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Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

“Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

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A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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“Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

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Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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“Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

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A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

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LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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“Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

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A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

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Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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“Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

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A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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“Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

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\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Beijo de mãe sara?
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“Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

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Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

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Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

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O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

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Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

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Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

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Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

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Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

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Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

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Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

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Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
@paternidadecriativa<\/a>
@paizinhovirgula<\/a>
@homempaterno<\/a>
@psicologia_da_paternidade<\/a>
@umpapaixonado<\/a>
<\/p>\n\n\n\n

5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

*Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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[mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

\u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

\u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

\u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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\n
  • Teimosia talvez<\/li>
  • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
  • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

    A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
    @paternidadecriativa<\/a>
    @paizinhovirgula<\/a>
    @homempaterno<\/a>
    @psicologia_da_paternidade<\/a>
    @umpapaixonado<\/a>
    <\/p>\n\n\n\n

    5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

    J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

    O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

    A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

    A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

    Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

    6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

    Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

    Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

    Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

    Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

    Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

    Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

    Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

    A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

    Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

    Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

    J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

    Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

    Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

    Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

    Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

    Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

    Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

    Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

    Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

    O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

    Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

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    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

    Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

    A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

    \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

    A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

    \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

    Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

    Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

    \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

    A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

    Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

    Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

    A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

    A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

    A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

    A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

    Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

    A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

    Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

    • Teimosia talvez<\/li>
    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
      @paternidadecriativa<\/a>
      @paizinhovirgula<\/a>
      @homempaterno<\/a>
      @psicologia_da_paternidade<\/a>
      @umpapaixonado<\/a>
      <\/p>\n\n\n\n

      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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      4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

      Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

      • Teimosia talvez<\/li>
      • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
      • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

        A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
        @paternidadecriativa<\/a>
        @paizinhovirgula<\/a>
        @homempaterno<\/a>
        @psicologia_da_paternidade<\/a>
        @umpapaixonado<\/a>
        <\/p>\n\n\n\n

        5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

        J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

        O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

        A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

        A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

        Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

        6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

        Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

        Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

        Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

        Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

        Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

        Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

        Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

        A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

        Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

        Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

        J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

        Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

        Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

        Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

        Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

        Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

        Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

        Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

        Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

        O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

        Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

        Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

        A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

        \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

        A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

        \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

        Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

        Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

        \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

        A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

        Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

        Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

        A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

        A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

        A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

        A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

        Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

        A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

        Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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        Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

        4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

        Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

        • Teimosia talvez<\/li>
        • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
        • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

          A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
          @paternidadecriativa<\/a>
          @paizinhovirgula<\/a>
          @homempaterno<\/a>
          @psicologia_da_paternidade<\/a>
          @umpapaixonado<\/a>
          <\/p>\n\n\n\n

          5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

          J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

          O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

          A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

          A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

          Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

          6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

          Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

          Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

          Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

          Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

          Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

          Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

          Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

          A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

          Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

          Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

          J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

          Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

          Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

          Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

          Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

          Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

          Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

          Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

          Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

          O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

          Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

          Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

          A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

          \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

          A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

          \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

          Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

          Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

          \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

          A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

          Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

          Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

          A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

          A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

          A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

          A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

          Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

          A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

          Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

            • Teimosia talvez<\/li>
            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
              @paternidadecriativa<\/a>
              @paizinhovirgula<\/a>
              @homempaterno<\/a>
              @psicologia_da_paternidade<\/a>
              @umpapaixonado<\/a>
              <\/p>\n\n\n\n

              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

              \n

              Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

              • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
              • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
              • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                • Teimosia talvez<\/li>
                • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                  A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                  @paternidadecriativa<\/a>
                  @paizinhovirgula<\/a>
                  @homempaterno<\/a>
                  @psicologia_da_paternidade<\/a>
                  @umpapaixonado<\/a>
                  <\/p>\n\n\n\n

                  5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                  J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                  O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                  A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                  A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                  Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                  6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                  Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                  Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                  Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                  Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                  Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                  Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                  Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                  A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                  Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                  Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                  J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                  Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                  Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                  Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                  Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                  Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                  Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                  Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                  Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                  O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                  Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                  Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                  A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                  \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                  A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                  \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                  Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                  Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                  \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                  A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                  Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                  Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                  A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                  A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                  A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                  A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                  Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                  A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                  Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                  \n

                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                    • Teimosia talvez<\/li>
                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                      @paternidadecriativa<\/a>
                      @paizinhovirgula<\/a>
                      @homempaterno<\/a>
                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                      @umpapaixonado<\/a>
                      <\/p>\n\n\n\n

                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                      \n

                      3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                      Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                      Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                      • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                      • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                      • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                        Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                        4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                        Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                        • Teimosia talvez<\/li>
                        • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                        • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                          A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                          @paternidadecriativa<\/a>
                          @paizinhovirgula<\/a>
                          @homempaterno<\/a>
                          @psicologia_da_paternidade<\/a>
                          @umpapaixonado<\/a>
                          <\/p>\n\n\n\n

                          5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                          J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                          O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                          A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                          A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                          Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                          6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                          Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                          Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                          Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                          Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                          Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                          Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                          Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                          A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                          Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                          Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                          J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                          Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                          Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                          Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                          Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                          Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                          Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                          Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                          Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                          O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                          Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                          Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                          A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                          \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                          A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                          \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                          Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                          Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                          \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                          A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                          Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                          Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                          A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                          A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                          A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                          A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                          Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                          A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                          Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                            • Teimosia talvez<\/li>
                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                              @paternidadecriativa<\/a>
                              @paizinhovirgula<\/a>
                              @homempaterno<\/a>
                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                              @umpapaixonado<\/a>
                              <\/p>\n\n\n\n

                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

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                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                              \n

                              Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                              Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                              3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                              Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                              Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                              • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                              • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                              • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                • Teimosia talvez<\/li>
                                • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                  A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                  @paternidadecriativa<\/a>
                                  @paizinhovirgula<\/a>
                                  @homempaterno<\/a>
                                  @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                  @umpapaixonado<\/a>
                                  <\/p>\n\n\n\n

                                  5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                  J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                  O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                  A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                  A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                  Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                  6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                  Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                  Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                  Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                  Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                  Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                  Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                  Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                  A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                  Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                  Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                  J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                  Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                  Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                  Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                  Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                  Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                  Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                  Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                  Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                  O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                  Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                  Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                  A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                  \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                  A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                  \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                  Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                  Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                  \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                  A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                  Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                  Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                  A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                  A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                  A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                  A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                  Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                  A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                  Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                                  \n

                                  Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                  Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                  Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                  3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                    • Teimosia talvez<\/li>
                                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                      @paternidadecriativa<\/a>
                                      @paizinhovirgula<\/a>
                                      @homempaterno<\/a>
                                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                      @umpapaixonado<\/a>
                                      <\/p>\n\n\n\n

                                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                                      “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                      \n

                                      2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                      Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                      Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                      Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                      3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                      Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                      Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                      • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                      • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                      • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                        Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                        4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                        Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                        • Teimosia talvez<\/li>
                                        • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                        • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                          A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                          @paternidadecriativa<\/a>
                                          @paizinhovirgula<\/a>
                                          @homempaterno<\/a>
                                          @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                          @umpapaixonado<\/a>
                                          <\/p>\n\n\n\n

                                          5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                          J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                          O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                          A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                          A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                          Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                          6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                          Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                          Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                          Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                          Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                          Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                          Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                          Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                          A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                          Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                          Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                          J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                          Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                          Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                          Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                          Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                          Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                          Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                          Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                          Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                          O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                          Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                          Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                          A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                          \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                          A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                          \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                          Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                          Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                          \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                          A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                          Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                          Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                          A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                          A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                          A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                          A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                          Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                          A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                          Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                                          \n

                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                              @homempaterno<\/a>
                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                              @umpapaixonado<\/a>
                                              <\/p>\n\n\n\n

                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                                              O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                              Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                              2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                              Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                              Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                              Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                              3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                              Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                              Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                              • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                              • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                              • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                • Teimosia talvez<\/li>
                                                • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                  A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                  @paternidadecriativa<\/a>
                                                  @paizinhovirgula<\/a>
                                                  @homempaterno<\/a>
                                                  @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                  @umpapaixonado<\/a>
                                                  <\/p>\n\n\n\n

                                                  5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                  J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                  O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                  A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                  A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                  Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                  6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                  Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                  Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                  Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                  Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                  Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                  Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                  Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                  A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                  Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                  Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                  J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                  Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                  Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                  Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                  Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                  Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                  Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                  Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                  Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                  O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                  Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                  Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                  A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                  \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                  A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                  \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                  Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                  Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                  \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                  A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                  Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                  Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                  A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                  A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                  A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                  A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                  Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                  A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                  Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                                                  \n

                                                  Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                  O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                  2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                  Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                  Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                  Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                  3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                    • Teimosia talvez<\/li>
                                                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                      @paternidadecriativa<\/a>
                                                      @paizinhovirgula<\/a>
                                                      @homempaterno<\/a>
                                                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                      @umpapaixonado<\/a>
                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                                                      \n

                                                      1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                      Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                      Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                      O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                      Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                      2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                      Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                      Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                      Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                      3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                      Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                      Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                      • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                      • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                      • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                        Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                        4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                        Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                        • Teimosia talvez<\/li>
                                                        • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                        • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                          A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                          @paternidadecriativa<\/a>
                                                          @paizinhovirgula<\/a>
                                                          @homempaterno<\/a>
                                                          @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                          @umpapaixonado<\/a>
                                                          <\/p>\n\n\n\n

                                                          5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                          J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                          O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                          A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                          A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                          Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                          6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                          Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                          Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                          Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                          Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                          Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                          Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                          Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                          A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                          Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                          Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                          J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                          Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                          Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                          Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                          Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                          Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                          Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                          Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                          Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                          O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                          Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                          Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                          A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                          \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                          A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                          \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                          Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                          Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                          \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                          A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                          Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                          Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                          A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                          A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                          A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                          A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                          Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                          A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                          Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                          Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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                                                          \n

                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                              @homempaterno<\/a>
                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                              Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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                                                              Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                              Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                              \n

                                                              Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                              A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                              1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                              Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                              Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                              O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                              Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                              2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                              Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                              Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                              Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                              3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                              Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                              Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                              • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                              • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                              • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                • Teimosia talvez<\/li>
                                                                • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                  A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                  @paternidadecriativa<\/a>
                                                                  @paizinhovirgula<\/a>
                                                                  @homempaterno<\/a>
                                                                  @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                  @umpapaixonado<\/a>
                                                                  <\/p>\n\n\n\n

                                                                  5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                  J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                  O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                  A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                  6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                  Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                  Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                  Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                  Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                  Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                  O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                  Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                  Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                  \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                  A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                  Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                  A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                  Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                  Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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Foto: Freepik

                                                                  Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                  Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                  “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                  \n
                                                                  • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                  • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                  • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                  • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                  • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                    Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                    A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                    1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                    Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                    Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                    O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                    Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                    2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                    Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                    Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                    Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                    3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                    Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                    Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                    • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                    • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                    • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                      Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                      4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                      Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                      • Teimosia talvez<\/li>
                                                                      • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                      • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                        A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                        @paternidadecriativa<\/a>
                                                                        @paizinhovirgula<\/a>
                                                                        @homempaterno<\/a>
                                                                        @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                        @umpapaixonado<\/a>
                                                                        <\/p>\n\n\n\n

                                                                        5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                        J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                        O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                        A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                        6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                        Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                        Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                        Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                        Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                        Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                        O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                        Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                        Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                        \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                        A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                        Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                        A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                        Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                                                                        Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                        Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                        “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                        \n

                                                                        Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                        • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                        • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                        • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                        • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                        • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                          Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                                              @homempaterno<\/a>
                                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                                                                              Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                              \n
                                                                              • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                              • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                  Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                  A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                  1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                  O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                  2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                  Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                  Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                  Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                  3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                    • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                      @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                      @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                      @homempaterno<\/a>
                                                                                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                      @umpapaixonado<\/a>
                                                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                                                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                      Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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Foto: Freepik

                                                                                      Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                      Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                      “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                      \n

                                                                                      Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                      • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                      • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                        Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                        • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                        • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                        • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                        • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                        • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                          Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                              @homempaterno<\/a>
                                                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                                                                                              Beijo de mãe sara?
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                                                                                              Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                              Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                              \n

                                                                                              Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                              • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                              • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                  Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                  A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                  1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                  O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                  2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                  Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                  Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                  Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                  3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                    • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                      @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                      @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                      @homempaterno<\/a>
                                                                                                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                      @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                      Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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                                                                                                      Beijo de mãe sara?
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                                                                                                      Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                      Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                      “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                      \n

                                                                                                      Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                      • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                      • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                        Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                        • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                        • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                        • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                        • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                        • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                          Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                              @homempaterno<\/a>
                                                                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                              Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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                                                                                                              5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                              Beijo de mãe sara?
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                                                                                                              Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                              Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
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                                                                                                              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                              \n

                                                                                                              \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                              • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                              • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                  Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                  A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                  1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                  O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                  2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                  Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                  Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                  Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                  3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                    • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                      @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                      @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                      @homempaterno<\/a>
                                                                                                                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                      @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                      Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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                                                                                                                      5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                      Beijo de mãe sara?
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                                                                                                                      Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                      Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                      “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                      \n

                                                                                                                      Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                      • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                      • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                        Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                        • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                        • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                        • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                        • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                        • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                          Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                              @homempaterno<\/a>
                                                                                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                                                                                                                              5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                              Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                              Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                              Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                              \n

                                                                                                                              Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                              • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                              • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                  Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                  A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                  1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                  O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                  2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                  Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                  Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                  Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                  3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                    • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                      @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                      @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                      @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                      @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                      Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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Fonte: Freepik

                                                                                                                                      5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                      Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                      Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                      Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                      “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                      \n

                                                                                                                                      Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                      • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                      • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                        Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                        • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                        • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                        • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                        • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                        • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                          Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                              @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Fonte: Freepik

                                                                                                                                              5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                              Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                              Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                              Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                              \n

                                                                                                                                              A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                              • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                              • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                    • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                      @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                      @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                      @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                      @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                      Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                      Mais Lidas

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Fonte: Freepik

                                                                                                                                                      5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                      Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                      Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                      Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                      “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                      \n

                                                                                                                                                      O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                      • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                      • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                        Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                        • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                        • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                        • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                        • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                        • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                              @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                              Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                              Mais Lidas

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                                                                                                                                                              5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                              Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                              Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                              Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                              \n

                                                                                                                                                              Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                              • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                              • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                    • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                      @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                      @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                      @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                      @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                      Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                      5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                      Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                      Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                      Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                      “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                      \n

                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                      Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                      • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                      • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                        Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                        • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                        • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                        • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                        • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                        • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                              @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                              Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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                                                                                                                                                                              5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                              Beijo de mãe sara?
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                                                                                                                                                                              Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                              Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
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                                                                                                                                                                              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                              \n

                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                              Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                              • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                              • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                    • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                      @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                      @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                      @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                      @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                      Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                      5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                      Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                      Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                      Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                      “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                      \n
                                                                                                                                                                                      1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                      2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                      3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                      4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                      5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                        Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                        • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                        • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                          Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                          • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                          • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                          • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                          • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                          • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                            Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                            • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                            • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                            • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                              Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                              4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                              Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                              • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                              • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                              • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                Beijo de mãe sara?
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                                                                                                                                                                                                Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
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                                                                                                                                                                                                “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                \n

                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                  Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                  • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                  • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                    Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                    • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                    • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                    • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                    • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                    • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                      Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                      • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                      • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                      • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                        Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                        4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                        Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                        • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                        • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                        • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                          @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                          @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                          @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                          @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                          @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                          <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                          Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                          Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                          Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                          Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                          5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                          Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                          Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                          Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                          “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                          \n

                                                                                                                                                                                                          \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                          Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                          A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                          A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                          Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                          1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                          2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                          3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                          4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                          5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                            Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                            • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                            • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                              Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                              • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                              • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                              • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                              • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                              • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                  Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                  4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                  • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                  • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                  • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                    @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                    @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                    @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                    @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                    @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                    <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                    Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                    Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                    Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                    5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                    Beijo de mãe sara?
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                                                                                                                                                                                                                    Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                    Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
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                                                                                                                                                                                                                    “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                    \n

                                                                                                                                                                                                                    As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                    Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                    A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                    A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                    Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                    1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                    2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                    3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                    4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                    5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                      Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                      • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                      • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                        Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                        • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                        • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                        • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                        • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                        • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                              @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                              Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                              5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                              Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                              Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                              Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                              \n

                                                                                                                                                                                                                              A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                              Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                              A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                              A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                              Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                              1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                              2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                              3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                              4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                              5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                  Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                  • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                  • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                  • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                  • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                  • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                    Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                    • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                    • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                    • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                      Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                      4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                      Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                      • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                      • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                      • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                        @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                        @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                        @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                        @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                        @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                        <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                        Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                        Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                        Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                        5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                        Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                        Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                        Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                        “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                        \n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                        Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                        A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                        A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                        Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                        1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                        2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                        3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                        4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                        5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                          Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                          • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                          • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                            Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                            • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                            • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                            • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                            • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                            • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                              Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                              • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                              • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                              • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                  @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                  @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                  @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                  @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                  @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                  <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                  Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                                                                                                                  Mais Lidas

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Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                  5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                  Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                  Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                  Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                  “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                  \n

                                                                                                                                                                                                                                                  Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                  A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                  Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                  1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                  2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                  3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                  4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                  5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                    Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                    • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                    • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                      Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                      • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                      • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                      • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                      • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                      • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                        Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                        • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                        • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                        • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                          Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                          4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                          Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                          • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                          • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                          • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                            @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                            @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                            @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                            @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                            @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                            <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                            Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                                                                                                                            Mais Lidas

                                                                                                                                                                                                                                                            Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                            5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                            Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                            Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                            Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                            “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                            \n

                                                                                                                                                                                                                                                            \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                            A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                            Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                            1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                            2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                            3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                            4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                            5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                              Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                              • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                              • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                    • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                      @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                      @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                      @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                      @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                                      Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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                                                                                                                                                                                                                                                                      Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                      5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                      Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                      Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                      Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                      “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                      \n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel desde mar\u00e7o nos Estados Unidos e n\u00e3o possibilita que os pais vejam o hist\u00f3rico de pesquisa, as mensagens trocadas pelo filho, o conte\u00fado que ele curte nem as publica\u00e7\u00f5es que ele faz - a n\u00e3o ser que sigam o seu perfil publicamente. Segundo o Instagram, a ideia \u00e9 que os pais acessem apenas uma parte das atividades do adolescente para garantir a prote\u00e7\u00e3o dele sem ferir sua autonomia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                      Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                      1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                      2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                      3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                      4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                      5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                        • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                        • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                          Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                          • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                          • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                          • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                          • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                          • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                            Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                            • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                            • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                            • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                              Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                              4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                              Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                              • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                              • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                              • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                                @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                                                Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                                                                                                                                                Mais Lidas

