Artigos
Dizem que esta é a palavra que muita gente diz antes de morrer. Será que você advinha?
Em um dia qualquer, rolando o feed do Instagram, me deparei com um post que continha um depoimento de um médico intensivista. Segundo a publicação, depois de décadas trabalhando na UTI, ele, assim como outros profissionais da área, era capaz de saber se uma pessoa morreria em pouco tempo, se ela dissesse uma única palavra.
Do idoso acamado há anos ao rapaz que sofreu um acidente de carro, passando pela senhora que sofreu um AVC. Segundo o tal especialista, todos eles fizeram o exato mesmo chamado, poucas horas ou minutos antes do último suspiro: mãe.
Aquilo me tocou de uma forma, que fui entender se era verdade, se haviam estudos, análises, registros de padrão. Para a minha decepção, descobri que não existem evidências científicas robustas e confiáveis que atestem a informação como verdadeira, apesar de haver, sim, vários relatos.
Mas, depois, fiquei pensando: será que precisa de comprovação? Embora triste, achei poético, forte, simbólico que uma das primeiras palavras que aprendemos na vida seja também a última, em muitos casos. E isso faz sentido, se você for analisar o funcionamento do cérebro no final da vida.
Christopher Kerr, pesquisador e médico especialista em cuidados paliativos, dedicou anos a estudar experiências de pacientes próximos da morte e encontrou um padrão consistente: muitos relatam sonhos ou visões vívidas envolvendo pessoas queridas. Entre essas figuras, uma aparece com frequência notável — a mãe. No livro Death Is But a Dream, Kerr descreve como essas experiências tendem a trazer conforto, como se o cérebro buscasse referências afetivas profundas para atravessar esse momento.
Isso ajuda a entender por que, entre tantos relatos informais, uma palavra específica surge tantas vezes. Não que seja um sinal clínico confiável, mas como um reflexo emocional bem provável.
O significado vai além da linguagem porque vínculos primários são formados muito cedo e ficam profundamente associados à sensação de segurança, conforto, pertencimento, amor incondicional. Vale lembrar que nem sempre é a mãe, mas pode ser alguém que tenha ocupado esse papel. Faz sentido que em um momento em que enfrentamos o desconhecido, que pode ser assustador, a gente chame por ela.
Talvez a pergunta que mais importa não seja qual é a última palavra que a gente diz antes de morrer, mas o que fica quando quase tudo se apaga: a mãe.
Tem dúvidas sobre este assunto? Já acrescenta a Caru nos seus contatos agora (11) 95213-8516 ou CLICA AQUI e fala “oi” para a Caru
Canguru News
Desenvolvendo os pais, fortalecemos os filhos.
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
Antes de falar “não” para o álbum de figurinhas da Copa que seu filho pediu, você precisa ler isso
Para muitos adolescentes, o álbum não é apenas consumo: ele pode representar pertencimento, conexão social e até desenvolvimento de habilidades...
Feliz Dia das Mães? 9 em cada 10 brasileiras relatam burnout na maternidade
Levantamento revela níveis alarmantes de exaustão emocional entre mães no Brasil e reforça a urgência de discutir saúde mental materna...
Maternidade e solidão: como a Caru me ajudou a entender isso e a reduziu meu sentimento de isolamento
As ferramentas digitais, como assistentes de IA, obviamente não substituem as relações humanas, mas, se usadas da forma correta, podem...
Do fone de ouvido à imaginação: podcasts eróticos viram tendência entre as mulheres
Narrativas sensoriais para escutar ganham espaço e revelam muito sobre a conexão feminina com o próprio desejo










