Artigos
Surto de ebola: o que pais e mães precisam saber — sem pânico, mas com atenção
Quando surgem notícias sobre um surto de qualquer doença, é comum que pais e mães sintam medo imediato. Afinal, temos um trauma recente, com a pandemia. Agora, o anúncio mais recente é sobre um novo surto de ebola na África. A doença ficou conhecida mundialmente pelas imagens de hospitais lotados, roupas de proteção e pelo alto índice de mortalidade registrado em alguns outros episódios, ocorridos nas últimas décadas.
Apesar do alerta internacional, não há motivo para pânico no Brasil neste momento. A própria Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) destacou, em comunicado oficial, que a decisão da Organização Mundial da Saúde (OMS) de classificar o atual surto como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional “não significa que há uma pandemia em curso, mas indica a necessidade de coordenação global, fortalecimento da vigilância epidemiológica e apoio internacional imediato para conter a disseminação da doença”.
O surto atual acontece principalmente na República Democrática do Congo e em Uganda e é causado pelo vírus Bundibugyo, uma variante rara do ebola para a qual ainda não existem vacinas ou tratamentos específicos aprovados.
Segundo dados divulgados pela OMS e citados pela SBI, até 16 de maio de 2026 já haviam sido registrados 8 casos confirmados laboratorialmente e 246 casos suspeitos, além de 80 mortes suspeitas. Também houve confirmação de casos importados em Kampala, capital de Uganda, o que acendeu o alerta para transmissão internacional.
O que é o ebola?
O ebola é uma doença viral grave transmitida principalmente pelo contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, como sangue, suor, saliva, vômito, urina e fezes. Objetos e superfícies contaminadas também podem transmitir o vírus. Ao contrário do que muita gente imagina, o ebola não é transmitido “pelo ar”, como acontece com gripe ou covid-19.
Os sintomas iniciais costumam incluir:
- febre alta;
- fraqueza intensa;
- dores no corpo;
- dor de cabeça;
- vômitos;
- diarreia.
Em casos mais graves, podem ocorrer manifestações hemorrágicas e falência de órgãos.
Por que o surto preocupa tanto?
A Sociedade Brasileira de Infectologia afirma que alguns fatores aumentam a preocupação das autoridades sanitárias neste momento. Entre eles, estão a ausência de vacinas e tratamentos específicos para a cepa Bundibugyo, a circulação do vírus em áreas de conflito e fragilidade nos sistemas de saúde e a alta mobilidade populacional entre países da região. Além disso, há a possibilidade de subnotificação e alguns registros de infecção e mortes entre profissionais de saúde.
“A SBI reforça a importância de vigilância ativa em portos, aeroportos e serviços de saúde”, diz o comunicado divulgado pela entidade, que também destacou a necessidade de capacitação das equipes médicas para identificação precoce de viajantes vindos das áreas afetadas e para o uso correto de equipamentos de proteção.
Neste momento, não há casos registrados no Brasil e, segundo a SBI, “o risco para a população brasileira permanece baixo, mas o cenário exige monitoramento constante pelas autoridades sanitárias nacionais e internacionais”. Para famílias brasileiras, o mais importante neste momento é buscar informações confiáveis e evitar conteúdos alarmistas nas redes sociais.
Como conversar com crianças sobre notícias assustadoras?
Se crianças maiores ouvirem falar sobre o surto e ficarem assustadas, vale explicar de forma simples que a doença está concentrada em regiões específicas da África e tranquilizá-las, lembrando que médicos e cientistas acompanham o cenário constantemente. Além disso, reforce que não existe transmissão comunitária no Brasil. Também ajuda evitar exposição excessiva a vídeos e imagens chocantes, que podem aumentar a ansiedade infantil — e a dos adultos também.
Quer saber mais? Acrescenta a Caru nos seus contatos agora (11) 95213-8516 ou CLICA AQUI e fala “oi” para a Caru
Canguru News
Desenvolvendo os pais, fortalecemos os filhos.
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
Por que você deveria levar seus filhos ao teatro mais vezes
Mais do que entretenimento, peças infantis ajudam no desenvolvimento emocional, estimulam a imaginação, ampliam o repertório cultural e despertam o...
Burnout materno: por que tantas mulheres estão adoecendo ao tentar dar conta de tudo?
Entre carreira, filhos, casa e cuidado com os pais idosos, mulheres vivem uma sobrecarga silenciosa que já reflete nos índices...
Entre fraldas, prazos e exaustão: como a Caru me lembrou o que é autocuidado de verdade
No meio da sobrecarga mental, da culpa materna e da sensação constante de estar apagando incêndios, fica difícil organizar a...
“Meu filho não quer comer”: o plano de ação da Caru, que me ajudou a passar pela introdução alimentar sem estresse
Com sugestões de cardápio, ideias criativas e até frases de estímulo para usar à mesa, a inteligência artificial me ajudou...