                                                                                                                                                                                                                                                                                Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                \n

                                                                                                                                                                                                                                                                                <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel desde mar\u00e7o nos Estados Unidos e n\u00e3o possibilita que os pais vejam o hist\u00f3rico de pesquisa, as mensagens trocadas pelo filho, o conte\u00fado que ele curte nem as publica\u00e7\u00f5es que ele faz - a n\u00e3o ser que sigam o seu perfil publicamente. Segundo o Instagram, a ideia \u00e9 que os pais acessem apenas uma parte das atividades do adolescente para garantir a prote\u00e7\u00e3o dele sem ferir sua autonomia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                    Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                    • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                    • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                    • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                    • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                    • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                      Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                      • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                      • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                      • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                        Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                        4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                        Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                                          @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                          @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                          @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                          @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                          @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                          <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Mais Lidas

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                          5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                          “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel desde mar\u00e7o nos Estados Unidos e n\u00e3o possibilita que os pais vejam o hist\u00f3rico de pesquisa, as mensagens trocadas pelo filho, o conte\u00fado que ele curte nem as publica\u00e7\u00f5es que ele faz - a n\u00e3o ser que sigam o seu perfil publicamente. Segundo o Instagram, a ideia \u00e9 que os pais acessem apenas uma parte das atividades do adolescente para garantir a prote\u00e7\u00e3o dele sem ferir sua autonomia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                          Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                          1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                          2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                          3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                          4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                          5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                              Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                  4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n<\/figure>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel desde mar\u00e7o nos Estados Unidos e n\u00e3o possibilita que os pais vejam o hist\u00f3rico de pesquisa, as mensagens trocadas pelo filho, o conte\u00fado que ele curte nem as publica\u00e7\u00f5es que ele faz - a n\u00e3o ser que sigam o seu perfil publicamente. Segundo o Instagram, a ideia \u00e9 que os pais acessem apenas uma parte das atividades do adolescente para garantir a prote\u00e7\u00e3o dele sem ferir sua autonomia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Mais Lidas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n<\/figure>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel desde mar\u00e7o nos Estados Unidos e n\u00e3o possibilita que os pais vejam o hist\u00f3rico de pesquisa, as mensagens trocadas pelo filho, o conte\u00fado que ele curte nem as publica\u00e7\u00f5es que ele faz - a n\u00e3o ser que sigam o seu perfil publicamente. Segundo o Instagram, a ideia \u00e9 que os pais acessem apenas uma parte das atividades do adolescente para garantir a prote\u00e7\u00e3o dele sem ferir sua autonomia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Mais Lidas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n<\/figure>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel desde mar\u00e7o nos Estados Unidos e n\u00e3o possibilita que os pais vejam o hist\u00f3rico de pesquisa, as mensagens trocadas pelo filho, o conte\u00fado que ele curte nem as publica\u00e7\u00f5es que ele faz - a n\u00e3o ser que sigam o seu perfil publicamente. Segundo o Instagram, a ideia \u00e9 que os pais acessem apenas uma parte das atividades do adolescente para garantir a prote\u00e7\u00e3o dele sem ferir sua autonomia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Mais Lidas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M: <\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A tampa do frasco da vacina vir\u00e1 na cor vinho<\/strong>, para facilitar a identifica\u00e7\u00e3o pelas equipes de vacina\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, pelos pais, m\u00e3es e cuidadores que levar\u00e3o as crian\u00e7as para serem vacinadas. O uso de diferentes cores de tampa \u00e9 uma estrat\u00e9gia para evitar erros de administra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o produto requer diferentes dosagens para diferentes faixas et\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M: <\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Vacina da Pfizer para crian\u00e7as ser\u00e1 liberada ap\u00f3s aval de minist\u00e9rio","post_excerpt":"Recomenda\u00e7\u00e3o do imunizante j\u00e1 foi aprovada pela Anvisa","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacina-da-pfizer-para-criancas-sera-liberada-apos-aval-de-ministerio","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 11:06:05","post_modified_gmt":"2022-09-19 14:06:05","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65168","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65141,"post_author":"6","post_date":"2022-09-19 10:43:32","post_date_gmt":"2022-09-19 13:43:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O linfoma \u00e9 o\u00a0terceiro c\u00e2ncer mais comum na inf\u00e2ncia<\/a><\/strong>, ficando abaixo apenas de leucemias<\/a> e tumores cerebrais. Ele ocorre quando as c\u00e9lulas de defesa imediata do organismo e seus precursores evoluem para malignidade, crescendo de forma descontrolada e afetando o sistema linf\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Existem dois tipos da doen\u00e7a:\u00a0o linfoma n\u00e3o Hodgkin (LNH) e o linfoma de Hodgkin (LH)<\/strong>, que apresentam sinais, comportamentos e tratamentos diferentes. O primeiro representa 7% dos c\u00e2nceres na inf\u00e2ncia, enquanto o segundo representa 6%. No\u00a0Hospital Pequeno Pr\u00edncipe<\/a><\/strong>,\u00a0<\/strong>refer\u00eancia no tratamento de c\u00e2ncer infantojuvenil<\/a>, que fica em Curitiba (PR), a incid\u00eancia \u00e9 maior em meninos, de ambos os tipos da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    De acordo com a oncologista Ana Paula Kuczynski, o linfoma n\u00e3o Hodgkin \u00e9 mais comum em crian\u00e7as menores e com comportamento agressivo. J\u00e1 o linfoma tipo Hodgkin \u00e9 prevalente em crian\u00e7as maiores e adolescentes, geralmente com evolu\u00e7\u00e3o prolongada e pouco agressivo. Na institui\u00e7\u00e3o, o LNH, por exemplo, \u00e9 mais prevalente, acometendo crian\u00e7as entre 3 e 8 anos. J\u00e1 o LH tem maior incid\u00eancia em crian\u00e7as acima dos 9 anos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u00c9 o caso de Tito Viecili Gon\u00e7alves, que apresentou os primeiros sintomas do linfoma de Hodgkin no ano passado: incha\u00e7o no pesco\u00e7o e emagrecimento repentino. Ap\u00f3s alguns dias de piora no quadro, a m\u00e3e e o menino, de 10 anos, deram entrada no pronto-atendimento do Hospital. \u201cEnquanto o diagn\u00f3stico dele n\u00e3o foi descoberto, n\u00e3o fomos liberados. Depois de uma semana de muitos exames, descobrimos o que ele tinha\u201d, relembra Thais Nassir Viecili Gon\u00e7alves, m\u00e3e da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Imediatamente o menino come\u00e7ou o tratamento, sendo realizado por meio de ciclos de quimioterapias, que eram aplicadas diariamente por 15 dias. Ap\u00f3s duas semanas de descanso, uma nova rodada era iniciada. Depois de 11 meses do in\u00edcio do tratamento, a fam\u00edlia recebeu a not\u00edcia que o c\u00e2ncer estava em remiss\u00e3o. \u201cHoje digo que o tratamento foi longo, mas \u00e9 uma doen\u00e7a com progn\u00f3stico alto de cura. \u00c9 preciso ser paciente, ter f\u00e9 e confiar na equipe m\u00e9dica.\u201d, diz Thais.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Conforme a oncologista, o diagn\u00f3stico precoce<\/strong> \u00e9 importante porque est\u00e1 relacionado diretamente a melhores chances de cura. \u201cAl\u00e9m de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns casos, com menos efeitos colaterais\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Sintomas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Os sinais de alerta em comum entre os dois tipos de linfomas s\u00e3o:  g\u00e2nglios aumentados, principalmente na regi\u00e3o do pesco\u00e7o, menos comum na axila e virilha; febre; fadiga; suor noturno; e perda de peso repentina.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo a m\u00e9dica, o linfoma Hodgkin \u201cgeralmente apresenta-se como aumento de volume de um ou mais linfonodos na regi\u00e3o lateral do pesco\u00e7o, com evolu\u00e7\u00e3o prolongada, podendo ser acompanhada de febre, perda de peso, sudorese e coceira no corpo todo\u201d.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    J\u00e1 o linfoma n\u00e3o Hodgkin pode ter apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de tumores abdominais ou linfonodos aumentados no pesco\u00e7o e em outros locais, podendo estar associado \u00e0 recusa alimentar. Em alguns casos \u00e9 poss\u00edvel ocorrer tosse e falta de ar, com piora progressiva.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Tratamentos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O tratamento dos linfomas em crian\u00e7as e adolescentes pode ter resultados excelentes, ultrapassando 80% das chances de cura. As principais abordagens s\u00e3o quimioterapias, radioterapias, imunoterapias e transplantes de medula \u00f3ssea, variando de acordo com o tipo. \u201cUtilizamos quimioterapia para os linfomas n\u00e3o Hodgkin e quimioterapia, geralmente associada \u00e0 radioterapia, para os linfomas Hodgkin\u201d, explica a oncologista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Os fatores de risco em crian\u00e7as e adolescentes n\u00e3o s\u00e3o conhecidos, o que se sabe \u00e9 que pacientes que apresentam mais chance de desenvolvimento s\u00e3o aqueles que est\u00e3o com o sistema imunol\u00f3gico comprometido ou que possuem familiares diagnosticados com a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201c\u00c9 importante ressaltar que o aleitamento materno, preferencialmente at\u00e9 os 2 anos de vida; alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel; atividades f\u00edsicas e um ambiente harmonioso nos lares podem prevenir v\u00e1rias doen\u00e7as na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Para o diagn\u00f3stico precoce dos linfomas, bem como dos outros tipos de c\u00e2ncer<\/a>, s\u00e3o muito importantes as consultas de rotina com o pediatra\u201d, finaliza a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    <\/p>\n","post_title":"Linfoma \u00e9 o terceiro tipo de c\u00e2ncer mais comum na inf\u00e2ncia","post_excerpt":"O diagn\u00f3stico precoce\u00a0est\u00e1 relacionado diretamente a melhores chances de cura. \u201cAl\u00e9m de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns casos, com menos efeitos colaterais\u201d, detalha a oncologista Ana Paula Kuczynski","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"linfoma-e-o-terceiro-tipo-de-cancer-mais-comum-na-infancia","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 11:07:33","post_modified_gmt":"2022-09-19 14:07:33","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65141","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65119,"post_author":"4","post_date":"2022-09-16 12:57:35","post_date_gmt":"2022-09-16 15:57:35","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O Instagram<\/a> lan\u00e7ou nesta quinta-feira (15) a ferramenta \u201cCentral da fam\u00edlia\", que visa ajudar os pais a terem mais controle sobre a conta dos filhos<\/a>. Na se\u00e7\u00e3o \u201cconfigura\u00e7\u00f5es\u201d da conta, \u00e9 preciso selecionar a op\u00e7\u00e3o \u201csupervis\u00e3o\u201d para come\u00e7ar a usar o recurso. Ele permite medidas como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                    • saber quanto tempo o filho passa no Instagram<\/a> e definir limites para isso; <\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    • ver as contas que ele segue e que o seguem;<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                    • receber notifica\u00e7\u00f5es sobre as atividades dele no aplicativo, por exemplo, quando ele ganha novos seguidores. <\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Para ativar a ferramenta, \u00e9 preciso que o filho aceite o convite enviado pelos pais, ficando assim o seu perfil vinculado \u00e0 conta de um dos adultos. A supervis\u00e3o do perfil no Instagram pode ser interrompida pelas duas partes a qualquer momento. A idade m\u00ednima informada pelo Instagram para abrir uma conta no aplicativo \u00e9 de 13 anos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n<\/figure>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel desde mar\u00e7o nos Estados Unidos e n\u00e3o possibilita que os pais vejam o hist\u00f3rico de pesquisa, as mensagens trocadas pelo filho, o conte\u00fado que ele curte nem as publica\u00e7\u00f5es que ele faz - a n\u00e3o ser que sigam o seu perfil publicamente. Segundo o Instagram, a ideia \u00e9 que os pais acessem apenas uma parte das atividades do adolescente para garantir a prote\u00e7\u00e3o dele sem ferir sua autonomia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Mais Lidas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A vers\u00e3o pedi\u00e1trica da vacina da Pfizer tem dosagem diferente da usada em faixas et\u00e1rias acima de 12 anos. A formula\u00e7\u00e3o autorizada pela Anvisa dever\u00e1 ser aplicada em tr\u00eas doses de 0,2 ml<\/strong> (equivalente a 3 microgramas). As duas doses iniciais devem ser administradas com tr\u00eas semanas de intervalo<\/strong>, seguidas por uma terceira dose aplicada pelo menos oito semanas ap\u00f3s a\u00a0segunda\u00a0dose.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A tampa do frasco da vacina vir\u00e1 na cor vinho<\/strong>, para facilitar a identifica\u00e7\u00e3o pelas equipes de vacina\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, pelos pais, m\u00e3es e cuidadores que levar\u00e3o as crian\u00e7as para serem vacinadas. O uso de diferentes cores de tampa \u00e9 uma estrat\u00e9gia para evitar erros de administra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o produto requer diferentes dosagens para diferentes faixas et\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M: <\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Vacina da Pfizer para crian\u00e7as ser\u00e1 liberada ap\u00f3s aval de minist\u00e9rio","post_excerpt":"Recomenda\u00e7\u00e3o do imunizante j\u00e1 foi aprovada pela Anvisa","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacina-da-pfizer-para-criancas-sera-liberada-apos-aval-de-ministerio","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 11:06:05","post_modified_gmt":"2022-09-19 14:06:05","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65168","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65141,"post_author":"6","post_date":"2022-09-19 10:43:32","post_date_gmt":"2022-09-19 13:43:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O linfoma \u00e9 o\u00a0terceiro c\u00e2ncer mais comum na inf\u00e2ncia<\/a><\/strong>, ficando abaixo apenas de leucemias<\/a> e tumores cerebrais. Ele ocorre quando as c\u00e9lulas de defesa imediata do organismo e seus precursores evoluem para malignidade, crescendo de forma descontrolada e afetando o sistema linf\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Existem dois tipos da doen\u00e7a:\u00a0o linfoma n\u00e3o Hodgkin (LNH) e o linfoma de Hodgkin (LH)<\/strong>, que apresentam sinais, comportamentos e tratamentos diferentes. O primeiro representa 7% dos c\u00e2nceres na inf\u00e2ncia, enquanto o segundo representa 6%. No\u00a0Hospital Pequeno Pr\u00edncipe<\/a><\/strong>,\u00a0<\/strong>refer\u00eancia no tratamento de c\u00e2ncer infantojuvenil<\/a>, que fica em Curitiba (PR), a incid\u00eancia \u00e9 maior em meninos, de ambos os tipos da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      De acordo com a oncologista Ana Paula Kuczynski, o linfoma n\u00e3o Hodgkin \u00e9 mais comum em crian\u00e7as menores e com comportamento agressivo. J\u00e1 o linfoma tipo Hodgkin \u00e9 prevalente em crian\u00e7as maiores e adolescentes, geralmente com evolu\u00e7\u00e3o prolongada e pouco agressivo. Na institui\u00e7\u00e3o, o LNH, por exemplo, \u00e9 mais prevalente, acometendo crian\u00e7as entre 3 e 8 anos. J\u00e1 o LH tem maior incid\u00eancia em crian\u00e7as acima dos 9 anos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u00c9 o caso de Tito Viecili Gon\u00e7alves, que apresentou os primeiros sintomas do linfoma de Hodgkin no ano passado: incha\u00e7o no pesco\u00e7o e emagrecimento repentino. Ap\u00f3s alguns dias de piora no quadro, a m\u00e3e e o menino, de 10 anos, deram entrada no pronto-atendimento do Hospital. \u201cEnquanto o diagn\u00f3stico dele n\u00e3o foi descoberto, n\u00e3o fomos liberados. Depois de uma semana de muitos exames, descobrimos o que ele tinha\u201d, relembra Thais Nassir Viecili Gon\u00e7alves, m\u00e3e da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Imediatamente o menino come\u00e7ou o tratamento, sendo realizado por meio de ciclos de quimioterapias, que eram aplicadas diariamente por 15 dias. Ap\u00f3s duas semanas de descanso, uma nova rodada era iniciada. Depois de 11 meses do in\u00edcio do tratamento, a fam\u00edlia recebeu a not\u00edcia que o c\u00e2ncer estava em remiss\u00e3o. \u201cHoje digo que o tratamento foi longo, mas \u00e9 uma doen\u00e7a com progn\u00f3stico alto de cura. \u00c9 preciso ser paciente, ter f\u00e9 e confiar na equipe m\u00e9dica.\u201d, diz Thais.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Conforme a oncologista, o diagn\u00f3stico precoce<\/strong> \u00e9 importante porque est\u00e1 relacionado diretamente a melhores chances de cura. \u201cAl\u00e9m de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns casos, com menos efeitos colaterais\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Sintomas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Os sinais de alerta em comum entre os dois tipos de linfomas s\u00e3o:  g\u00e2nglios aumentados, principalmente na regi\u00e3o do pesco\u00e7o, menos comum na axila e virilha; febre; fadiga; suor noturno; e perda de peso repentina.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Segundo a m\u00e9dica, o linfoma Hodgkin \u201cgeralmente apresenta-se como aumento de volume de um ou mais linfonodos na regi\u00e3o lateral do pesco\u00e7o, com evolu\u00e7\u00e3o prolongada, podendo ser acompanhada de febre, perda de peso, sudorese e coceira no corpo todo\u201d.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      J\u00e1 o linfoma n\u00e3o Hodgkin pode ter apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de tumores abdominais ou linfonodos aumentados no pesco\u00e7o e em outros locais, podendo estar associado \u00e0 recusa alimentar. Em alguns casos \u00e9 poss\u00edvel ocorrer tosse e falta de ar, com piora progressiva.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Tratamentos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O tratamento dos linfomas em crian\u00e7as e adolescentes pode ter resultados excelentes, ultrapassando 80% das chances de cura. As principais abordagens s\u00e3o quimioterapias, radioterapias, imunoterapias e transplantes de medula \u00f3ssea, variando de acordo com o tipo. \u201cUtilizamos quimioterapia para os linfomas n\u00e3o Hodgkin e quimioterapia, geralmente associada \u00e0 radioterapia, para os linfomas Hodgkin\u201d, explica a oncologista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Os fatores de risco em crian\u00e7as e adolescentes n\u00e3o s\u00e3o conhecidos, o que se sabe \u00e9 que pacientes que apresentam mais chance de desenvolvimento s\u00e3o aqueles que est\u00e3o com o sistema imunol\u00f3gico comprometido ou que possuem familiares diagnosticados com a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201c\u00c9 importante ressaltar que o aleitamento materno, preferencialmente at\u00e9 os 2 anos de vida; alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel; atividades f\u00edsicas e um ambiente harmonioso nos lares podem prevenir v\u00e1rias doen\u00e7as na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Para o diagn\u00f3stico precoce dos linfomas, bem como dos outros tipos de c\u00e2ncer<\/a>, s\u00e3o muito importantes as consultas de rotina com o pediatra\u201d, finaliza a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      <\/p>\n","post_title":"Linfoma \u00e9 o terceiro tipo de c\u00e2ncer mais comum na inf\u00e2ncia","post_excerpt":"O diagn\u00f3stico precoce\u00a0est\u00e1 relacionado diretamente a melhores chances de cura. \u201cAl\u00e9m de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns casos, com menos efeitos colaterais\u201d, detalha a oncologista Ana Paula Kuczynski","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"linfoma-e-o-terceiro-tipo-de-cancer-mais-comum-na-infancia","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 11:07:33","post_modified_gmt":"2022-09-19 14:07:33","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65141","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65119,"post_author":"4","post_date":"2022-09-16 12:57:35","post_date_gmt":"2022-09-16 15:57:35","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O Instagram<\/a> lan\u00e7ou nesta quinta-feira (15) a ferramenta \u201cCentral da fam\u00edlia\", que visa ajudar os pais a terem mais controle sobre a conta dos filhos<\/a>. Na se\u00e7\u00e3o \u201cconfigura\u00e7\u00f5es\u201d da conta, \u00e9 preciso selecionar a op\u00e7\u00e3o \u201csupervis\u00e3o\u201d para come\u00e7ar a usar o recurso. Ele permite medidas como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • saber quanto tempo o filho passa no Instagram<\/a> e definir limites para isso; <\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • ver as contas que ele segue e que o seguem;<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • receber notifica\u00e7\u00f5es sobre as atividades dele no aplicativo, por exemplo, quando ele ganha novos seguidores. <\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Para ativar a ferramenta, \u00e9 preciso que o filho aceite o convite enviado pelos pais, ficando assim o seu perfil vinculado \u00e0 conta de um dos adultos. A supervis\u00e3o do perfil no Instagram pode ser interrompida pelas duas partes a qualquer momento. A idade m\u00ednima informada pelo Instagram para abrir uma conta no aplicativo \u00e9 de 13 anos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n<\/figure>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel desde mar\u00e7o nos Estados Unidos e n\u00e3o possibilita que os pais vejam o hist\u00f3rico de pesquisa, as mensagens trocadas pelo filho, o conte\u00fado que ele curte nem as publica\u00e7\u00f5es que ele faz - a n\u00e3o ser que sigam o seu perfil publicamente. Segundo o Instagram, a ideia \u00e9 que os pais acessem apenas uma parte das atividades do adolescente para garantir a prote\u00e7\u00e3o dele sem ferir sua autonomia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

