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Volta às aulas: cuidados para manter a saúde das crianças em dia
Com a chegada do segundo semestre e a volta às aulas é importante atentar para os cuidados com a saúde e doenças no ambiente escolar. O contato próximo e frequente entre as crianças pode favorecer a transmissão de problemas respiratórios como gripes e resfriados. Existe, inclusive, um termo médico que se refere a esse aumento de quadros respiratórios após o retorno escolar, chamado pelos especialistas de “Síndrome da creche”.
“Além da lavagem nasal, os cuidados com as crianças devem incluir boa alimentação, ingestão adequada de líquidos, amamentação em seio materno para os bebês e vacinações em dia, conjunto de fatores que influenciam diretamente na imunidade e saúde dos pequenos”, enfatiza a pediatra e neonatologista Gabriela Facchini.
Atualmente, um dos maiores desafios dos médicos especialistas na infância é prevenir ou tratar dos crescentes casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), que são mais prevalentes durante o inverno e, em especial em 2022, acometeram na sua forma grave crianças de todas as faixas etárias, conforme destacado nos Boletins InfoGripe da Fiocruz.
Como medida preventiva, especialistas têm incentivado a lavagem nasal como um processo terapêutico constante, que deve passar a fazer parte da rotina das famílias. A higienização rotineira evita o acúmulo de muco, que favorece a entrada de vírus e bactérias que circulam pelo ambiente escolar e podem ser passados por outras crianças adoecidas. “Se a criança chegar em casa e os pais fizerem a lavagem, ela tira grande parte desses microrganismos, evitando o adoecimento ou melhorando o quadro geral da criança já gripada”, orienta a pediatra Thais Barros de Paiva.
Doenças imunopreveníveis
O contato próximo entre os alunos também favorece o contágio de doenças imunopreveníveis, como sarampo, pneumonia, coqueluche, catapora e meningite meningocócica. Segundo Lessandra Michelin, infectologista e gerente médica de vacinas da GSK, é fundamental que crianças e adolescentes estejam com a carteira de vacinação em dia, já que a vacina é uma das principais formas de prevenção.
Entre as doenças imunopreveníveis e que podem ser contraídas no ambiente escolar, a meningite merece uma atenção especial, já que pode ser causada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, fungos e vírus. Em geral, a mais grave delas é a meningite meningocócica, de origem bacteriana, que pode atingir as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal, e tem evolução rápida e alta letalidade.
A meningite meningocócica pode ser transmitida através do contato com gotículas ou secreções respiratórias através de tosse, espirro ou beijo de uma pessoa contaminada. “Apesar de a maioria dos casos ocorrer em crianças, principalmente em menores de cinco anos, a meningite meningocócica pode se manifestar em qualquer faixa etária, incluindo adolescentes e jovens adultos”, destaca a infectologista.
Ela alerta da importância de estar atento aos primeiros sinais da doença, que muitas vezes se confundem com os de outras infecções, incluindo a Covid-19. “Para minimizar todos esses riscos, a vacinação desponta como a forma de prevenção mais efetiva contra a doença”, completa.
Os sintomas iniciais da meningite meningocócica podem incluir febre alta, irritabilidade, dor de cabeça, náusea e vômito. Na sequência, o paciente pode apresentar pequenas manchas arroxeadas na pele, rigidez na nuca e sensibilidade à luz. Se não for rapidamente tratado, o quadro pode evoluir para confusão mental, convulsão, choque, infecção generalizada, falência múltipla de órgãos e risco de óbito.
Além da vacinação, que é uma das principais formas de prevenção contra a meningite meningocócica, existem outros métodos importantes que ajudam no combate, como manter os ambientes ventilados e limpos, evitar aglomerações e compartilhamento de objetos de uso pessoal.
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