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Afinal, para que servem as redes sociais?
O mundo moderno das redes sociais nos trouxe muitas possibilidades. Frente às facilidades, muitos se tornaram comentaristas da vida alheia: Julgamos, condenamos, passamos receitas, descrevemos procedimentos corretos ou aceitáveis. Cada um passou a ser um tipo de especialista. E usam as redes sociais para demonstrar suas habilidades.
Temos os especialistas em comportamento humano, que se arvoram a opinar sobre as decisões das pessoas, sobre escolhas de vida, opções religiosas, gostos, relacionamentos, educação de filhos e por aí vai.
Temos os especialistas em gastronomia, os “gastrochatos”. Aqueles que acham que entendem tudo de comida sem nunca ter cozinhado, que criam blogs, criticam os molhos, os acompanhamentos, a disposição no prato, o ponto da carne e a combinação das saladas.
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Temos os especialistas em viagens. Aqueles que vão na esquina, na cidade vizinha, na praia, em Paris, Roma ou Madagascar, não importa. Eles postam fotos de tudo, falam do local, dos hotéis, dos costumes. Não curtem a viagem porque passam o tempo todo fazendo os boletins para postar nas redes sociais.
Temos os especialistas em política. Criticam os governos, a oposição, falam dos programas econômicos, fazem previsões, dão dicas sobre o mercado, fazem análise profundas.
A rede social virou um pesadelo para muitas pessoas. Nosso desafio é voltar às origens da sua criação: ela é uma rede de relacionamento. E deve promover múltiplas interações. Que tal se tornar um especialista em celebrar as conquistas das pessoas e aprender a aceitá-las como são? Este sim, é o maior desafio da humanidade.
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*Este texto não reflete, necessariamente, a opinião da Canguru News.
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Priscila Pereira Boy
Pedagoga, escritora e palestrante. Educadora parental. Diretora da Priscila Boy Consultoria e do movimento @familias-conectadas.
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