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                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
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                                                                                                                                                                                                                                                                                                        “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Dosagem diferente<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A vers\u00e3o pedi\u00e1trica da vacina da Pfizer tem dosagem diferente da usada em faixas et\u00e1rias acima de 12 anos. A formula\u00e7\u00e3o autorizada pela Anvisa dever\u00e1 ser aplicada em tr\u00eas doses de 0,2 ml<\/strong> (equivalente a 3 microgramas). As duas doses iniciais devem ser administradas com tr\u00eas semanas de intervalo<\/strong>, seguidas por uma terceira dose aplicada pelo menos oito semanas ap\u00f3s a\u00a0segunda\u00a0dose.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A tampa do frasco da vacina vir\u00e1 na cor vinho<\/strong>, para facilitar a identifica\u00e7\u00e3o pelas equipes de vacina\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, pelos pais, m\u00e3es e cuidadores que levar\u00e3o as crian\u00e7as para serem vacinadas. O uso de diferentes cores de tampa \u00e9 uma estrat\u00e9gia para evitar erros de administra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o produto requer diferentes dosagens para diferentes faixas et\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M: <\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Vacina da Pfizer para crian\u00e7as ser\u00e1 liberada ap\u00f3s aval de minist\u00e9rio","post_excerpt":"Recomenda\u00e7\u00e3o do imunizante j\u00e1 foi aprovada pela Anvisa","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacina-da-pfizer-para-criancas-sera-liberada-apos-aval-de-ministerio","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 11:06:05","post_modified_gmt":"2022-09-19 14:06:05","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65168","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65141,"post_author":"6","post_date":"2022-09-19 10:43:32","post_date_gmt":"2022-09-19 13:43:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O linfoma \u00e9 o\u00a0terceiro c\u00e2ncer mais comum na inf\u00e2ncia<\/a><\/strong>, ficando abaixo apenas de leucemias<\/a> e tumores cerebrais. Ele ocorre quando as c\u00e9lulas de defesa imediata do organismo e seus precursores evoluem para malignidade, crescendo de forma descontrolada e afetando o sistema linf\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Existem dois tipos da doen\u00e7a:\u00a0o linfoma n\u00e3o Hodgkin (LNH) e o linfoma de Hodgkin (LH)<\/strong>, que apresentam sinais, comportamentos e tratamentos diferentes. O primeiro representa 7% dos c\u00e2nceres na inf\u00e2ncia, enquanto o segundo representa 6%. No\u00a0Hospital Pequeno Pr\u00edncipe<\/a><\/strong>,\u00a0<\/strong>refer\u00eancia no tratamento de c\u00e2ncer infantojuvenil<\/a>, que fica em Curitiba (PR), a incid\u00eancia \u00e9 maior em meninos, de ambos os tipos da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        De acordo com a oncologista Ana Paula Kuczynski, o linfoma n\u00e3o Hodgkin \u00e9 mais comum em crian\u00e7as menores e com comportamento agressivo. J\u00e1 o linfoma tipo Hodgkin \u00e9 prevalente em crian\u00e7as maiores e adolescentes, geralmente com evolu\u00e7\u00e3o prolongada e pouco agressivo. Na institui\u00e7\u00e3o, o LNH, por exemplo, \u00e9 mais prevalente, acometendo crian\u00e7as entre 3 e 8 anos. J\u00e1 o LH tem maior incid\u00eancia em crian\u00e7as acima dos 9 anos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u00c9 o caso de Tito Viecili Gon\u00e7alves, que apresentou os primeiros sintomas do linfoma de Hodgkin no ano passado: incha\u00e7o no pesco\u00e7o e emagrecimento repentino. Ap\u00f3s alguns dias de piora no quadro, a m\u00e3e e o menino, de 10 anos, deram entrada no pronto-atendimento do Hospital. \u201cEnquanto o diagn\u00f3stico dele n\u00e3o foi descoberto, n\u00e3o fomos liberados. Depois de uma semana de muitos exames, descobrimos o que ele tinha\u201d, relembra Thais Nassir Viecili Gon\u00e7alves, m\u00e3e da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Imediatamente o menino come\u00e7ou o tratamento, sendo realizado por meio de ciclos de quimioterapias, que eram aplicadas diariamente por 15 dias. Ap\u00f3s duas semanas de descanso, uma nova rodada era iniciada. Depois de 11 meses do in\u00edcio do tratamento, a fam\u00edlia recebeu a not\u00edcia que o c\u00e2ncer estava em remiss\u00e3o. \u201cHoje digo que o tratamento foi longo, mas \u00e9 uma doen\u00e7a com progn\u00f3stico alto de cura. \u00c9 preciso ser paciente, ter f\u00e9 e confiar na equipe m\u00e9dica.\u201d, diz Thais.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Conforme a oncologista, o diagn\u00f3stico precoce<\/strong> \u00e9 importante porque est\u00e1 relacionado diretamente a melhores chances de cura. \u201cAl\u00e9m de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns casos, com menos efeitos colaterais\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Sintomas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Os sinais de alerta em comum entre os dois tipos de linfomas s\u00e3o:  g\u00e2nglios aumentados, principalmente na regi\u00e3o do pesco\u00e7o, menos comum na axila e virilha; febre; fadiga; suor noturno; e perda de peso repentina.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Segundo a m\u00e9dica, o linfoma Hodgkin \u201cgeralmente apresenta-se como aumento de volume de um ou mais linfonodos na regi\u00e3o lateral do pesco\u00e7o, com evolu\u00e7\u00e3o prolongada, podendo ser acompanhada de febre, perda de peso, sudorese e coceira no corpo todo\u201d.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        J\u00e1 o linfoma n\u00e3o Hodgkin pode ter apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de tumores abdominais ou linfonodos aumentados no pesco\u00e7o e em outros locais, podendo estar associado \u00e0 recusa alimentar. Em alguns casos \u00e9 poss\u00edvel ocorrer tosse e falta de ar, com piora progressiva.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Tratamentos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O tratamento dos linfomas em crian\u00e7as e adolescentes pode ter resultados excelentes, ultrapassando 80% das chances de cura. As principais abordagens s\u00e3o quimioterapias, radioterapias, imunoterapias e transplantes de medula \u00f3ssea, variando de acordo com o tipo. \u201cUtilizamos quimioterapia para os linfomas n\u00e3o Hodgkin e quimioterapia, geralmente associada \u00e0 radioterapia, para os linfomas Hodgkin\u201d, explica a oncologista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Os fatores de risco em crian\u00e7as e adolescentes n\u00e3o s\u00e3o conhecidos, o que se sabe \u00e9 que pacientes que apresentam mais chance de desenvolvimento s\u00e3o aqueles que est\u00e3o com o sistema imunol\u00f3gico comprometido ou que possuem familiares diagnosticados com a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201c\u00c9 importante ressaltar que o aleitamento materno, preferencialmente at\u00e9 os 2 anos de vida; alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel; atividades f\u00edsicas e um ambiente harmonioso nos lares podem prevenir v\u00e1rias doen\u00e7as na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Para o diagn\u00f3stico precoce dos linfomas, bem como dos outros tipos de c\u00e2ncer<\/a>, s\u00e3o muito importantes as consultas de rotina com o pediatra\u201d, finaliza a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        <\/p>\n","post_title":"Linfoma \u00e9 o terceiro tipo de c\u00e2ncer mais comum na inf\u00e2ncia","post_excerpt":"O diagn\u00f3stico precoce\u00a0est\u00e1 relacionado diretamente a melhores chances de cura. \u201cAl\u00e9m de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns casos, com menos efeitos colaterais\u201d, detalha a oncologista Ana Paula Kuczynski","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"linfoma-e-o-terceiro-tipo-de-cancer-mais-comum-na-infancia","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 11:07:33","post_modified_gmt":"2022-09-19 14:07:33","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65141","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65119,"post_author":"4","post_date":"2022-09-16 12:57:35","post_date_gmt":"2022-09-16 15:57:35","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O Instagram<\/a> lan\u00e7ou nesta quinta-feira (15) a ferramenta \u201cCentral da fam\u00edlia\", que visa ajudar os pais a terem mais controle sobre a conta dos filhos<\/a>. Na se\u00e7\u00e3o \u201cconfigura\u00e7\u00f5es\u201d da conta, \u00e9 preciso selecionar a op\u00e7\u00e3o \u201csupervis\u00e3o\u201d para come\u00e7ar a usar o recurso. Ele permite medidas como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • saber quanto tempo o filho passa no Instagram<\/a> e definir limites para isso; <\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • ver as contas que ele segue e que o seguem;<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                        • receber notifica\u00e7\u00f5es sobre as atividades dele no aplicativo, por exemplo, quando ele ganha novos seguidores. <\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Para ativar a ferramenta, \u00e9 preciso que o filho aceite o convite enviado pelos pais, ficando assim o seu perfil vinculado \u00e0 conta de um dos adultos. A supervis\u00e3o do perfil no Instagram pode ser interrompida pelas duas partes a qualquer momento. A idade m\u00ednima informada pelo Instagram para abrir uma conta no aplicativo \u00e9 de 13 anos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n<\/figure>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel desde mar\u00e7o nos Estados Unidos e n\u00e3o possibilita que os pais vejam o hist\u00f3rico de pesquisa, as mensagens trocadas pelo filho, o conte\u00fado que ele curte nem as publica\u00e7\u00f5es que ele faz - a n\u00e3o ser que sigam o seu perfil publicamente. Segundo o Instagram, a ideia \u00e9 que os pais acessem apenas uma parte das atividades do adolescente para garantir a prote\u00e7\u00e3o dele sem ferir sua autonomia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O minist\u00e9rio n\u00e3o deu outras informa\u00e7\u00f5es, como calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o. Em tese, cabe aos estados e aos munic\u00edpios decidir o cronograma de imuniza\u00e7\u00e3o com base na chegada de doses aos postos de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Dosagem diferente<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A vers\u00e3o pedi\u00e1trica da vacina da Pfizer tem dosagem diferente da usada em faixas et\u00e1rias acima de 12 anos. A formula\u00e7\u00e3o autorizada pela Anvisa dever\u00e1 ser aplicada em tr\u00eas doses de 0,2 ml<\/strong> (equivalente a 3 microgramas). As duas doses iniciais devem ser administradas com tr\u00eas semanas de intervalo<\/strong>, seguidas por uma terceira dose aplicada pelo menos oito semanas ap\u00f3s a\u00a0segunda\u00a0dose.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          A tampa do frasco da vacina vir\u00e1 na cor vinho<\/strong>, para facilitar a identifica\u00e7\u00e3o pelas equipes de vacina\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, pelos pais, m\u00e3es e cuidadores que levar\u00e3o as crian\u00e7as para serem vacinadas. O uso de diferentes cores de tampa \u00e9 uma estrat\u00e9gia para evitar erros de administra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o produto requer diferentes dosagens para diferentes faixas et\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M: <\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Vacina da Pfizer para crian\u00e7as ser\u00e1 liberada ap\u00f3s aval de minist\u00e9rio","post_excerpt":"Recomenda\u00e7\u00e3o do imunizante j\u00e1 foi aprovada pela Anvisa","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacina-da-pfizer-para-criancas-sera-liberada-apos-aval-de-ministerio","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 11:06:05","post_modified_gmt":"2022-09-19 14:06:05","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65168","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65141,"post_author":"6","post_date":"2022-09-19 10:43:32","post_date_gmt":"2022-09-19 13:43:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O linfoma \u00e9 o\u00a0terceiro c\u00e2ncer mais comum na inf\u00e2ncia<\/a><\/strong>, ficando abaixo apenas de leucemias<\/a> e tumores cerebrais. Ele ocorre quando as c\u00e9lulas de defesa imediata do organismo e seus precursores evoluem para malignidade, crescendo de forma descontrolada e afetando o sistema linf\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Existem dois tipos da doen\u00e7a:\u00a0o linfoma n\u00e3o Hodgkin (LNH) e o linfoma de Hodgkin (LH)<\/strong>, que apresentam sinais, comportamentos e tratamentos diferentes. O primeiro representa 7% dos c\u00e2nceres na inf\u00e2ncia, enquanto o segundo representa 6%. No\u00a0Hospital Pequeno Pr\u00edncipe<\/a><\/strong>,\u00a0<\/strong>refer\u00eancia no tratamento de c\u00e2ncer infantojuvenil<\/a>, que fica em Curitiba (PR), a incid\u00eancia \u00e9 maior em meninos, de ambos os tipos da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          De acordo com a oncologista Ana Paula Kuczynski, o linfoma n\u00e3o Hodgkin \u00e9 mais comum em crian\u00e7as menores e com comportamento agressivo. J\u00e1 o linfoma tipo Hodgkin \u00e9 prevalente em crian\u00e7as maiores e adolescentes, geralmente com evolu\u00e7\u00e3o prolongada e pouco agressivo. Na institui\u00e7\u00e3o, o LNH, por exemplo, \u00e9 mais prevalente, acometendo crian\u00e7as entre 3 e 8 anos. J\u00e1 o LH tem maior incid\u00eancia em crian\u00e7as acima dos 9 anos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u00c9 o caso de Tito Viecili Gon\u00e7alves, que apresentou os primeiros sintomas do linfoma de Hodgkin no ano passado: incha\u00e7o no pesco\u00e7o e emagrecimento repentino. Ap\u00f3s alguns dias de piora no quadro, a m\u00e3e e o menino, de 10 anos, deram entrada no pronto-atendimento do Hospital. \u201cEnquanto o diagn\u00f3stico dele n\u00e3o foi descoberto, n\u00e3o fomos liberados. Depois de uma semana de muitos exames, descobrimos o que ele tinha\u201d, relembra Thais Nassir Viecili Gon\u00e7alves, m\u00e3e da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Imediatamente o menino come\u00e7ou o tratamento, sendo realizado por meio de ciclos de quimioterapias, que eram aplicadas diariamente por 15 dias. Ap\u00f3s duas semanas de descanso, uma nova rodada era iniciada. Depois de 11 meses do in\u00edcio do tratamento, a fam\u00edlia recebeu a not\u00edcia que o c\u00e2ncer estava em remiss\u00e3o. \u201cHoje digo que o tratamento foi longo, mas \u00e9 uma doen\u00e7a com progn\u00f3stico alto de cura. \u00c9 preciso ser paciente, ter f\u00e9 e confiar na equipe m\u00e9dica.\u201d, diz Thais.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Conforme a oncologista, o diagn\u00f3stico precoce<\/strong> \u00e9 importante porque est\u00e1 relacionado diretamente a melhores chances de cura. \u201cAl\u00e9m de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns casos, com menos efeitos colaterais\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Sintomas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Os sinais de alerta em comum entre os dois tipos de linfomas s\u00e3o:  g\u00e2nglios aumentados, principalmente na regi\u00e3o do pesco\u00e7o, menos comum na axila e virilha; febre; fadiga; suor noturno; e perda de peso repentina.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Segundo a m\u00e9dica, o linfoma Hodgkin \u201cgeralmente apresenta-se como aumento de volume de um ou mais linfonodos na regi\u00e3o lateral do pesco\u00e7o, com evolu\u00e7\u00e3o prolongada, podendo ser acompanhada de febre, perda de peso, sudorese e coceira no corpo todo\u201d.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          J\u00e1 o linfoma n\u00e3o Hodgkin pode ter apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de tumores abdominais ou linfonodos aumentados no pesco\u00e7o e em outros locais, podendo estar associado \u00e0 recusa alimentar. Em alguns casos \u00e9 poss\u00edvel ocorrer tosse e falta de ar, com piora progressiva.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Tratamentos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O tratamento dos linfomas em crian\u00e7as e adolescentes pode ter resultados excelentes, ultrapassando 80% das chances de cura. As principais abordagens s\u00e3o quimioterapias, radioterapias, imunoterapias e transplantes de medula \u00f3ssea, variando de acordo com o tipo. \u201cUtilizamos quimioterapia para os linfomas n\u00e3o Hodgkin e quimioterapia, geralmente associada \u00e0 radioterapia, para os linfomas Hodgkin\u201d, explica a oncologista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          Os fatores de risco em crian\u00e7as e adolescentes n\u00e3o s\u00e3o conhecidos, o que se sabe \u00e9 que pacientes que apresentam mais chance de desenvolvimento s\u00e3o aqueles que est\u00e3o com o sistema imunol\u00f3gico comprometido ou que possuem familiares diagnosticados com a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          \u201c\u00c9 importante ressaltar que o aleitamento materno, preferencialmente at\u00e9 os 2 anos de vida; alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel; atividades f\u00edsicas e um ambiente harmonioso nos lares podem prevenir v\u00e1rias doen\u00e7as na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Para o diagn\u00f3stico precoce dos linfomas, bem como dos outros tipos de c\u00e2ncer<\/a>, s\u00e3o muito importantes as consultas de rotina com o pediatra\u201d, finaliza a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          <\/p>\n","post_title":"Linfoma \u00e9 o terceiro tipo de c\u00e2ncer mais comum na inf\u00e2ncia","post_excerpt":"O diagn\u00f3stico precoce\u00a0est\u00e1 relacionado diretamente a melhores chances de cura. \u201cAl\u00e9m de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns casos, com menos efeitos colaterais\u201d, detalha a oncologista Ana Paula Kuczynski","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"linfoma-e-o-terceiro-tipo-de-cancer-mais-comum-na-infancia","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 11:07:33","post_modified_gmt":"2022-09-19 14:07:33","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65141","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65119,"post_author":"4","post_date":"2022-09-16 12:57:35","post_date_gmt":"2022-09-16 15:57:35","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          O Instagram<\/a> lan\u00e7ou nesta quinta-feira (15) a ferramenta \u201cCentral da fam\u00edlia\", que visa ajudar os pais a terem mais controle sobre a conta dos filhos<\/a>. Na se\u00e7\u00e3o \u201cconfigura\u00e7\u00f5es\u201d da conta, \u00e9 preciso selecionar a op\u00e7\u00e3o \u201csupervis\u00e3o\u201d para come\u00e7ar a usar o recurso. Ele permite medidas como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • saber quanto tempo o filho passa no Instagram<\/a> e definir limites para isso; <\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • ver as contas que ele segue e que o seguem;<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                          • receber notifica\u00e7\u00f5es sobre as atividades dele no aplicativo, por exemplo, quando ele ganha novos seguidores. <\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Para ativar a ferramenta, \u00e9 preciso que o filho aceite o convite enviado pelos pais, ficando assim o seu perfil vinculado \u00e0 conta de um dos adultos. A supervis\u00e3o do perfil no Instagram pode ser interrompida pelas duas partes a qualquer momento. A idade m\u00ednima informada pelo Instagram para abrir uma conta no aplicativo \u00e9 de 13 anos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n<\/figure>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel desde mar\u00e7o nos Estados Unidos e n\u00e3o possibilita que os pais vejam o hist\u00f3rico de pesquisa, as mensagens trocadas pelo filho, o conte\u00fado que ele curte nem as publica\u00e7\u00f5es que ele faz - a n\u00e3o ser que sigam o seu perfil publicamente. Segundo o Instagram, a ideia \u00e9 que os pais acessem apenas uma parte das atividades do adolescente para garantir a prote\u00e7\u00e3o dele sem ferir sua autonomia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

