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Desafios da primeira infância
A fase da vida que recebe o nome de primeira infância vai do tempo em que o bebê ainda está sendo gerado no útero até os 5 anos de idade. Segundo especialistas, é uma das etapas mais importantes do desenvolvimento infantil, pois será determinante sobre o progresso da criança nos anos seguintes. Sabendo disso, a pediatra Doutora Filó, que conta com uma longa fila de espera em seu consultório, pratica o que ela chama de pediatria geriátrica. “Quando vejo um bebê pela primeira vez, eu penso o que preciso fazer agora para que ele ainda esteja saudável aos 80 anos”, explica.
Além dos fatores genéticos do pai e da mãe, o estilo de vida do bebê nos primeiros 1 000 dias — que vão do início da formação intrauterina até a faixa dos 2 anos de idade — contribui diretamente para evitar ou incentivar o surgimento de patologias. E a principal ferramenta nessa fase é a alimentação. Estudos apontam que crianças que são amamentadas terão um Q.I. mais alto e menos riscos de desenvolver doenças como obesidade e diabetes no futuro. Mas, e quando a amamentação não é possível? “Isso não deve ser motivo de sofrimento. Basta pedir ao seu pediatra que receite uma fórmula o mais próximo possível do leite materno”, recomenda a médica. Quando a amamentação deixar de ser exclusiva e for possível introduzir outros alimentos, é preciso muita moderação com o açúcar, já que ele pode causar problemas ao fígado. Adoçantes também são contraindicados, por estar associados a algumas doenças inflamatórias do intestino.
Mas nem só de alimentação saudável é feita a primeira infância. Aos 3 anos, já se deve começar a praticar esportes, que contribuirão para a coordenação motora, o equilíbrio e os reflexos. Outro ponto importante é que nessa fase o pequeno começa a conhecer seus limites e os pais precisam mostrar que existem regras. “Um amor que permite tudo é leviano”, afirma Doutora Filó. Segundo ela, a criança não deve, por exemplo, ser exposta à televisão até os 2 anos. Depois disso, a orientação é que ela fique no máximo duas horas por dia em frente ao aparelho. “Conversar, brincar e socializar são tarefas muito mais importantes para o desenvolvimento que qualquer programa educativo.” O hábito de dormir cedo foi outro tópico levantado pela especialista. O ideal é que isso aconteça entre 20 e 21 horas. Assim, é provável que a criança se desenvolva de forma saudável e tenha muitos anos de vida para dar amor e orgulho aos pais.
Canguru News
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