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Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo
Todos nós, pais, mães, cuidadores ou professores, já mandamos ou tivemos vontade de mandar uma criança para pensar no cantinho do castigo, não é mesmo?! Mas será que isso é efetivo?
Vamos nos colocar no lugar da criança. Feche seus olhos e imagine que você desobedeceu os seus pais. Agora, imagine eles esbravejando e mandando você pensar sobre o que fez no cantinho do castigo. O que você irá pensar quando estiver por lá?
Opção A: “Nossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas têm toda a razão, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!”
Opção B: “Precisa ficar gritando feito louco? Da próxima vez vou dar um jeito de não ser pego ou quem sabe me vingar!” ou “Nada do que eu faça está certo, eu não sou bom o suficiente!”
Acho a opção B muito mais coerente, e vocês?
Agora vamos mudar um pouco a situação. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, música relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas não são uma opção aqui)? Após ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em soluções possíveis, será que não ficaríamos muito mais aptos a cooperar?
O cantinho da tranquilidade pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crianças. Não precisa ser um cômodo inteiro, apenas um lugar pré-determinado, e é importante que as crianças e os adultos possam utilizá-lo em um momento de estresse.
Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a não tomar decisões intempestivas, além de promover autoconhecimento, solução de problemas e muito mais. Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crianças? Depois não esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.
*Este texto é de responsabilidade do colunista e não reflete, necessariamente, a opinião da Canguru News.
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Marcela Ferreira Noronha
Pediatra, educadora parental e nefrologista infantil. Mãe do Lucas e da Isabela. Formada em medicina pela Universidade São Francisco (SP) em 2006, com residência em pediatria pelo Hospital Menino Jesus de São Paulo, e especialização em nefrologia infantil pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Educadora Parental certificada pela Positive Discipline Association. Fez pediatria por vocação e tem como missão de vida tornar crianças e adultos felizes, respeitosos, com inteligência emocional, senso comunitário, física e emocionalmente saudáveis.
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