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                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
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                                                                                                                                                                                                                                                                                                            “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Por Ag\u00eancia Brasil - A vacina da Pfizer contra a covid-19 para crian\u00e7as entre 6 meses e 4 anos<\/strong> ser\u00e1 oferecida em todo o pa\u00eds assim que a \u00e1rea t\u00e9cnica do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade aprovar a recomenda\u00e7\u00e3o do imunizante. A informa\u00e7\u00e3o foi dada\u00a0neste domingo (18) pela pasta, dois dias ap\u00f3s a\u00a0Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria\u00a0<\/a>(Anvisa) aprovar a aplica\u00e7\u00e3o da vers\u00e3o pedi\u00e1trica da Pfizer.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Segundo o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, o in\u00edcio da aplica\u00e7\u00e3o n\u00e3o demorar\u00e1 porque o governo tem contrato com a fabricante. \u201cO Minist\u00e9rio da Sa\u00fade tem contrato com a Pfizer para fornecimento de todas as vacinas aprovadas pela Anvisa e inclu\u00eddas no Plano Nacional de Operacionaliza\u00e7\u00e3o da Vacina\u00e7\u00e3o contra a Covid-19 (PNO). Havendo aprova\u00e7\u00e3o da recomenda\u00e7\u00e3o pela \u00e1rea t\u00e9cnica da Pasta, as vacinas ser\u00e3o disponibilizadas para todo Brasil, como j\u00e1 ocorre com as demais faixas et\u00e1rias\u201d, informou a pasta, em nota.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O minist\u00e9rio n\u00e3o deu outras informa\u00e7\u00f5es, como calend\u00e1rio de vacina\u00e7\u00e3o. Em tese, cabe aos estados e aos munic\u00edpios decidir o cronograma de imuniza\u00e7\u00e3o com base na chegada de doses aos postos de sa\u00fade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Dosagem diferente<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A vers\u00e3o pedi\u00e1trica da vacina da Pfizer tem dosagem diferente da usada em faixas et\u00e1rias acima de 12 anos. A formula\u00e7\u00e3o autorizada pela Anvisa dever\u00e1 ser aplicada em tr\u00eas doses de 0,2 ml<\/strong> (equivalente a 3 microgramas). As duas doses iniciais devem ser administradas com tr\u00eas semanas de intervalo<\/strong>, seguidas por uma terceira dose aplicada pelo menos oito semanas ap\u00f3s a\u00a0segunda\u00a0dose.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            A tampa do frasco da vacina vir\u00e1 na cor vinho<\/strong>, para facilitar a identifica\u00e7\u00e3o pelas equipes de vacina\u00e7\u00e3o e, tamb\u00e9m, pelos pais, m\u00e3es e cuidadores que levar\u00e3o as crian\u00e7as para serem vacinadas. O uso de diferentes cores de tampa \u00e9 uma estrat\u00e9gia para evitar erros de administra\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que o produto requer diferentes dosagens para diferentes faixas et\u00e1rias.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M: <\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Vacina da Pfizer para crian\u00e7as ser\u00e1 liberada ap\u00f3s aval de minist\u00e9rio","post_excerpt":"Recomenda\u00e7\u00e3o do imunizante j\u00e1 foi aprovada pela Anvisa","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"vacina-da-pfizer-para-criancas-sera-liberada-apos-aval-de-ministerio","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 11:06:05","post_modified_gmt":"2022-09-19 14:06:05","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65168","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65141,"post_author":"6","post_date":"2022-09-19 10:43:32","post_date_gmt":"2022-09-19 13:43:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O linfoma \u00e9 o\u00a0terceiro c\u00e2ncer mais comum na inf\u00e2ncia<\/a><\/strong>, ficando abaixo apenas de leucemias<\/a> e tumores cerebrais. Ele ocorre quando as c\u00e9lulas de defesa imediata do organismo e seus precursores evoluem para malignidade, crescendo de forma descontrolada e afetando o sistema linf\u00e1tico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Existem dois tipos da doen\u00e7a:\u00a0o linfoma n\u00e3o Hodgkin (LNH) e o linfoma de Hodgkin (LH)<\/strong>, que apresentam sinais, comportamentos e tratamentos diferentes. O primeiro representa 7% dos c\u00e2nceres na inf\u00e2ncia, enquanto o segundo representa 6%. No\u00a0Hospital Pequeno Pr\u00edncipe<\/a><\/strong>,\u00a0<\/strong>refer\u00eancia no tratamento de c\u00e2ncer infantojuvenil<\/a>, que fica em Curitiba (PR), a incid\u00eancia \u00e9 maior em meninos, de ambos os tipos da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            De acordo com a oncologista Ana Paula Kuczynski, o linfoma n\u00e3o Hodgkin \u00e9 mais comum em crian\u00e7as menores e com comportamento agressivo. J\u00e1 o linfoma tipo Hodgkin \u00e9 prevalente em crian\u00e7as maiores e adolescentes, geralmente com evolu\u00e7\u00e3o prolongada e pouco agressivo. Na institui\u00e7\u00e3o, o LNH, por exemplo, \u00e9 mais prevalente, acometendo crian\u00e7as entre 3 e 8 anos. J\u00e1 o LH tem maior incid\u00eancia em crian\u00e7as acima dos 9 anos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u00c9 o caso de Tito Viecili Gon\u00e7alves, que apresentou os primeiros sintomas do linfoma de Hodgkin no ano passado: incha\u00e7o no pesco\u00e7o e emagrecimento repentino. Ap\u00f3s alguns dias de piora no quadro, a m\u00e3e e o menino, de 10 anos, deram entrada no pronto-atendimento do Hospital. \u201cEnquanto o diagn\u00f3stico dele n\u00e3o foi descoberto, n\u00e3o fomos liberados. Depois de uma semana de muitos exames, descobrimos o que ele tinha\u201d, relembra Thais Nassir Viecili Gon\u00e7alves, m\u00e3e da crian\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Imediatamente o menino come\u00e7ou o tratamento, sendo realizado por meio de ciclos de quimioterapias, que eram aplicadas diariamente por 15 dias. Ap\u00f3s duas semanas de descanso, uma nova rodada era iniciada. Depois de 11 meses do in\u00edcio do tratamento, a fam\u00edlia recebeu a not\u00edcia que o c\u00e2ncer estava em remiss\u00e3o. \u201cHoje digo que o tratamento foi longo, mas \u00e9 uma doen\u00e7a com progn\u00f3stico alto de cura. \u00c9 preciso ser paciente, ter f\u00e9 e confiar na equipe m\u00e9dica.\u201d, diz Thais.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Conforme a oncologista, o diagn\u00f3stico precoce<\/strong> \u00e9 importante porque est\u00e1 relacionado diretamente a melhores chances de cura. \u201cAl\u00e9m de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns casos, com menos efeitos colaterais\u201d, detalha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Sintomas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Os sinais de alerta em comum entre os dois tipos de linfomas s\u00e3o:  g\u00e2nglios aumentados, principalmente na regi\u00e3o do pesco\u00e7o, menos comum na axila e virilha; febre; fadiga; suor noturno; e perda de peso repentina.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Segundo a m\u00e9dica, o linfoma Hodgkin \u201cgeralmente apresenta-se como aumento de volume de um ou mais linfonodos na regi\u00e3o lateral do pesco\u00e7o, com evolu\u00e7\u00e3o prolongada, podendo ser acompanhada de febre, perda de peso, sudorese e coceira no corpo todo\u201d.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            J\u00e1 o linfoma n\u00e3o Hodgkin pode ter apresenta\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de tumores abdominais ou linfonodos aumentados no pesco\u00e7o e em outros locais, podendo estar associado \u00e0 recusa alimentar. Em alguns casos \u00e9 poss\u00edvel ocorrer tosse e falta de ar, com piora progressiva.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Tratamentos<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O tratamento dos linfomas em crian\u00e7as e adolescentes pode ter resultados excelentes, ultrapassando 80% das chances de cura. As principais abordagens s\u00e3o quimioterapias, radioterapias, imunoterapias e transplantes de medula \u00f3ssea, variando de acordo com o tipo. \u201cUtilizamos quimioterapia para os linfomas n\u00e3o Hodgkin e quimioterapia, geralmente associada \u00e0 radioterapia, para os linfomas Hodgkin\u201d, explica a oncologista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Preven\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            Os fatores de risco em crian\u00e7as e adolescentes n\u00e3o s\u00e3o conhecidos, o que se sabe \u00e9 que pacientes que apresentam mais chance de desenvolvimento s\u00e3o aqueles que est\u00e3o com o sistema imunol\u00f3gico comprometido ou que possuem familiares diagnosticados com a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            \u201c\u00c9 importante ressaltar que o aleitamento materno, preferencialmente at\u00e9 os 2 anos de vida; alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel; atividades f\u00edsicas e um ambiente harmonioso nos lares podem prevenir v\u00e1rias doen\u00e7as na inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia. Para o diagn\u00f3stico precoce dos linfomas, bem como dos outros tipos de c\u00e2ncer<\/a>, s\u00e3o muito importantes as consultas de rotina com o pediatra\u201d, finaliza a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            <\/p>\n","post_title":"Linfoma \u00e9 o terceiro tipo de c\u00e2ncer mais comum na inf\u00e2ncia","post_excerpt":"O diagn\u00f3stico precoce\u00a0est\u00e1 relacionado diretamente a melhores chances de cura. \u201cAl\u00e9m de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns casos, com menos efeitos colaterais\u201d, detalha a oncologista Ana Paula Kuczynski","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"linfoma-e-o-terceiro-tipo-de-cancer-mais-comum-na-infancia","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 11:07:33","post_modified_gmt":"2022-09-19 14:07:33","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65141","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65119,"post_author":"4","post_date":"2022-09-16 12:57:35","post_date_gmt":"2022-09-16 15:57:35","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            O Instagram<\/a> lan\u00e7ou nesta quinta-feira (15) a ferramenta \u201cCentral da fam\u00edlia\", que visa ajudar os pais a terem mais controle sobre a conta dos filhos<\/a>. Na se\u00e7\u00e3o \u201cconfigura\u00e7\u00f5es\u201d da conta, \u00e9 preciso selecionar a op\u00e7\u00e3o \u201csupervis\u00e3o\u201d para come\u00e7ar a usar o recurso. Ele permite medidas como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • saber quanto tempo o filho passa no Instagram<\/a> e definir limites para isso; <\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • ver as contas que ele segue e que o seguem;<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                            • receber notifica\u00e7\u00f5es sobre as atividades dele no aplicativo, por exemplo, quando ele ganha novos seguidores. <\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Para ativar a ferramenta, \u00e9 preciso que o filho aceite o convite enviado pelos pais, ficando assim o seu perfil vinculado \u00e0 conta de um dos adultos. A supervis\u00e3o do perfil no Instagram pode ser interrompida pelas duas partes a qualquer momento. A idade m\u00ednima informada pelo Instagram para abrir uma conta no aplicativo \u00e9 de 13 anos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \"\"<\/figure><\/a><\/div>\n<\/figure>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A ferramenta est\u00e1 dispon\u00edvel desde mar\u00e7o nos Estados Unidos e n\u00e3o possibilita que os pais vejam o hist\u00f3rico de pesquisa, as mensagens trocadas pelo filho, o conte\u00fado que ele curte nem as publica\u00e7\u00f5es que ele faz - a n\u00e3o ser que sigam o seu perfil publicamente. Segundo o Instagram, a ideia \u00e9 que os pais acessem apenas uma parte das atividades do adolescente para garantir a prote\u00e7\u00e3o dele sem ferir sua autonomia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \"\u00c9 importante que o adolescente tenha privacidade para explorar o mundo ao redor e sua identidade. Isso sempre foi algo importante para a gente. N\u00e3o \u00e9 para controlar, mas para orientar. Queremos que isso dispare conversas na fam\u00edlia\", diz Nat\u00e1lia Paiva, l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas do Instagram para a Am\u00e9rica Latina, em entrevista \u00e0 Folha<\/a>. O recurso oferece ainda um material educativo para auxiliar a fam\u00edlia na supervis\u00e3o da conta no Instagram. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Para definir o formato da supervis\u00e3o, a Meta, empresa<\/strong> controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, ouviu jovens de 13 a 17 anos e seus pais, em pelo menos oito pa\u00edses, incluindo o Brasil. O trabalho foi realizado com ajuda de especialistas. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cNo Brasil, mais do que em outros pa\u00edses, a fam\u00edlia \u00e9 estendida e o controle n\u00e3o se centra s\u00f3 no pai e na m\u00e3e. Os cuidadores tamb\u00e9m querem mais flexibilidade, que o filho use o Instagram por um tempo \u00e0 noite, que \u00e9 diferente do dia. No fim de semana, isso tamb\u00e9m muda\", explica Nat\u00e1lia.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A plataforma tem investido em iniciativas que buscam incentivar o uso saud\u00e1vel e bem-estar do p\u00fablico jovem. Desde 2021, todas as contas abertas por menores de 16 anos s\u00e3o privadas. H\u00e1 tamb\u00e9m o recurso \"Fa\u00e7a uma pausa\", lan\u00e7ado em 2022, que envia lembretes para ajudar os jovens a moderar o tempo de navega\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              As medidas surgem ap\u00f3s um esc\u00e2ndalo envolvendo a rede social em 2021<\/a>, em que documentos mostraram que o Instagram sabia que a rede provoca uma s\u00e9rie de danos \u00e0 sa\u00fade mental de jovens, principalmente meninas, e n\u00e3o agiu para tentar reduzir os danos.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \"Queremos empoderar os adolescentes para que eles tomem boas decis\u00f5es. Estamos aumentando a seguran\u00e7a na experi\u00eancia b\u00e1sica e usando muita tecnologia para proteger os mais vulner\u00e1veis\", afirmou a l\u00edder de pol\u00edticas p\u00fablicas da rede \u00e0 Folha.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Para saber mais sobre a ferramenta acesse a p\u00e1gina Central da fam\u00edlia.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Instagram lan\u00e7a ferramenta de supervis\u00e3o da conta dos filhos","post_excerpt":"O recurso permite que os pais acompanhem movimenta\u00e7\u00e3o do perfil da crian\u00e7a, tendo acesso a informa\u00e7\u00f5es como as contas que ela segue e quem s\u00e3o seus seguidores","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"instagram-lanca-ferramenta-de-supervisao-de-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-21 11:09:54","post_modified_gmt":"2022-09-21 14:09:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65119","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65035,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 18:10:19","post_date_gmt":"2022-09-15 21:10:19","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Quando as brigas se tornam frequentes<\/a> na escola - e o filho est\u00e1 envolvido nelas - \u00e9 natural que os pais fiquem preocupados. Mas \u00e9 preciso ter em mente que os desentendimentos entre crian\u00e7as, e entre adolescentes, s\u00e3o comuns e ocorrem das mais variadas formas: pode ser um xingamento ao colega, um empurr\u00e3o, uma fala desrespeitosa ou o n\u00e3o cumprimento de combinados entre amigos. \u201cOs conflitos s\u00e3o inerentes ao ambiente social<\/a> e o que a gente precisa \u00e9 buscar formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los\u201d, afirma S\u00f4nia Vidigal, mestre e doutora em educa\u00e7\u00e3o pela Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), especializada em rela\u00e7\u00f5es interpessoais e constru\u00e7\u00e3o da autonomia moral, e professora do curso de pedagogia do Instituto Singularidades<\/a>.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ela diz que com o aumento de fam\u00edlias com filhos \u00fanicos, as brigas que antes ocorriam em casa, entre os v\u00e1rios irm\u00e3os<\/a>, hoje, acontecem principalmente no espa\u00e7o escolar. \u201cResolver o conflito n\u00e3o \u00e9 uma coisa nata, \u00e9 algo a ser aprendido, e ele \u00e9 aprendido por meio de interven\u00e7\u00f5es de adultos, que n\u00e3o v\u00e3o resolver pela crian\u00e7a, nem tomar a decis\u00e3o por ela, mas sim mediar e potencializar essas habilidades\u201d, ressalta a professora.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Segundo S\u00f4nia, coibir os desentendimentos - proibir as crian\u00e7as de trazer as figurinhas da Copa, por exemplo, porque isso causa briga - \u00e9 uma postura que impedir\u00e1 as crian\u00e7as de se desenvolverem. \u201cSe um aluno deu a figurinha e depois quis de volta, e isso provocou confus\u00e3o, a escola tem a\u00ed uma oportunidade de trabalhar o conflito, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es. A educadora conversou com a Canguru News<\/strong> sobre a import\u00e2ncia da media\u00e7\u00e3o de conflitos entre crian\u00e7as, pelas fam\u00edlias e pela escola. A seguir, destacamos os principais trechos da entrevista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Primeiro momento: acolher os sentimentos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cTanto nas agress\u00f5es f\u00edsicas, quanto verbais, \u00e9 preciso que os adultos auxiliem para que as crian\u00e7as e os jovens aprendam a resolver suas quest\u00f5es. Existe um primeiro grupo de interven\u00e7\u00f5es que s\u00e3o feitas em rela\u00e7\u00e3o aos sentimentos. Num primeiro momento, \u00e9 preciso acolher e validar os sentimentos das partes envolvidas. Esse acolhimento pode ser feito tanto na escola, na hora de uma media\u00e7\u00e3o, quanto pelas fam\u00edlias no momento em que a crian\u00e7a chega em casa contando sobre o fato. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Vale portanto dizer frases como \u201cNossa, voc\u00ea deve ter sentido muita raiva, muita dor\u201d, \u201cVoc\u00ea est\u00e1 triste, n\u00e9? Isso deixa a gente triste mesmo\u201d. Esse n\u00e3o \u00e9 o momento de fazer uma interven\u00e7\u00e3o e sim de acolher. \u00c0s vezes, a gente tenta falar pelas crian\u00e7as, mas em vez de falar, a gente tem que perguntar mais e repetir o que a crian\u00e7a falou para ela ouvir o que ela est\u00e1 falando.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O sentimento e as rea\u00e7\u00f5es que ele provoca <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201c\u00c0s vezes, se a pessoa quebrou um brinquedo meu ou n\u00e3o me deixou entrar na brincadeira ou, pensando nos adolescentes, se fez chacota da minha apar\u00eancia f\u00edsica, eu vou ter raiva. E o problema n\u00e3o est\u00e1 na raiva, o problema est\u00e1 no que eu fa\u00e7o com essa raiva . N\u00e3o \u00e9 porque tive raiva que eu vou l\u00e1 e dou um soco no meu colega. Muitas vezes, a gente vai colocando a culpa num sentimento que essa crian\u00e7a, esse adolescente, n\u00e3o consegue controlar. Ele tem que perceber que o sentimento \u00e9 v\u00e1lido - \u201cpuxa vida, d\u00e1 uma raiva quando a gente quer brincar de uma coisa e n\u00e3o pode\u201d, ou \u201cd\u00e1 uma raiva quando algu\u00e9m chega e desfaz da sua apar\u00eancia ou desfaz de alguma atitude que voc\u00ea teve\u201d. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Segundo momento: ajudar na resolu\u00e7\u00e3o do conflito<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cNo momento do conflito precisamos prezar pela seguran\u00e7a, n\u00e3o vamos deixar duas crian\u00e7as brigando, se agarrando, porque na hora do conflito a emo\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos deixa pensar. Mas, passado esse momento, deve-se promover a resolu\u00e7\u00e3o sem muita demora, principalmente no caso de crian\u00e7as pequenas, da educa\u00e7\u00e3o infantil e dos primeiros anos do fundamental, porque sen\u00e3o fica muito distante para elas - a media\u00e7\u00e3o deve ser feita no mesmo dia ou no dia seguinte, dizendo frases como:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u2014 Nossa, a gente fica triste, mas podemos fazer para resolver sem bater no outro?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u2014 Voc\u00ea bateu? Resolveu?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u2014 Na hora que voc\u00ea deu um soco no seu colega, ser\u00e1 que seu colega entendeu o que te machucou? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u2014 O que voc\u00ea gostaria que ele fizesse para que voc\u00ea se sinta melhor?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u2014 Como voc\u00eas acham que poderiam solucionar isso?\"<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Bateu, levou?<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \"Dizer \u00e0 crian\u00e7a que ela tem que se posicionar n\u00e3o significa que ela tem de bater, caso tenha apanhado. Assim, a agressividade vai indo num crescente. Na hora que eu revido, acabo criando uma situa\u00e7\u00e3o em que o outro vai querer revidar e isso \u00e9 um c\u00edrculo vicioso. A ideia \u00e9 levantar perguntas e, n\u00e3o, dar a solu\u00e7\u00e3o. Para crian\u00e7as pequenas e\/ou as maiores, que n\u00e3o est\u00e3o habituadas com essas pr\u00e1ticas, podemos dar duas op\u00e7\u00f5es \u2012 e a vantagem desta medida \u00e9 que estamos levando a crian\u00e7a a tomar uma decis\u00e3o, a buscar uma solu\u00e7\u00e3o para ela e, n\u00e3o, a ter uma atitude passiva de j\u00e1 querer receber a resposta pronta.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Formas de retrata\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cO principal \u00e9 que as partes queiram participar. O mediador n\u00e3o toma partido, fica isento. Claro que tem hora que \u00e9 preciso sugerir a retrata\u00e7\u00e3o, n\u00e3o de forma arbitr\u00e1ria, porque isso n\u00e3o ajuda, agora se a crian\u00e7a quebrou o brinquedo da outra, ela pode ajudar a consertar, ou ficar do lado de quem conserta, para ver o quanto \u00e9 trabalhoso e mesmo perceber que n\u00e3o ficou igual ao inicial. A repara\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m pode ser um pedido de desculpas, desde que isso tenha sido combinado entre as partes e n\u00e3o porque o adulto falou. Isso \u00e9 o mais dif\u00edcil, porque a gente tende a querer ajudar e acha que resolvendo por eles est\u00e1 ajudando, mas, na verdade, dessa forma, n\u00e3o est\u00e1 propiciando que essa pessoa se desenvolva e consiga resolver por ela mesma.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O que n\u00e3o dizer <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cMuitas vezes, a gente fala ao filho que ele n\u00e3o pode ter raiva do amiguinho. Essa frase tem duas quest\u00f5es. A primeira \u00e9 que nem todo mundo \u00e9 nosso amigo, e independentemente disso devemos respeito a todos. H\u00e1 uma tend\u00eancia a colocar um peso na crian\u00e7a, que ela tem que ser amiga de todo mundo, mas a gente \u00e9 amigo de umas pessoas e \u00e9 colega de outras. O outro problema dessa frase \u00e9 que a gente passa uma mensagem de que em amigos a gente n\u00e3o bate, nos outros, a gente pode bater. O que tem que ser disseminado \u00e9 que todos merecem respeito, e nesse sentido a minha opini\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 v\u00e1lida, enquanto alvo da pessoa que bateu. E se todos merecem respeito, o \u201cbateu, levou\u201d tamb\u00e9m n\u00e3o cabe.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cO que a gente precisa entender \u00e9 que o conflito \u00e9 uma situa\u00e7\u00e3o de aprendizagem para as crian\u00e7as. Se a gente resolve por elas, n\u00e3o d\u00e1 voz, exige postura que n\u00e3o permite que a crian\u00e7a aja, est\u00e1 tirando a possibilidade de ela se desenvolver nesse aspecto.\"<\/em><\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A crian\u00e7a que sempre se envolve em brigas na escola<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cAssembleias, rodas de conversa e outras atividades s\u00e3o f\u00f3rmulas que contribuem para a tomada de consci\u00eancia, mas h\u00e1 casos que s\u00e3o mais dif\u00edceis de resolver e podem ter quest\u00f5es familiares, da sociedade ou da pr\u00f3pria crian\u00e7a, \u00e9 sempre muito complexo dizer que \u00e9 s\u00f3 um aspecto. Tem crian\u00e7a que tem um temperamento mais explosivo ou tem dificuldade de lidar com a frustra\u00e7\u00e3o e demonstra essa dificuldade de forma bruta. E isso n\u00e3o quer dizer que ela n\u00e3o possa se desenvolver para uma melhor conviv\u00eancia, mas pode demandar mais tempo at\u00e9 ela aprender que suas atitudes t\u00eam consequ\u00eancia. E pode ser que ela tenha como refer\u00eancia e admire pessoas que dominam os outros pela for\u00e7a ou que t\u00eam o h\u00e1bito de tirar vantagem dos outros e a\u00ed ser\u00e1 mais dif\u00edcil para ela desenvolver esse querer pela mudan\u00e7a. \u00c9 preciso portanto pensar nessas experi\u00eancias que tanto a escola quanto a fam\u00edlia contribuem. Existe ainda uma outra quest\u00e3o, que num conflito pontual \u00e0s vezes n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o importante, mas se pensar em caracter\u00edsticas do bullying isso \u00e9 muito forte, que s\u00e3o os espectadores. Muitas vezes, ser um agressor recorrente, d\u00e1 um status, um poder daqueles que est\u00e3o vendo o conflito e n\u00e3o fazem nada. Nesta situa\u00e7\u00e3o, a escola tamb\u00e9m tem que trabalhar com esse terceiro elemento, que s\u00e3o as pessoas que podem ser mediadoras desse conflito.