você seja um instrumento de paz e harmonia entre as pessoas que te cercam.
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Priscila Pereira Boy
Pedagoga, escritora e palestrante. Educadora parental. Diretora da Priscila Boy Consultoria e do movimento @familias-conectadas.
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