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Geração da tristeza? Um em cada cinco adolescentes pensa que a vida não vale a pena, diz IBGE
A saúde mental dos adolescentes brasileiros preocupa e exige atenção das famílias. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), do IBGE, mostram que 18,5% dos jovens de 13 a 17 anos afirmaram pensar que a vida não vale a pena, enquanto 42,9% disseram se sentir irritados, nervosos ou mal-humorados com frequência. O levantamento ouviu 118.099 estudantes de 4.167 escolas públicas e privadas em todo o país e aponta um cenário de sofrimento emocional relevante entre adolescentes.
Além disso, cerca de três em cada dez jovens relatam tristeza frequente, o que reforça que sentimentos difíceis fazem parte da rotina de muitos adolescentes. Embora a adolescência seja uma fase naturalmente marcada por mudanças físicas, emocionais e sociais, a intensidade e a frequência desses relatos acendem um grande alerta. Quando ocorrem de forma persistente, esses sinais podem indicar transtornos, como ansiedade, depressão, estresse elevado ou dificuldades emocionais que precisam de acolhimento.
Bandeira vermelha
No dia a dia, alguns comportamentos podem funcionar como sinais de alerta e precisam ser observados:
- Irritação constante
- Mudanças bruscas de humor
- Isolamento
- Perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas
- Alterações no sono e no apetite
- Queda no rendimento escolar
- Falas negativas sobre si mesmo
- Sensação de desesperança
- Comentários de que “nada faz sentido” ou de que “a vida não vale a pena”
Tudo isso deve ser levado a sério! Acolha seu filho, sem minimizar o sentimento do adolescente, achando que “é uma fase”.
Como ajudar?
Diante desse cenário, a postura dos pais e cuidadores pode fazer toda a diferença. Abrir espaço para conversas, demonstrar interesse genuíno pelo que o adolescente sente e evitar julgamentos ajudam a criar um ambiente de confiança.
Validar emoções, mesmo quando parecem exageradas para os adultos, é um passo importante para que o jovem se sinta ouvido. Também é recomendável observar mudanças de comportamento ao longo do tempo, manter rotinas previsíveis e reduzir pressões excessivas relacionadas a desempenho escolar ou comparações.
Há ainda algumas atitudes práticas que podem proteger a saúde mental dos adolescentes. Incentivar boas noites de sono, limitar o uso excessivo de telas, estimular atividades físicas, promover momentos em família e favorecer a convivência com amigos são estratégias que ajudam na regulação emocional.
Quando o sofrimento persiste, buscar apoio profissional com psicólogos, pediatras ou serviços de saúde é essencial. Quanto mais cedo o adolescente recebe acolhimento e acompanhamento, maiores são as chances de prevenir o agravamento dos sintomas e promover bem-estar. Olhe para o seu adolescente. Às vezes, parece que não, mas ele precisa (e muito!) de você.
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