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cSe a crian\u00e7a se envolve recorrentemente em brigas na escola, seja ela como agressor ou alvo, tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar r\u00f3tulos, dizendo, por exemplo, que tal crian\u00e7a \u00e9 agressiva porque seu pai nunca vai na escola ou porque ningu\u00e9m nunca d\u00e1 voz para ela. A gente costuma usar uns jarg\u00f5es, mas tem que tomar cuidado para n\u00e3o criar estere\u00f3tipos e realmente escutar as crian\u00e7as e tentar entender o que est\u00e1 causando esse comportamento. \u00c0s vezes, \u00e9 porque ela quer chamar aten\u00e7\u00e3o, ou pode ser a forma dela manifestar algo que est\u00e1 querendo. E pode ser tamb\u00e9m uma forma de quebrar estere\u00f3tipos que colocam nela. Se voc\u00ea considera a crian\u00e7a perfeita, e diz algo como \u201cnossa, essa pessoa \u00e9 \u00f3tima\u201d, esse \u00e9 um elogio vazio, que n\u00e3o diz o que significa ela ser \u00f3tima, muitas vezes a crian\u00e7a estava com pensamento negativo e pensa que n\u00e3o \u00e9 merecedora daquele elogio e quer provar que n\u00e3o \u00e9 merecedora, ent\u00e3o, esses pontos s\u00e3o importantes.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/strong><\/mark><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Como ajudar a crian\u00e7a que \u00e9 v\u00edtima<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cA crian\u00e7a que \u00e9 alvo tem que ser fortalecida. Muitas vezes, \u00e9 uma baixa autoestima<\/a>, ela quer atender o comportamento esperado e acha que a submiss\u00e3o ou acatar o outro ou n\u00e3o se posicionar est\u00e1 dentro desse comportamento esperado. \u00c9 importante fazer a crian\u00e7a perceber que ela tem que se posicionar. \u00c0s vezes, quando eles s\u00e3o pequenos, isso pode ser feito por meio de uma frase pronunciada em tom forte, que \u00e9 a forma que eles conseguem se manifestar: \"n\u00e3o gostei, n\u00e3o pegue meu brinquedo\u201d, fazendo com que consigam emitir sua opini\u00e3o. Isso est\u00e1 ligado \u00e0 autoestima e \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de que ela pode colocar seu ponto de vista sem que isso seja um dem\u00e9rito.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Por que os pais n\u00e3o devem se envolver na briga<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201c\u00c9 a escola que tem o papel de educar esse grupo de alunos. N\u00e3o \u00e9 o caso de eu, enquanto m\u00e3e de um, ir tirar satisfa\u00e7\u00e3o, bater ou coagir o filho do outro. Porque da mesma forma que a gente est\u00e1 pensando que uma crian\u00e7a, se \"bateu, levou\", s\u00f3 perpetua o conflito, isso acontece num grau muito maior se adultos, que n\u00e3o s\u00e3o educadores, tomam atitudes dr\u00e1sticas - e mesmo que fossem educadores. J\u00e1 aconteceu de um educador segurar uma crian\u00e7a para a outra bater, isso \u00e9 t\u00e3o inconceb\u00edvel quanto um pai ou uma m\u00e3e ir resolver um problema que pertence \u00e0 escola.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Na hora em que um adulto resolve pela crian\u00e7a, existe uma despropor\u00e7\u00e3o de poder, seja um educador que tenha a atitude desproporcional, seja um adulto que pertence \u00e0 fam\u00edlia da pessoa envolvida no conflito, isso n\u00e3o ajuda a desenvolver habilidades, nem para quem bateu, nem para aquele que \u00e9 a crian\u00e7a-alvo. \u00c0 medida que essa crian\u00e7a traz um pai ou m\u00e3e (e quanto maior ela for, isso se tornar\u00e1 mais evidente), ela est\u00e1 passando a mensagem de \u201ceu n\u00e3o dou conta dos meus problemas, quando eu estiver longe de um adulto eu sou vulner\u00e1vel\u201d. Em vez de ajudar meu filho a se posicionar e mostrar uma imagem de forte, estou fortalecendo a imagem de fraco - n\u00e3o que a crian\u00e7a seja fraca, mas \u00e9 a imagem que ela passa perante os outros, \u00e9 a mensagem subliminar que est\u00e1 sendo passada - de que longe de um adulto ela continua sendo um alvo.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O pai, al\u00e9m de ter uma a\u00e7\u00e3o desproporcional agressiva, que coagiu outra crian\u00e7a, e isso \u00e9 inconceb\u00edvel, em vez de ajudar, ela est\u00e1 prejudicando, porque est\u00e1 fortalecendo a imagem de que meu filho n\u00e3o d\u00e1 conta sozinho, ele s\u00f3 consegue quando algu\u00e9m est\u00e1 falando, agindo por ele.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Parceria escola-fam\u00edlia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cO pai pode buscar saber na escola quais s\u00e3o os elementos que est\u00e3o sendo trabalhados. A professora pode contar sobre a realiza\u00e7\u00e3o de assembleias, interven\u00e7\u00e3o direta, rodas de conversa, e como \u00e9 feita a media\u00e7\u00e3o. O conflito n\u00e3o se resolve de uma hora para outra e n\u00e3o existe ambiente social sem conflitos, ele \u00e9 inerente o que a gente precisa buscar \u00e9 formas mais respeitosas de resolv\u00ea-los. Outra quest\u00e3o que os pais podem contribuir com a escola \u00e9 trazer algumas informa\u00e7\u00f5es sobre o filho, que o professor n\u00e3o tem acesso. Quanto mais velha \u00e9 a crian\u00e7a - pr\u00e9-adolescente, adolescente - os conflitos v\u00e3o se distanciando da vis\u00e3o do professor. Crian\u00e7a de 4, 5, 6 anos, muitas vezes, recorre ao professor para pedir ajuda, mesmo que ela se sinta alvo, mesmo que se sinta impotente. Mas \u00e0 medida que ela cresce, deixa de pedir ajuda ao professor, at\u00e9 para n\u00e3o ficar com a imagem de fraco ou porque o colega amea\u00e7a, mas essas informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o importantes para escola, n\u00e3o no sentido de ensinar \u00e0 escola como fazer, mas de contribuir com a escola e estabelecer uma parceria para que tenham informa\u00e7\u00f5es importantes que ajudem o professor a atuar. Ele vai fazer interven\u00e7\u00f5es diretas e indiretas, como an\u00e1lises de conflitos hipot\u00e9ticos, discuss\u00f5es de casos hipot\u00e9ticos, que potencializem aquela turma. Esse \u00e9 um ponto muito rico na rela\u00e7\u00e3o entre fam\u00edlia e escola.\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A influ\u00eancia do ambiente escolar nos conflitos<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cDependendo da forma de interven\u00e7\u00e3o, se a escola co\u00edbe os conflitos, n\u00e3o estar\u00e1 ensinando os alunos a lidar com eles. Por exemplo, quando as crian\u00e7as brigam porque foram trocar figurinhas do \u00e1lbum da Copa e fulano deu a figurinha e depois quis de volta. E a escola, em vez de trabalhar isso, para que os alunos aprendam a lidar com essas situa\u00e7\u00f5es, n\u00e3o permite mais trazer figurinhas. Essa medida tira os elementos da frente, como se isso estivesse resolvendo um problema, mas ao n\u00e3o trabalhar esses conflitos \u2012 ou porque evita situa\u00e7\u00f5es que podem caus\u00e1-los ou porque na hora que eles aparecem coloca adultos para resolv\u00ea-los pelas crian\u00e7as \u2012 a escola est\u00e1 deixando de desenvolver habilidades nas crian\u00e7as e de potencializar esses processos, para que esses meninos e meninas saibam falar com voz pr\u00f3pria e saibam resolver os pr\u00f3prios conflitos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A media\u00e7\u00e3o no bullying<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cEsse \u00e9 um fen\u00f4meno que tem elementos espec\u00edficos que o caracterizam. Para ser bullying<\/a> tem que ser recorrente, pelo mesmo autor, direcionado \u00e0 mesma v\u00edtima. E tem que ter o espectador, que \u00e9 um elemento importante. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Pesquisas atuais tamb\u00e9m dizem que \u00e9 dif\u00edcil ter bullying sem cyberbullying<\/a>. Alguns estudos mostram que eles est\u00e3o correlacionados, dado \u00e0s formas como a gente usa as m\u00eddias digitais. <\/p><\/blockquote>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O bullying \u00e9 um fen\u00f4meno que precisaria de muitos outros elementos para falar sobre ele, mas fazer uma interven\u00e7\u00e3o direta, somente, dificilmente ajuda na resolu\u00e7\u00e3o. No bullying, essa quest\u00e3o da autoestima costuma ser muito forte. Existem v\u00edtimas que s\u00e3o v\u00edtimas e agressores do bullying<\/a>, ao mesmo tempo, ent\u00e3o, tem que pensar em outras estrat\u00e9gias, em a\u00e7\u00f5es diretas com esse grupo. \u00c9 muito dif\u00edcil que o pai e a m\u00e3e consigam resolver sem ajuda da escola a situa\u00e7\u00e3o de bullying. Mais fortemente, trazer para a escola e pensar junto em formas de atua\u00e7\u00e3o \u00e9 muito rico e necess\u00e1rio. \u00c0s vezes, o pai ou a m\u00e3e troca a crian\u00e7a de escola visando resolver o problema, mas se ela tem algumas caracter\u00edsticas que s\u00e3o caracter\u00edsticas de v\u00edtima de bullying, \u00e9 muito prov\u00e1vel que ela se torne alvo de um outro grupo<\/a> na nova escola. Ent\u00e3o, n\u00e3o basta afastar, precisa realmente ter a\u00e7\u00f5es que contribuam para resolver o problema.\" <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Brigas na escola: o que fazer quando seu filho \u00e9 um dos envolvidos","post_excerpt":"Para a educadora S\u00f4nia Vidigal, os adultos devem ensinar as crian\u00e7as a solucionar os seus problemas, mas n\u00e3o resolver por eles","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"brigas-na-escola-o-que-fazer-quando-seu-filho-e-um-dos-envolvidos","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 16:56:54","post_modified_gmt":"2022-09-19 19:56:54","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65035","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65062,"post_author":"4","post_date":"2022-09-15 17:31:13","post_date_gmt":"2022-09-15 20:31:13","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A divulga\u00e7\u00e3o do trailer do filme A Pequena Sereia,<\/a> na \u00faltima sexta-feira (9), tem feito surgir um debate na internet sobre racismo<\/a> e celebra\u00e7\u00e3o da representatividade<\/a>. A escolha da atriz e cantora norte-americana Halle Bailey para o papel da sereia Ariel tem levado muitas pessoas a criticarem o fato de ela ser negra<\/a>. Em dois dias, o trailer oficial divulgado no Youtube recebeu mais de 1,5 milh\u00e3o de dislikes (n\u00e3o gostei). Segundo artigo do jornal\u00a0Daily Mail<\/a>, a plataforma chegou a desativar o contador de dislikes depois da rea\u00e7\u00e3o inesperada.\u00a0A hashtag #notmyariel (n\u00e3o \u00e9 a minha Ariel) circula no Twitter com in\u00fameras publica\u00e7\u00f5es. Nas redes sociais, a atriz tamb\u00e9m tem lidado com cr\u00edticas de pessoas que alegam que ela n\u00e3o se parece com a protagonista da anima\u00e7\u00e3o de 1989.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ao mesmo tempo, o v\u00eddeo tamb\u00e9m tem feito muito sucesso, como mostram grava\u00e7\u00f5es feitas por diversas m\u00e3es que registraram o momento em que as filhas descobrem a cor da pele da sereia do filme, previsto para estrear nos cinemas em maio de 2023. \u201cVoc\u00ea est\u00e1 brincando comigo\u201d?, pergunta uma garota ao ver o trailer do filme live action. \u201cEla \u00e9 negra\u201d, ela afirma, em v\u00eddeo publicado por sua m\u00e3e no Tik Tok.<\/a><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Em outra postagem<\/a> da plataforma, que j\u00e1 tem 1,6 milh\u00e3o de visualiza\u00e7\u00f5es, uma menina de 3 anos, que estava deitada no sof\u00e1, levanta para observar melhor, ao ver a personagem negra na TV. Ela diz: \u201cAriel \u00e9 negra! Ariel negra \u00e9 fofa\u201d.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cObrigado Disney por fazer meus filhos se sentirem vistos\u201d, disse um pai que gravou as tr\u00eas filhas assistindo ao trailer<\/a>. Ao ver as imagens do trailer, uma delas questiona: \u201cela \u00e9 negra?\u201d E, em seguida, a menina levanta a m\u00e3o numa celebra\u00e7\u00e3o de vit\u00f3ria.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              As postagens renderam milhares de coment\u00e1rios de pessoas que se disseram emocionadas com as imagens. \u201cChorei quando vi o trailer e j\u00e1 sou adulta\u201d, afirmou uma mulher. J\u00e1 outra, comentou: \u201cAriel \u00e9 negra e linda, a representa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito importante\u201d. Uma outra usu\u00e1ria escreveu: \u201cEsses v\u00eddeos me fizeram perceber que tenho uma mente t\u00e3o fechada para a mudan\u00e7a. Ver essas lindas rea\u00e7\u00f5es \u00e9 absolutamente de abrir os olhos.\u201d <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"A Pequena Sereia: crian\u00e7as negras se emocionam ao verem trailer do filme","post_excerpt":"A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado cr\u00edticas, mas tamb\u00e9m representatividade por parte de meninas que se identificam com a protagonista","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"filme-a-pequena-sereia-criancas-negras-se-emocionam-ao-verem-trailer-do-filme","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-19 17:29:21","post_modified_gmt":"2022-09-19 20:29:21","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65062","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65048,"post_author":"6","post_date":"2022-09-14 17:39:47","post_date_gmt":"2022-09-14 20:39:47","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A pandemia potencializou desigualdades e isso pode ser percebido tamb\u00e9m no \u00e2mbito educacional. O n\u00famero de crian\u00e7as de seis e sete anos no Brasil que n\u00e3o sabem ler e escrever cresceu 66,3% de 2019 para 2021 \u2013 explicitando um dos efeitos da pandemia de Covid-19 no ensino brasileiro.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Ainda que escolas e professores tenham feito um grande esfor\u00e7o para manter as aulas de forma remota, muitas crian\u00e7as, em especial, as que est\u00e3o em fase de alfabetiza\u00e7\u00e3o, n\u00e3o conseguiram avan\u00e7ar conforme o esperado, por meio das aulas presenciais. \u201cDentre todos os desafios que surgiram com a pandemia, lidar com o processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o dos filhos foi um dos que mais geraram ansiedade nas fam\u00edlias\u201d, avalia Lilian Gramorelli, coordenadora dos anos iniciais do ensino fundamental do Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano, em S\u00e3o Paulo. Para ela, deve haver agora um olhar cuidadoso para que as lacunas de aprendizagem sejam  as m\u00ednimas poss\u00edveis. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Segundo a educadora, quanto mais a fam\u00edlia colocar a crian\u00e7a em contato com o mundo letrado, mais experi\u00eancias e repert\u00f3rios para a alfabetiza\u00e7\u00e3o ela ter\u00e1. \u201cOs pais podem auxiliar na familiariza\u00e7\u00e3o das letras, palavras e express\u00f5es, estimulando o interesse pela leitura e escrita\u201d, explica. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201cVale ressaltar que a alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 um processo e o tempo de dura\u00e7\u00e3o depende muito de cada crian\u00e7a, levando em conta o contato com o mundo letrado que ela possui desde beb\u00ea\u201d, complementa a coordenadora. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Como, ent\u00e3o, ajudar os filhos nesse momento?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Um fator que pode ajudar as fam\u00edlias \u00e9 ter consci\u00eancia de que cada crian\u00e7a tem um tempo de aprendizagem, o qual deve ser respeitado. Os pais podem come\u00e7ar encorajando os filhos a lerem palavras, frases e pequenos textos que fa\u00e7am parte do seu contexto social e, aos poucos, de forma natural, ser\u00e1 poss\u00edvel desafi\u00e1-los a avan\u00e7ar para textos maiores. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              \u201c\u00c9 importante destacar que sempre que falamos de alfabetiza\u00e7\u00e3o, citamos o letramento, que \u00e9 um conceito na educa\u00e7\u00e3o para essa fase de desenvolvimento\u201d, afirma Lilian Gramorelli. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Alfabetiza\u00e7\u00e3o \u00e9 o processo de aquisi\u00e7\u00e3o de leitura, de t\u00e9cnicas e habilidades para a pr\u00e1tica da leitura e da escrita. Quando a crian\u00e7a domina o sistema de escrita significa que ela conquistou habilidades de codifica\u00e7\u00e3o de fonemas em grafemas e de decodifica\u00e7\u00e3o de grafemas em fonemas. Pode-se dizer que ela est\u00e1 alfabetizada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              J\u00e1 o letramento \u00e9 um conjunto de pr\u00e1ticas que dizem da capacidade de usar diferentes materiais escritos, ou seja, a habilidade de interpretar e aplicar a leitura e a escrita no cotidiano.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Cinco dicas de como auxiliar no processo de alfabetiza\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as:<\/h2>\n\n\n\n
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              1. Leia para a crian\u00e7a: o h\u00e1bito de contar hist\u00f3rias ajuda os filhos a se interessarem pela leitura e a terem vontade de aprender.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              2. Seja presente: \u00e9 importante se interessar pelo processo de aprendizagem, acompanhando a crian\u00e7a e estando atento para cada passo avan\u00e7ado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              3. Valorize as pequenas conquistas: mesmo que a crian\u00e7a n\u00e3o aprenda a ler de uma hora para outra, elogie quando ela aprender a identificar uma letra nova e a formar alguma palavra.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              4. Invista em ca\u00e7a-palavras: alguns jogos verbais s\u00e3o super interessantes para ajudar a crian\u00e7a a identificar letras e palavras.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              5. Seja modelo de leitor: pais que t\u00eam o h\u00e1bito de ler demonstram para os filhos o prazer da leitura e acabam incentivando as crian\u00e7as.<\/li><\/ol>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                [mc4wp_form id=\"26137\"]   <\/p>\n","post_title":"5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetiza\u00e7\u00e3o","post_excerpt":"Coordenadora d\u00e1 sugest\u00f5es de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo ","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"5-dicas-para-estimular-o-aprendizado-da-alfabetizacao","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:16:47","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:16:47","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65048","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":65009,"post_author":"48","post_date":"2022-09-14 14:36:23","post_date_gmt":"2022-09-14 17:36:23","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Normalmente, quando sa\u00edmos do est\u00e1gio \"homem em um relacionamento\", para o est\u00e1gio pai, muitas mudan\u00e7as positivas acontecem. Por\u00e9m, n\u00e3o devemos esquecer que esse mesmo homem que se tornou pai e vivencia essas transforma\u00e7\u00f5es est\u00e1 inserido em uma cultura patriarcal machista e muitos homens replicam esses comportamentos machistas<\/a> ap\u00f3s a paternidade mesmo sem perceber.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                O texto de hoje vai falar sobre um assunto que j\u00e1 faz parte da hist\u00f3ria de muitas fam\u00edlias, a carga mental <\/strong><\/a>que geramos nas m\u00e3es dos nossos filhos<\/strong>. Esse assunto j\u00e1 foi explorado em muitas m\u00eddias, e s\u00e3o as mulheres as maiores consumidoras do tema<\/a>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                A forma\u00e7\u00e3o de um pai n\u00e3o se restringe somente ao b\u00e1sico dos cuidados de uma crian\u00e7a - ali\u00e1s se fossem \u201ctodos os cuidados\u201d<\/strong> seria lindo, mas para a maioria dos homens at\u00e9 os cuidados b\u00e1sicos se restringem ao que eles foram ensinados em sua cria\u00e7\u00e3o. Ou seja, se eles foram criados em um ambiente onde a responsabilidade de criar os filhos era sempre papel da m\u00e3e, eles provavelmente cresceram sem uma refer\u00eancia masculina de cuidados com crian\u00e7as e muitas vezes essa falta de refer\u00eancia \u00e9 um dos pontos que gera uma carga mental enorme nas mulheres.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Mas nem s\u00f3 de refer\u00eancias vive o homem moderno, devemos lembrar que nossa gera\u00e7\u00e3o tem algo que a gera\u00e7\u00e3o dos nossos pais e nossos av\u00f3s n\u00e3o tinham, estou falando do f\u00e1cil acesso \u00e0s informa\u00e7\u00f5es. <\/strong>Hoje, temos muitos homens percebendo que seu papel na sociedade mudou, e n\u00e3o somos iguais aos nossos antepassados, por\u00e9m o desafio maior \u00e9 entender que n\u00e3o \u00e9 porque n\u00e3o pensamos como nossos pais que n\u00e3o deixamos de replicar atitudes que eles faziam. Costumo dizer para as fam\u00edlias que me procuram que com o nascimento de uma crian\u00e7a tamb\u00e9m nasce uma responsabilidade que n\u00e3o conhec\u00edamos e em muitos casos essa responsabilidade ainda fica nas costas da m\u00e3e, replicando o que nossos pais faziam. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Quando falo de responsabilidade me refiro \u00e0 quest\u00e3o do homem conseguir abra\u00e7ar essa transforma\u00e7\u00e3o e entender que junto com o nascimento do seu filho(a) v\u00eam 1 milh\u00e3o de coisas agregadas e s\u00e3o essas coisinhas agregadas que causam a carga mental na mulher. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Um exemplo cl\u00e1ssico do que estou dizendo com base em conversas que tive com alguns pais:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                \u2014 Eu trabalho bastante e quando chegava em casa fazia quest\u00e3o de dar banho no meu filho, era o meu momento com ele.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Legal, n\u00e9? #SQN<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Por tr\u00e1s de um pai que acredita que somente o momento do banho \u00e9 o momento dos dois, existe uma m\u00e3e que provavelmente ficou o dia inteiro trocando fraldas, dando de mamar, fazendo o beb\u00ea dormir, lavando roupas do beb\u00ea, limpando sujeiras que o beb\u00ea possa ter feito, fazendo comida para o beb\u00ea (quando ele j\u00e1 come\u00e7ou a comer), dando banho quando o beb\u00ea faz um coc\u00f4 monstro, enfim\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                Normalmente a carga mental \u00e9 gerada por uma falta de sintonia de um dos lados, e n\u00e3o estou dizendo que devemos concordar ou aceitar tudo que o outro lado pensa ou fala, mas sim ter uma proposta v\u00e1lida para ambos. Por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Um pai que ainda acredita que apenas o momento do banho j\u00e1 \u00e9 o suficiente, provavelmente ele vai gerar carga mental na mulher.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                • Por outro lado, uma m\u00e3e que \u00e9 controladora e n\u00e3o deixa o pai cuidar \u201cdo seu jeito\u201d das crias, tamb\u00e9m est\u00e1 prop\u00edcia a gerar carga mental nela pr\u00f3pria.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  Mas, quando falamos na cria\u00e7\u00e3o de filhos, principalmente de beb\u00eas ou crian\u00e7as pequenas, pelo menos as necessidades b\u00e1sicas precisam estar alinhadas, alguns exemplos:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Fazer um revezamento de cuidados com o sono<\/a>, com a alimenta\u00e7\u00e3o, a higiene etc.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Adequar os hor\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s necessidades do beb\u00ea, para que n\u00e3o sobrecarregue nenhum lado.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Se informar sobre quais s\u00e3o as vacinas que seu (sua) filho(a) precisa tomar, por que ele vai tomar essas vacinas, quando e onde deve tom\u00e1-las.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Se informar sobre os saltos de desenvolvimento, pois as mudan\u00e7as de comportamento dos beb\u00eas tamb\u00e9m s\u00e3o motivos de carga mental.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                  • Um cl\u00e1ssico dentro da carga mental materna, ambos devem ter o contato f\u00e1cil do(a) pediatra.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Quando minha filha tinha 2 anos, muitas vezes, me sentia um peixe fora d'\u00e1gua ao conversar com alguns amigos pais e perceber que muitos deles causavam cargas mentais sem perceber - e eu me policiava o tempo todo para n\u00e3o replicar isso tamb\u00e9m.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    A seguir, listo 6 atitudes para todos os homens\/pais poderem contribuir com uma vida familiar mais saud\u00e1vel: <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    1. Procure informa\u00e7\u00f5es <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Essa \u00e9 uma atitude super interessante por dois motivos. O primeiro motivo, \u00e9 que muitos homens ainda continuam com uma resist\u00eancia muito grande em procurar informa\u00e7\u00f5es sobre os cuidados e a cria\u00e7\u00e3o dos filhos, acreditando que essas informa\u00e7\u00f5es v\u00e3o vir da mulher. E os que procuram, quando encontram, normalmente esquecem de se questionar se o m\u00e9todo \u00e9 bom ou n\u00e3o para a din\u00e2mica da fam\u00edlia, gerando uma carga mental materna desnecess\u00e1ria. 
