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Nem Enzo, nem Valentina: os nomes de bebês que dominaram os registros em 2025 (e surpreenderam os pais)
Se, há alguns anos, os nomes Enzo e Valentina predominaram os registros de nomes de crianças, lotando as chamadas das salas de aulas, agora, nenhum dos dois está entre os dez nomes mais escolhidos por pais e mães. Em 2025, os nomes que dominaram as certidões de nascimento no Brasil apontam para outras preferências.
Pelo segundo ano consecutivo, Helena foi o nome mais registrado no país, ultrapassando 28 mil registros, segundo levantamento com base no Portal da Transparência do Registro Civil, elaborado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), que representa os cartórios de registro civil do país. O resultado chama atenção não apenas pelo volume, mas pelo simbolismo: trata-se de um nome clássico, com forte presença histórica, que voltou ao topo após décadas longe das primeiras posições.
A ascensão de Helena não aconteceu da noite para o dia. Há cerca de dez anos, o nome aparecia em 45º lugar no ranking nacional. Em 2017, subiu para 21º. Desde então, foi subindo, até alcançar o primeiro lugar. O movimento reflete a tendência de resgatar nomes clássicos, com sonoridade leve e fácil pronúncia. Tanto, que os próximos nomes dos dez mais escolhidos para meninas incluem Maitê, Cecília, Aurora, Alice e Laura.
Nomes curtos e globais em alta
Entre os meninos, a preferência também mudou. Ravi liderou o ranking masculino, ultrapassando Miguel, que costumava ocupar o topo. Depois, vêm Heitor, Arthur e Theo, nomes curtos, fáceis de escrever e pronunciar. Outra característica é que eles funcionam bem em diferentes idiomas, um detalhe que pesa para pais que pensam em um mundo cada vez mais conectado.
Outros nomes masculinos em alta são Gael, Bernardo, Davi, Noah e Samuel, com forte presença de referências bíblicas e internacionais, porém, com uma sonoridade moderna.
Segundo o presidente da Arpen-Brasil, Devanir Garcia, as escolhas de nomes refletem não apenas preferências individuais, “mas também tendências culturais, sociais e midiáticas que influenciam diretamente as famílias brasileiras”. Ao destacar a presença no ranking de nomes curtos e de fácil pronúncia, como Gael, Ravi, Theo, Noah e Maitê, a Arpen aponta busca crescente por simplicidade, sonoridade e conexão global. “A tendência combina tradição, especialmente por meio de nomes bíblicos, com a originalidade marcada pela influência de personalidades do universo digital”, afirma Garcia, de acordo com a Agência Brasil.
Se antes a moda girava em torno de nomes muito marcantes ou associados a personagens e celebridades, agora o movimento é outro: menos exagero, mais significado. E, ao que tudo indica, essa tendência deve continuar nos próximos anos.
Canguru News
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