Artigos
Quem tem que mudar?
Hoje vou falar sobre um assunto que aparece muito durante os meus atendimentos. O quanto as atitudes das pessoas à nossa volta impactam nosso comportamento.
É o marido que não sabe demonstrar carinho e atenção, é a esposa que é fria, são os filhos desrespeitosos ou familiares invasivos. É muito difícil a convivência com as pessoas, esperamos o melhor delas, mas nem sempre conseguimos, o que nos deixa frustrados.
O problema é que não podemos mudar o comportamento destas pessoas e acabamos tendo muitas vezes que suportar estas experiências ruins, sem imaginar que eles podem ter os seus próprios problemas e questões e por isso agem dessa forma.
Mas saiba que a razão que você está experimentando o que você está experimentando a partir deles é por causa do que você tem registrado em seu subconsciente. Precisa reescrever. Isto pode parecer difícil de acreditar no início, mas se você realmente quer ser livre e feliz, vale a pena considerar.
Não dá para mudar o outro, mas dá para mudar o impacto que a atitude do outro tem sobre você e que te leva ao descontrole. A fim de mudar sua experiência em relação aos outros, você precisa alterar os seus dados subconscientes.
Comece observando o que acontece dentro de você quando se sente invadido ou desrespeitado. Por exemplo, você se sente muito incomodado com a falta de carinho e atenção de alguém muito próximo a você, e todas as vezes que essa pessoa tem essa atitude, te desperta a sensação de rejeição, tristeza, carência, inadequação e por aí vai. Estes sentimentos muitas vezes te levam de forma inconsciente a buscar um prazer externo (comida, bebida, drogas, cigarros, etc.) por recompensa, (já que não tenho este carinho, busco o acolhimento que preciso).
Você já tentou por várias vezes mudar as atitudes desta pessoa com conversas, discussões, mas nada adiantou. Ela é assim, a forma como demonstra carinho é diferente da que você precisa ou imagina. Neste caso, você tem duas saídas: você pode aceitar e continuar buscando no prazer externo seu acolhimento ou você pode mudar seus registros no subconsciente, entendendo de onde vem a sua carência, sua necessidade de atenção, sua estima baixa, falta de amor próprio e principalmente falta de autoconfiança. Quando você descobre isso, você gera autoconhecimento, autoestima e principalmente torna-se mais segura e capaz de aceitar que antes de precisar do carinho e atenção do outro, precisa de carinho e atenção consigo mesma.
Não é o outro que deve te suprir de afeto, mas você mesma. A partir disto, você vai notar que diante da atitude daquela pessoa sua reação será totalmente diferente, será indiferente a você e, o mais importante, você estará tão segura e confiante que não precisará mais recorrer a um prazer externo (comida, bebida, cigarro, drogas, etc) para sentir-se preenchida.
O melhor de tudo isso é que é possível gerar esta mudança sem sofrimento, sem sacrifício, apenas mudando seus registros.
Então quem é que tem que mudar?
E o que você tem feito diante das atitudes que te incomodam? Está colocando no outro a culpa por suas frustrações e tristezas ou está pronta para ser livre, feliz e assumir que a mudança? Depende só de você.
LEIA TAMBÉM
Andrea Romão
Andrea Romão é psicóloga há mais de 20 anos, pós-graduada em Gestão de Pessoas, com certificações internacionais em Coaching, Programação Neurolinguística, Neurociência e EFT (Emotion Freedon Tecniques). Há dez anos, trabalha com reeducação emocional, ajudando adultos e crianças a entender e lidar com as suas emoções.
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
Caru: a primeira inteligência artificial criada para apoiar mães na vida real
Imagine ter uma rede de apoio disponível 24 horas por dia, direto no WhatsApp, pronta para responder às dúvidas do...
Já ouviu falar na regra 2-2-2? Dica simples pode salvar seu relacionamento
Com trabalho, filhos, compromissos e mil coisas na cabeça, se organizar para garantir um tempo de qualidade a dois é...
10 nomes de menina discretamente inspirados na Disney (e fáceis de usar no Brasil)
Como Moana e Elsa talvez fiquem muito evidentes, selecionamos opções menos óbvias, mas que têm relação com as personagens. Confira!
Co-parentalidade sem relacionamento amoroso ganha espaço: você toparia?
Aplicativos que conectam pessoas interessadas em ter filhos sem vínculo amoroso crescem e ampliam o debate sobre novos modelos de...