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Vamos nos colocar um momento no lugar da m\u00e3e: normalmente ela que vai atr\u00e1s dessas informa\u00e7\u00f5es, avalia, questiona, discute, cria um TCC e compartilha tudo mastigado para o pai, algo que n\u00f3s homens temos a total capacidade de fazer. Ent\u00e3o porque muitos n\u00e3o fazem?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    O segundo motivo \u00e9 que mesmo que tenhamos a atitude de ir atr\u00e1s das informa\u00e7\u00f5es, avaliar, questionar, discutir e criar um TCC, hoje existem pouqu\u00edssimas mat\u00e9rias e artigos voltados exclusivamente para os pais. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Vamos nos colocar um momento no lugar do pai, eu sou um pai que quero muito ajudar minha companheira com a amamenta\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o eu procuro algum v\u00eddeo sobre ajuda na amamenta\u00e7\u00e3o, e muitos v\u00e3o ser direcionadas para as m\u00e3es (falando a linguagem de m\u00e3es). Isso para muitos homens \u00e9 um universo completamente diferente, onde eles saem com muitas d\u00favidas. Agora imagine que este mesmo pai encontre um v\u00eddeo onde um outro pai conta como ele ajudou na amamenta\u00e7\u00e3o da sua crian\u00e7a? Qual dos dois voc\u00ea acha que ele vai entender melhor e pode ajudar mais? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    2. Antecipe-se<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Um dos pontos que causam o desgaste emocional materno \u00e9 a falta de aten\u00e7\u00e3o e previsibilidade masculina. Quest\u00f5es pr\u00e1ticas para alguns podem ser muito complexas para outros, mas quando falamos do cuidado com as crian\u00e7as todas as quest\u00f5es devem ser compartilhadas por igual. Como j\u00e1 comentei acima, quest\u00f5es como vacina, pediatra, alimenta\u00e7\u00e3o, saltos de desenvolvimento e assim vai\u2026<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Costumo dizer que n\u00f3s, seres humanos, somos diferentes dos animais porque somos dotados de uma coisa muito bonita que nenhum animal tem, ela se chama Imagina\u00e7\u00e3o.<\/strong> Por\u00e9m, muitos de n\u00f3s n\u00e3o sabemos usar direito a imagina\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o proponho uma pr\u00e1tica positiva do uso da imagina\u00e7\u00e3o para todos os homens que querem aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental materna. Utilize a imagina\u00e7\u00e3o a seu favor. Por exemplo: Imagine que voc\u00ea est\u00e1 em casa sozinho com seu (sua) filho(a), que est\u00e1 com 39\u00ba de febre e voc\u00ea n\u00e3o tem ningu\u00e9m para pedir ajuda. O que voc\u00ea faria?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios com os cuidados e cria\u00e7\u00e3o dos filhos \u00e9 um bom come\u00e7o para gerar as atitudes que aliviam a carga mental da mulher\/m\u00e3e.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    3.  Incentive a procura de redes de apoio <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Essa atitude pode parecer um pouco machista, pois d\u00e1 a impress\u00e3o que estou incentivando o homem a se livrar da responsabilidade, mas na verdade as redes de apoio s\u00e3o esp\u00e9cies de comunidades ou, se preferir, aldeias. Por mais que o homem seja mega desconstru\u00eddo, ainda assim ele vai encontrar uma barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero que n\u00e3o conseguir\u00e1 ultrapassar. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    Essa barreira \u00e9 algo espec\u00edfico de g\u00eaneros, por exemplo:<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    • N\u00e3o conseguimos saber como \u00e9 a dor do parto.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    • Como s\u00e3o as mudan\u00e7as hormonais.<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                    • Quais as sensa\u00e7\u00f5es da amamenta\u00e7\u00e3o e por a\u00ed vai.<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Podemos at\u00e9 tentar entender todas essas fases, mas nunca vamos sentir como uma mulher sente, ent\u00e3o dizer a famosa frase \u201ceu sei como \u00e9\u201d<\/strong> n\u00e3o ajuda muito, pelo contr\u00e1rio at\u00e9 piora. Lembre-se, incentivar a procura de redes de apoio com outras m\u00e3es n\u00e3o \u00e9 machismo, mas sim um ato de acolhimento.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      4. Procure redes de apoio de homens\/pais<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      Essa \u00e9 uma atitude que muitos homens s\u00e3o resistentes, n\u00e3o sei ao certo o porqu\u00ea, mas posso dar um chute. Acredito que por mais que tenhamos a consci\u00eancia de que somos uma gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 bem diferente dos nossos pais, ainda assim a maioria dos homens acredita que falar com outros homens n\u00e3o vai ajudar muito na cria\u00e7\u00e3o dos filhos. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • Teimosia talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • Falta de informa\u00e7\u00e3o talvez<\/li>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                      • Um pouco de machismo estrutural talvez<\/li><\/ul>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A quest\u00e3o \u00e9 que as redes de apoio de homens ajudam muito sim, pois como disse antes a linguagem de g\u00eaneros facilita o entendimento, ent\u00e3o vou deixar alguns perfis que podem ajudar:
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        @paternidadecriativa<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        @paizinhovirgula<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        @homempaterno<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        @psicologia_da_paternidade<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        @umpapaixonado<\/a>
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        5. Pratique a empatia<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        J\u00e1 que falamos da barreira emp\u00e1tica de g\u00eanero, vamos falar sobre a pr\u00e1tica da empatia. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O desenvolvimento da empatia ajuda tanto na rela\u00e7\u00e3o entre o casal quanto na rela\u00e7\u00e3o com filhos e reduz bastante a carga mental materna.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A empatia n\u00e3o \u00e9 necessariamente se colocar no lugar do outro - porque se sua companheira estiver doente e voc\u00ea se colocar no lugar dela e tamb\u00e9m ficar doente, quem vai cuidar das crian\u00e7as? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A empatia \u00e9 compreender o que \u00e9 importante para o outro e respeitar essa import\u00e2ncia, mesmo que ela n\u00e3o seja t\u00e3o importante para voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Segundo a Comunica\u00e7\u00e3o N\u00e3o Violenta, ali\u00e1s tenho um texto muito legal sobre \u201co que as crian\u00e7as nos ensinam sobre a CNV\u201d<\/a>, a pr\u00e1tica da empatia constr\u00f3i pontes para conex\u00f5es e di\u00e1logos mais verdadeiros. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        6. Promova o di\u00e1logo sincero <\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Segundo mat\u00e9ria do jornal Folha Popular<\/a>, o di\u00e1logo \u00e9 a melhor forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos. Mas a quest\u00e3o \u00e9 que em alguns casos, principalmente em se tratando de casais, a pr\u00f3pria hist\u00f3ria dos dois cria uma barreira para este di\u00e1logo, a n\u00e3o ser que o casal j\u00e1 tenha a cultura do di\u00e1logo em seu relacionamento, ent\u00e3o como praticar o di\u00e1logo sincero?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Simples, a paternidade e a maternidade s\u00e3o agentes transformadores. Muitos homens com quem converso relatam que ap\u00f3s a paternidade conseguiram acessar emo\u00e7\u00f5es e sentimentos que n\u00e3o sabiam nem que existiam.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Ent\u00e3o a minha dica \u00e9, use e abuse dessas emo\u00e7\u00f5es, use esses sentimentos para criar um di\u00e1logo sincero com sua companheira.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Espero que esse texto tenha ajudado algumas fam\u00edlias e aliviar \u201cum pouco\u201d a carga mental das m\u00e3es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das m\u00e3es","post_excerpt":"Para o educador parental Mauricio Maruo, a divis\u00e3o equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas mulheres","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"6-atitudes-para-os-pais-aliviarem-a-carga-mental-das-maes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-20 16:02:49","post_modified_gmt":"2022-09-20 19:02:49","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=65009","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64995,"post_author":"26","post_date":"2022-09-13 12:00:32","post_date_gmt":"2022-09-13 15:00:32","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Talvez voc\u00ea ainda n\u00e3o esteja preparada (o) para encarar a diversidade de frente. Ainda assim, recomendo fortemente que assista Sex Education, uma s\u00e9rie dispon\u00edvel na Netflix. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Comecei a ver por indica\u00e7\u00e3o do meu marido e assistimos juntos a todas as tr\u00eas temporadas dispon\u00edveis. A Netflix j\u00e1 est\u00e1 programando o lan\u00e7amento da 4\u00aa temporada.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Sempre achamos importante falar abertamente sobre todos os assuntos em casa<\/a> e, agora que nosso filho est\u00e1 entrando na adolesc\u00eancia, precisamos estar preparados para falar de sexo<\/a>. Sex Education foi, em muitos momentos, um choque de realidade para mim, que tive um in\u00edcio de adolesc\u00eancia bem conservador.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A s\u00e9rie gira em torno de Otis, um adolescente inseguro, mas que sabe tudo sobre aconselhamento sexual, gra\u00e7as \u00e0 sua m\u00e3e sex\u00f3loga que sempre conversou abertamente com ele sobre esses assuntos. Ele se junta \u00e0 colega Maeve e eles criam uma cl\u00ednica clandestina de terapia sexual na escola ajudando os alunos a lidar com suas pr\u00f3prias inseguran\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Ao longo da s\u00e9rie vamos nos libertando de preconceitos e aprendizados equivocados<\/a>, entendendo sobre a necessidade de deixar as pessoas serem quem elas s\u00e3o. Vendo as transforma\u00e7\u00f5es e as descobertas da adolesc\u00eancia. Entendendo que n\u00e3o adianta reprimir nossos sentimentos, cedo ou tarde eles v\u00eam \u00e0 tona, e melhor que se resolvam na adolesc\u00eancia garantindo uma vida adulta saud\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Sex Education \u00e9 divertida e bem realista, abordando muitas quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade<\/a>. Sobre fam\u00edlia e relacionamentos. Sobre amor e sexo. A s\u00e9rie n\u00e3o tem medo de discutir assuntos que s\u00e3o tabus, como homossexualidade, quest\u00f5es de g\u00eanero, doen\u00e7as sexualmente transmiss\u00edveis, v\u00edcios, constru\u00e7\u00f5es sociais, masturba\u00e7\u00e3o, anatomia feminina, disfun\u00e7\u00e3o sexual, aborto, defici\u00eancia f\u00edsica, questionamento de prefer\u00eancias sexuais e a descoberta da pr\u00f3pria sexualidade.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        J\u00e1 imagino as pessoas arregalando os olhos ao ler o par\u00e1grafo anterior, da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos, afinal, eles existem desde que o mundo \u00e9 mundo e passou da hora de parar de fingir que nada disso acontece! O impacto de n\u00e3o abordar o tema \u00e9 muito negativo e a s\u00e9rie tamb\u00e9m mostra isso. Tratando do assunto de forma realista, deixamos de idealizar o ato.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Falar e saber sobre sexo n\u00e3o significa estar sexualmente ativo, pelo contr\u00e1rio, ensina a fazer com responsabilidade e seguran\u00e7a. O que \u00e9 bem melhor do que aprender \u00e0 moda antiga, com meninos sendo levados para se tornarem bodes soltos em busca de cabritas, e meninas sendo ensinadas que sexo \u00e9 errado, \u00e9 feio, \u00e9 sujo. E a\u00ed vem uma quest\u00e3o importante, a do consentimento. Sobre vontade. Sexo n\u00e3o pode ser feito por obriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Nem tudo \u00e9 sexo, Sex Education trata das rela\u00e7\u00f5es familiares, da import\u00e2ncia do di\u00e1logo em fam\u00edlia, bullying, masculinidade t\u00f3xica, sororidade (o apoio entre as mulheres), abandono materno\/ paterno. \u00c9 uma s\u00e9rie que vai te ajudar a se aproximar dos seus filhos adolescentes, mesmo que voc\u00ea n\u00e3o aprove todos os comportamentos retratados nela. Nunca \u00e9 tarde para a gente aprender, para nos colocarmos no lugar do outro, para acolher e se sensibilizar. A vida \u00e9 um eterno aprendizado.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Sex education: a s\u00e9rie que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes","post_excerpt":"Quest\u00f5es importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da s\u00e9rie, \"da\u00ed a import\u00e2ncia de falarmos abertamente sobre esses assuntos\", afirma a escritora Bebel Soares","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"sex-education-a-serie-que-nos-ajuda-a-se-aproximar-dos-filhos-adolescentes","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-15 18:15:32","post_modified_gmt":"2022-09-15 21:15:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64995","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64975,"post_author":"52","post_date":"2022-09-12 14:54:31","post_date_gmt":"2022-09-12 17:54:31","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Todos n\u00f3s, pais, m\u00e3es, cuidadores ou professores, j\u00e1 mandamos ou tivemos vontade de mandar uma crian\u00e7a para pensar no cantinho do castigo<\/a>, n\u00e3o \u00e9 mesmo?! Mas ser\u00e1 que isso \u00e9 efetivo?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Vamos nos colocar no lugar da crian\u00e7a. Feche seus olhos e imagine que voc\u00ea desobedeceu os seus pais<\/a>. Agora, imagine eles esbravejando e mandando voc\u00ea pensar sobre o que fez<\/a> no cantinho do castigo. O que voc\u00ea ir\u00e1 pensar quando estiver por l\u00e1?<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Op\u00e7\u00e3o A: \u201cNossa, como essas pessoas querem o meu bem. Elas t\u00eam toda a raz\u00e3o, vou ser uma pessoa melhor daqui para frente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Op\u00e7\u00e3o B: \u201cPrecisa ficar gritando feito louco? Da pr\u00f3xima vez vou dar um jeito de n\u00e3o ser pego ou quem sabe me vingar!\u201d ou \u201cNada do que eu fa\u00e7a est\u00e1 certo, eu n\u00e3o sou bom o suficiente!\u201d<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Acho a op\u00e7\u00e3o B muito mais coerente, e voc\u00eas? <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Agora vamos mudar um pouco a situa\u00e7\u00e3o. Vamos imaginar que os nossos filhos estejam muito nervosos, chorando e agitados. E se existisse um local na casa previamente pensado com livros, uma bolinha para apertar, almofadas, m\u00fasica relaxante e o que mais imaginarmos para tranquilizar a mente (telas n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o aqui)? Ap\u00f3s ser convidado para estar em um lugar em que podemos nos acalmar e relaxar para depois voltar a pensar em solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis, ser\u00e1 que n\u00e3o ficar\u00edamos muito mais aptos a cooperar?\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        O cantinho da tranquilidade<\/a> pode receber um nome exclusivo pensado conjuntamente entre adultos e crian\u00e7as. N\u00e3o precisa ser um c\u00f4modo inteiro, apenas um lugar pr\u00e9-determinado, e \u00e9 importante que as crian\u00e7as e os adultos possam utiliz\u00e1-lo em um momento de estresse.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Ter um local em que podemos nos acalmar ensina autocontrole e a n\u00e3o tomar decis\u00f5es intempestivas, al\u00e9m de promover autoconhecimento, solu\u00e7\u00e3o de problemas e muito mais.\u00a0Que tal preparar o seu cantinho da tranquilidade junto com as crian\u00e7as? Depois n\u00e3o esquece de me contar como ele ficou ou de enviar uma foto.\u00a0<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        *Este texto \u00e9 de responsabilidade do colunista e n\u00e3o reflete, necessariamente, a opini\u00e3o da Canguru News.<\/em><\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        [mc4wp_form id=\"26137\"]<\/p>\n","post_title":"Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo","post_excerpt":"A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crian\u00e7as a se acalmarem em momentos de estresse","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"cantinho-da-calma-funciona-como-uma-alternativa-ao-castigo","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 15:28:32","post_modified_gmt":"2022-09-12 18:28:32","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64975","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"},{"ID":64954,"post_author":"6","post_date":"2022-09-12 10:32:52","post_date_gmt":"2022-09-12 13:32:52","post_content":"\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Por Ag\u00eancia Brasil - O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade anunciou que vai prorrogar a campanha de vacina\u00e7\u00e3o contra a poliomielite<\/a> at\u00e9 o dia 30 de setembro. A medida, segundo a pasta, visa aumentar a cobertura vacinal<\/a> e a ades\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o \u00e0 vacina\u00e7\u00e3o. At\u00e9 a \u00faltima ter\u00e7a-feira (6), o minist\u00e9rio computava que, durante a campanha, apenas 35% das crian\u00e7as na faixa et\u00e1ria entre 1 e 5 anos de idade haviam sido imunizadas contra a poliomielite<\/a>. A meta da campanha \u00e9 alcan\u00e7ar uma cobertura igual ou maior que 95% neste p\u00fablico.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A baixa cobertura vacinal observada no Brasil contra a doen\u00e7a nos \u00faltimos anos tem preocupado especialistas, que alertam que esse cen\u00e1rio pode provocar a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus no pa\u00eds. \u201cAqui no pa\u00eds, n\u00f3s temos um risco de reintrodu\u00e7\u00e3o [do v\u00edrus<\/em>] com esse cen\u00e1rio de baixa cobertura vacinal\u201d, falou Caroline Gava, assessora t\u00e9cnica do Departamento de Imuniza\u00e7\u00e3o e Doen\u00e7as Transmiss\u00edveis do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cAs \u00faltimas campanhas exclusivas [para a p\u00f3lio<\/em>] foram em 2018 e em 2020, onde j\u00e1 n\u00e3o alcan\u00e7amos boas metas de cobertura vacinal. E hoje ela est\u00e1 muito aqu\u00e9m do que a gente desejaria\u201d, acrescentou ela. Caroline palestrou na quinta-feira (8) em uma mesa que discutiu a situa\u00e7\u00e3o da poliomielite no Brasil durante a XXIV Jornada Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (SBIm 2022), evento realizado at\u00e9 s\u00e1bado (10) no Centro de Conven\u00e7\u00f5es Frei Caneca, na capital paulista.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A poliomielite, que causa paralisia infantil e pode ser fatal, chegou a ser uma das doen\u00e7as mais temidas no mundo. Mas, com a vacina\u00e7\u00e3o, o Brasil deixou de apresentar casos da doen\u00e7a desde 1989, tendo recebido, em 1994, um certificado de elimina\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a. No entanto, com a baixa cobertura vacinal e problemas relacionados \u00e0 vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e condi\u00e7\u00f5es sociais, o Brasil voltou a figurar como um pa\u00eds de grande potencial para a volta da doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cEm uma avalia\u00e7\u00e3o de risco feito nas Am\u00e9ricas e no Caribe pela Opas [Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade<\/em>], considerando vari\u00e1veis como cobertura vacinal, vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e outros determinantes de sa\u00fade, o Brasil aparece em segundo lugar, como de alt\u00edssimo risco para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio, s\u00f3 antecedido pelo Haiti\u201d, disse a infectologista Luiza Helena Falleiros Arlant, que tamb\u00e9m participou da mesa, mas \u00e0 dist\u00e2ncia. Luiza Helena integra o N\u00facleo Assessor Permanente da Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pedi\u00e1trica (Slipe).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Mapa vermelho<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Durante sua palestra, Caroline apresentou um mapa do Brasil quase inteiramente pintado de vermelho. A cor vermelha indica o alto risco dos munic\u00edpios do pa\u00eds para a reintrodu\u00e7\u00e3o do v\u00edrus, levando em considera\u00e7\u00e3o n\u00e3o somente a cobertura vacinal, como tamb\u00e9m a vigil\u00e2ncia epidemiol\u00f3gica e indicadores sociodemogr\u00e1ficos. Nessa situa\u00e7\u00e3o, encontravam-se 58,9% dos munic\u00edpios brasileiros. O mapa, com dados referentes a 2021, apresenta tr\u00eas varia\u00e7\u00f5es de cores al\u00e9m do vermelho: o laranja representa risco alto (situa\u00e7\u00e3o de 25,6% dos munic\u00edpios); o amarelo, risco m\u00e9dio (13,5%); e o verde, risco baixo (1,8%).<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        \u201cEsse \u00e9 um mapa que assusta. \u00c9 um mapa da nossa realidade em rela\u00e7\u00e3o ao risco para a poliomielite no pa\u00eds. Temos 84% dos munic\u00edpios do pa\u00eds que registram risco alto ou risco muito alto para a reintrodu\u00e7\u00e3o da p\u00f3lio. Apenas 100 munic\u00edpios, ao final de 2021, apresentaram risco baixo\u201d, explicou Caroline.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A infectologista Luiza Helena tamb\u00e9m destacou a cor do mapa. \u201cNosso pa\u00eds est\u00e1 praticamente todo em vermelho, um vermelho muito intenso, com muito poucos lugares com risco m\u00e9dio. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que vemos uma cobertura vacinal que, em 2021, n\u00e3o chegou a 70% no Brasil como um todo. O estado que se saiu melhor foi Santa Catarina, com 83%, mas longe de alcan\u00e7ar o proposto que \u00e9 de 95% de cobertura vacinal. E h\u00e1 cifras de muita preocupa\u00e7\u00e3o, como de apenas 44% no Amap\u00e1. Isso tudo \u00e9 muito preocupante\u201d, acrescentou ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Desde 2015, quando conseguiu obter uma cobertura vacinal de 98,3%, o Brasil n\u00e3o alcan\u00e7a mais a meta de vacina\u00e7\u00e3o para a doen\u00e7a [estabelecida em 95%]. Em 2020, ela somou apenas 76,2%. E, no ano passado, 69,9%.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Lembrando que, com o sarampo, a hist\u00f3ria n\u00e3o foi diferente. O Brasil chegou a receber o certificado de elimina\u00e7\u00e3o do sarampo em 2016. Mas em 2019, tamb\u00e9m com queda vacinal para a doen\u00e7a, o pa\u00eds perdeu esse reconhecimento ap\u00f3s n\u00e3o conseguir controlar um surto, que se espalhou por diversos estados.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A poliomielite<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A poliomielite ou p\u00f3lio \u00e9 uma doen\u00e7a contagiosa aguda causada por um v\u00edrus que vive no intestino, chamado poliov\u00edrus, que pode infectar crian\u00e7as e adultos por meio do contato direto com fezes ou com secre\u00e7\u00f5es eliminadas pela boca das pessoas infectadas e provocar ou n\u00e3o paralisia. Nos casos graves, em que acontecem as paralisias musculares, os membros inferiores s\u00e3o os mais atingidos. A falta de saneamento, as m\u00e1s condi\u00e7\u00f5es habitacionais e a higiene pessoal prec\u00e1ria constituem fatores que favorecem a transmiss\u00e3o do poliov\u00edrus.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A doen\u00e7a n\u00e3o tem cura. \u201cA poliomielite provoca uma paralisia irrevers\u00edvel nos membros inferiores. E quando grave, ela pode provocar tamb\u00e9m uma paralisia dos m\u00fasculos respirat\u00f3rios. Temos uma taxa de letalidade, que \u00e9 a morte pela doen\u00e7a, bastante alta\u201d, disse Caroline, em entrevista \u00e0 Ag\u00eancia Brasil.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A \u00fanica forma de preven\u00e7\u00e3o poss\u00edvel para a doen\u00e7a \u00e9 a vacina\u00e7\u00e3o. \u201cOs pais devem sempre deve estar olhando a caderneta de vacina\u00e7\u00e3o [dos filhos<\/em>], que \u00e9 assinalada, indicando quando ele deve retornar \u00e0 unidade de sa\u00fade\u201d, falou Caroline. \u201cLembrando que a vacina pode ser dada em qualquer sala [do pa\u00eds<\/em>], n\u00e3o precisa ser na sua unidade de refer\u00eancia. Ent\u00e3o, se eu estiver viajando, mas estiver na hora ou no dia da vacina\u00e7\u00e3o, com a documenta\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a eu conseguirei vacin\u00e1-la em qualquer unidade de sa\u00fade. E se eu atrasei ou se eu perdi a data, posso voltar a qualquer momento na unidade de sa\u00fade para executar essa vacina\u00e7\u00e3o e deixar o calend\u00e1rio vacinal da minha crian\u00e7a em dia\u201d, disse ela.<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Quando dar as vacinas<\/h2>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        A campanha nacional contra a p\u00f3lio visa imunizar as crian\u00e7as menores de 5 anos que ainda n\u00e3o receberam as primeiras doses da vacina (aplicada aos 2, 4 e 6 meses de idade, via inje\u00e7\u00e3o intramuscular) <\/strong>e tamb\u00e9m aquelas que ainda n\u00e3o tomaram as doses de refor\u00e7o. O refor\u00e7o est\u00e1 previsto no Calend\u00e1rio Nacional de Vacina\u00e7\u00e3o e \u00e9 aplicado, via oral, aos 15 meses e aos 4 anos de idade<\/strong>. <\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        Acesse p\u00e1ginas do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade com o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de crian\u00e7as <\/a>e o calend\u00e1rio nacional de vacina\u00e7\u00e3o de adolescentes<\/a>. (Com informa\u00e7\u00f5es da Ag\u00eancia Brasil)<\/p>\n\n\n\n

