5 pequenos hábitos que têm ajudado nossa família a reduzir o uso do celular

As mudanças não envolvem exatamente regras austeras e proibições e sim uma adaptação na forma de usar os aparelhos eletrônicos. Largar o celular é difícil, mas diminuir o uso já tem efeitos perceptíveis
Outra mudança foi estabelecer que tudo o que precisa ser feito com o celular é feito antes de entrarmos no carro Foto: Freepik

Todos os dias, a gente lê uma nova entrevista ou sai um novo estudo, com dados assustadores sobre os males causados pelo excesso de celular. Mas nem precisava. Se você tem crianças em casa, que já têm acesso às telas, provavelmente consegue perceber claramente os efeitos que elas geram no comportamento. A irritação, a agitação, a piora na qualidade do sono… É tudo visível. Mais visível do que gostaríamos. E as crianças não são as únicas vítimas. Nós, adultos, também ficamos facilmente viciados e sentimos o impacto.

Você já ouviu o termo “technoference”? O termo vem sendo usado por pesquisadores para descrever o quanto a tecnologia interfere nas interações do dia a dia. Sabe quando alguém fala com você e, no meio da frase, você pega o celular “só para ver uma coisa”? Acontece o tempo todo, com todo mundo. O problema não é o celular em si, mas o que ele interrompe. Isso acaba virando um padrão e passa uma mensagem que é horrível para um adulto e mais ainda para uma criança: a de que a tela é mais interessante do que quem está ali, na sua frente.

Diante disso, aqui em casa, tentamos encontrar maneiras de fugir um pouco disso. Eu sei que desconectar completamente é impossível. Eu trabalho com a internet, assim como meu marido. Além disso, ficamos de olho nas mensagens da família e dos amigos, usamos as redes sociais, assistimos a vídeos, buscamos informações… Há muito o que fazer com uma pequena telinha nas mãos.

Mas também não queria cair no outro extremo: regras rígidas, proibições difíceis de sustentar. Então começamos com ajustes possíveis, para os quais busquei referências (olha só!) na internet. Mas não é que tem dado certo?

Então, resolvi compartilhar o que tem ajudado, no nosso caso:

  1. “Estacionamento” para os eletrônicos

A primeira ideia foi criar um lugar fixo para os aparelhos. Parece bobo, mas muda os hábitos. Assim que chegamos em casa, celular, tablet e outros dispositivos vão direto para uma caixinha, que fica em cima de um móvel. Não ficam circulando de cômodo em cômodo, nem grudados na mão. O celular deixa de ser extensão do corpo e volta a ser um objeto.

  1. Falar em voz alta quando vamos fazer algo no celular

Nem sempre dá para ignorar o celular. Às vezes ele é ferramenta, como eu disse, de trabalho, agenda, mensagens importantes. A diferença foi começar a explicar isso em voz alta. “Só preciso conferir um horário aqui” ou “Vou responder uma mensagem rápida”.  Isso muda a forma como as crianças percebem o uso – e nós também! Crianças aprendem a interpretar o papel da tecnologia observando os adultos. Explicar o que está sendo feito mostra que o celular não é prioridade o tempo todo.

  1. Nada de celular na mesa

Essa se tornou a regra fixa mesmo, inegociável. Durante as refeições, os celulares ficam fora de alcance. Combinamos que não vale nem “dar aquela olhadinha rápida”. Não existe rápido. Sempre vira mais um clique, mais uma distração, mais uma quebra de conexão, em um momento importante, que é a hora de comer em família.

  1. Antes de entrar no carro

Outra mudança foi estabelecer que tudo o que precisa ser feito com o celular é feito antes de entrarmos no carro. Combinamos de responder mensagens, checar o que for necessário antes. O carro, então, virou um dos poucos lugares do dia com menos distração. Às vezes, a gente conversa. Às vezes, ficamos em silêncio. Às vezes, observamos a rua.

  1. A volta dos relógios

Quantas vezes você pega o celular para ver as horas e acaba perdido no feed das redes sociais, nas mensagens, nas notificações… E, no fim, nem lembra de ver as horas e passou 30 minutos ali. O relógio cumpre essa função e ajuda a ter menos distrações.

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Renata Menezes

É jornalista, entusiasta da maternidade e vive a intensidade (e as descobertas!) de ser mãe de um adolescente! Quando não está escrevendo aqui na Canguru News ou viajando com a família, você a encontrará nas quadras, recarregando as energias com suas amigas no time de handebol Master EG. Para ela, a maternidade é uma viagem constante — e ela adora compartilhar cada parada desse roteiro com nossas leitoras

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