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Como conversar sobre a morte com as crianças?
A morte faz parte da vida. Mesmo assim, nunca é fácil abordar o tema. Para os próprios adultos é um assunto pesado, incômodo e angustiante. Por isso, muitos pais ficam em dúvida se devem conversar sobre a morte com as crianças. Segundo Camila Torres, psicóloga, professora universitária e doutora em psicologia social, é preciso sim falar sobre esse assunto com os pequenos.
Em vídeo da Phitters, nossa produtora de cursos online, a psicóloga orienta os pais quanto a como conversar sobre a morte com as crianças. Confira.
Camila explica que é comum que os pais fiquem perdidos em relação a como abordar o assunto com os filhos – seja em relação à morte dos avós, de algum outro familiar, de um amigo ou conhecido ou até mesmo do próprio animal de estimação da criança. Ela afirma que é frequente que os pais procurem os psicólogos por causa da dificuldade que eles têm em lidar com a situação.
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Para a psicóloga, um erro muito comum dos pais é tentar proteger os filhos privando-os da informação. “Às vezes, a gente vê um filho que está com a mãe doente, que está com o pai doente, e os avós querem esconder e não contam a história inteira para a criança. E a questão é que a criança está entendendo tudo que está acontecendo”, diz Camila. “Ela está captando. A criança é muito esperta. Ela percebe o ambiente, ela percebe as sensações, ela percebe as conversinhas de canto, os olhares. E isso vai gerando muita angústia para a criança”.
É uma situação angustiante para toda a família, ela declara, mas é preciso entender que a criança pode lidar com uma situação como a morte. “E a orientação que a gente sempre dá, do ponto de vista psicológico, é ser o mais claro possível em relação a esse assunto. Não precisamos dar os dados muito concretos para essa criança, porque ela não tem condição de entender. Mas podemos falar na linguagem mais próxima dela”, orienta Camila.
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Heloisa Scognamiglio
Jornalista formada pela Unesp. Foi trainee do jornal O Estado de S. Paulo e colaboradora em jornalismo da TV Unesp. Na faculdade, atuou como repórter e editora de internacional no site Webjornal Unesp e como repórter do Jornal Comunitário Voz do Nicéia. Também fez parte da Jornal Jr., empresa júnior de comunicação, e teve experiências como redatora e como assessora de comunicação e imprensa.
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