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                        LEIA TAMB\u00c9M:<\/mark><\/strong><\/p>\n\n\n","post_title":"Baixa ades\u00e3o vacinal para poliomielite preocupa especialistas","post_excerpt":"Oito em dez munic\u00edpios t\u00eam alto risco para reintrodu\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a; desde 2015, o Brasil n\u00e3o atinge a meta de cobertura vacinal para a p\u00f3lio","post_status":"publish","comment_status":"open","ping_status":"closed","post_password":"","post_name":"baixa-adesao-vacinal-para-poliomielite-preocupa-especialistas","to_ping":"","pinged":"","post_modified":"2022-09-12 16:10:43","post_modified_gmt":"2022-09-12 19:10:43","post_content_filtered":"","post_parent":0,"guid":"https:\/\/cangurunews.com.br\/?p=64954","menu_order":0,"post_type":"post","post_mime_type":"","comment_count":"0","filter":"raw"}],"next":false,"prev":true,"total_page":83},"paged":1,"column_class":"jeg_col_2o3","class":"epic_block_3"};

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Mais Lidas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Médicos, psicólogos, psiquiatras, educadores e especialistas das mais diversas áreas escrevem artigos de opinião para orientar e provocar a reflexão sobre temas relacionados à primeira infância.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Menina de máscara recebe vacina no braço, Pfizer foi liberada para bebês de 6 meses a crianças de 4 anos

