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3 atitudes para evitar as brigas de irmãos no ‘corpo a corpo’
Brigas entre irmãos afetam os pais, isso é inegável. Não estamos falando de um simples desacordo no dia a dia “Mãe, ela pegou meu brinquedo!”. Essas brigas são uma parte normal do desenvolvimento infantil. Estamos falando de ver os filhos brigando fisicamente e isso pode ser muito assustador para todos os pais.
Primeiramente pare e pense o que você pode estar fazendo para contribuir com essas brigas. Eu sei que pode ser algo difícil de reconhecer, mas parte do mau comportamento que vemos em nossos filhos é desencadeado por atitudes que temos como pais, pois, muitas vezes, mesmo sem saber, contribuímos para a rivalidade entre irmãos de várias maneiras. Confira três atitudes para conquistar um ambiente mais justo e equilibrado.
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1. Evite os rótulos
Os rótulos pioram as brigas e disputas entre irmãos. Por exemplo, se você rotular uma criança de “muito inteligente”, pode ter certeza de que o irmão se sentira menos inteligente. Ou, se você chamar outra criança de “problemática”, seu irmão pode se sentir superior. Às vezes, os rótulos nem mesmo são falados, apenas implícitos, mas isso cria competição. Observe suas interações com seus filhos. Há alguém que você considera seu filho “favorito”? Porque as crianças sentem essa preferência e isso prepara o ambiente para a competição. Em vez de rotular seus filhos, incentive seus pontos positivos. Ao incentivar o esforço deles, você capacita todos os seus filhos a viver de acordo com seu potencial. Em vez de “ela é a inteligente”, você pode dizer “ela está se esforçando muito na escola”. Ou, em vez de “ele é um ótimo nadador”, diga “ele está se esforçando muito para melhorar o desempenho na natação”. Quando os irmãos ouvem os pais incentivando o esforço, isso os capacita a se emprenharem mais. Quando as crianças entendem que o esforço é mais importante do que o resultado, elas ficam mais motivadas a dar o melhor de si.
2. Não reforce os papéis de “vítima” e “vilão”
Como pais, muitas vezes nos encontramos no papel de verdadeiros árbitros, definindo quem é a vitima e quem é o vilão. Julgamos a situação e assumimos o papel de um juiz. Então entramos em ação para acalmar a “vítima” com palavras carinhosas e abraços e excluímos o “vilão” da cena para que possa sentir o mal que causou a “vtitima”. O problema é que, quando damos atenção à “vítima” enviamos um sinal claro de que atuar nesse papel de coitadinho sempre atrairá atenção. E isso alimenta as repetições constantes das brigas e com cada vez mais dramas. Enquanto isso, o “vilão” recebe a mensagem de que há poder em estar nesse papel e então o comportamento se repete. Ao invés disso, ajude a poeira a baixar, verifique se seus filhos se machucaram e sem colocar a culpa em nenhuma das partes. Você ficará surpreso com a calma com que seus filhos respondem a esse tipo de atenção com igualdade. A criança que já foi “a vítima” não ficará impressionada com sua falta de empatia excessiva, enquanto a criança que já foi “o vilão” terá menos poder para assumir o papel de “valentão”.
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3. Não exagere na sua reação
Uma das coisas mais importantes a lembrar é que nós somos os adultos dessa relação. Supostamente a parte que equilibra os lados. Quando explodimos, aumentamos o drama, a atenção negativa e damos mais força a situações que poderiam passar rápido se tivéssemos usado a empatia e a calma. Quando agimos assim, as crianças registram nossa reação exagerada como um sinal de atenção, mesmo que negativa, e isso reforça as brigas. Em vez disso escute o que as crianças têm a dizer de forma imparcial. Depois que todos expressarem seus sentimentos, ajude seus filhos a descobrir o que eles poderiam fazer de diferente na próxima vez e, em seguida, pratique. Isso dará a eles a oportunidade de aprender maneiras mais eficazes de lidar com essas situações no futuro, mesmo quando você não estiver por perto.Quanto mais respeitoso for o ambiente em casa, menor será a probabilidade de as crianças usarem agressividade umas com as outras. Modele a gentileza e o respeito e treine todos os seus filhos a fazerem o mesmo, e os níveis de estresse e frustração que induzem a agressão diminuirão. Reconheça o esforço do seu filho sempre que ele conseguir controlar suas emoções sem bater e diga: “Uau..Você realmente se controlou quando estava frustrado com seu irmão. Eu sei que foi difícil. Parabens!” Seja paciente e persistente. Novos hábitos e habilidades levam tempo para serem aprendidos.
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Telma Abrahão
Telma Abrahão é formada em Biomedicina mas mudou de carreira após a maternidade, tornando-se educadora parental. Autora do livro "Pais que evoluem" e apaixonada pelo tema da Parentalidade Positiva, fundou a empresa Positive Parenting Education, uma escola de pais localizada na Flórida (EUA), que ajuda famílias a encontrar mais equilíbrio em suas relações entre pais e filhos.
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