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Vacina da Pfizer para crianças será liberada após aval de ministério

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Recomendação do imunizante já foi aprovada pela Anvisa

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Mãe passa mão sobre testa de criança deitada na cama

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Linfoma é o terceiro tipo de câncer mais comum na infância

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O diagnóstico precoce está relacionado diretamente a melhores chances de cura. “Além de tratamentos menos agressivos, mais curtos e, em alguns...

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Mãe e filha olham juntas para tela de celular

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Instagram lança ferramenta de supervisão da conta dos filhos

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O recurso permite que os pais acompanhem movimentação do perfil da criança, tendo acesso a informações como as contas que...

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Menina de mochila nas costas tampa rosto com a mão e amigos olham para ela na escola

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Brigas na escola: o que fazer quando seu filho é um dos envolvidos

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Para a educadora Sônia Vidigal, os adultos devem ensinar as crianças a solucionar os seus problemas, mas não resolver por...

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Cena do trailer do filme A Pequena Sereia

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A Pequena Sereia: crianças negras se emocionam ao verem trailer do filme

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A escolha da atriz Halle Bailey para o papel principal tem gerado críticas, mas também representatividade por parte de meninas...

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Menina lê junto com o pai

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              5 dicas para estimular o aprendizado da alfabetização

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Coordenadora dá sugestões de como os pais podem ajudar os filhos nesse processo

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Médica examina bebê que está no colo do pai

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              6 atitudes que os pais podem adotar para aliviar a carga mental das mães

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Para o educador parental Mauricio Maruo, a divisão equilibrada dos cuidados com os filhos ajuda a evitar a sobrecarga nas...

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Cena da série Sex education

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Sex education: a série que nos ajuda a se aproximar dos filhos adolescentes

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Questões importantes sobre sexualidade e diversidade fazem parte da série, "daí a importância de falarmos abertamente sobre esses assuntos", afirma...

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Menina brinca sobre tapete com almofadas, manta e livro

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Cantinho da calma pode funcionar como uma alternativa ao castigo

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              A pediatra Marcela Noronha explica como ajudar as crianças a se acalmarem em momentos de estresse

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Bebê é vacinado no colo da mãeãe

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Baixa adesão vacinal para poliomielite preocupa especialistas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Oito em dez municípios têm alto risco para reintrodução da doença; desde 2015, o Brasil não atinge a meta de...

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Página 83 de 528 Anterior 1 … 82 83 84 … 528 Próximo

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Mais Lidas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Podcasts que estão bombando e você deveria ouvir
Fonte: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              5 podcasts viciantes para você escutar enquanto faz suas tarefas

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Beijo de mãe sara?
Foto: Freepik

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Beijinho de mãe sara mesmo? A ciência por trás da “mágica”

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Conhecido também como looksmaxxing, o termo significa algo como “potencializando a aparência”
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                                                                                                                                                                                                                                                                                                              “Looxmaxxing”: se você é pai ou mãe de menino, precisa saber o que é isso

                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Canguru News - © 2024 - 2026 - Todos Direitos Reservados

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                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Gravidez & Parto
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Mães
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Crianças
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Adolescentes
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Viver Bem
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Guia de Compras
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Gravidez & Parto
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Mães
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Crianças
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              • Adolescentes
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                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Caru
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Sou a Caru, assistente da Canguru. Tô aqui pra te ouvir, orientar e cuidar de você e da sua família sempre que precisar. 💛
                                                                                                                                                                                                                                                                                                              Iniciar bate-papo