Comunidade Caru: por que ter uma comunidade de mães faz tão bem

Entre grupos de WhatsApp, comunidades no Instagram e amizades construídas pela maternidade, o apoio de outras mães pode reduzir a sensação de solidão, fortalecer o bem-estar emocional e criar um espaço seguro para dividir dúvidas, medos e conquistas

“Mais alguém está passando por isso?”. É indescritível a sensação de quando outra mãe responde, dizendo que sim. Às vezes, muitas mulheres viveram o que você achava que era uma experiência só sua. Isso acontece todos os dias em conversas de mães nas redes sociais ou em grupos – e é muito poderoso! Mesmo sem um abraço presencial, existe acolhimento, identificação, um senso de comunidade.

As redes sociais têm muitos defeitos e a gente sabe bem disso, mas, às vezes, elas também ajudam, funcionando verdadeira rede de apoio virtual. Para muitas mães, especialmente aquelas que moram longe da família ou têm pouco tempo para sair de casa, esses espaços se tornaram um colo possível nos dias difíceis.

A maternidade pode ser solitária

Apesar de estarmos mais conectadas do que nunca, muitas mulheres descrevem a maternidade como um período de isolamento. A rotina muda, as amizades se transformam e nem sempre a rede de apoio presencial está disponível. Nesse contexto, conversar com outras mães vale ouro. Não é que elas tenham todas as respostas. A questão é que oferecem algo igualmente valioso: a sensação de ser compreendida.

E até a ciência já demonstrou isso. Uma ampla revisão que reuniu 51 estudos encontrou uma associação consistente entre maior suporte social e menores índices de sintomas de depressão e ansiedade durante a gestação e o pós-parto. O apoio vindo de parceiros, familiares, amigos e também de outras mães apareceu como um fator de proteção para o bem-estar emocional.

Pode parecer contraditório, mas um grupo de WhatsApp ou uma comunidade no Instagram pode diminuir a sensação de solidão. Outra revisão científica que analisou pesquisas sobre comunidades maternas online mostrou que esses espaços oferecem principalmente dois tipos de apoio: emocional e informacional. As mães relataram sentir acolhimento, pertencimento e conexão com mulheres que viviam experiências semelhantes, além de encontrar um ambiente seguro para fazer perguntas que, muitas vezes, tinham vergonha de fazer em outros lugares.

É nesse lugar que você pergunta, sem medo, se os outros bebês também acordam de hora em hora, que você desabafa depois de uma consulta difícil ou que comemora uma pequena conquista que só outras mães entendem, como o primeiro cocô no penico.  Nem sempre alguém resolve o problema, mas quase sempre alguém responde: “Aqui também.”

Toda mãe precisa de outra mãe

Uma boa comunidade não serve apenas para trocar indicações de pediatra ou receitas de lancheira. Os grupos também ajudam a normalizar emoções que muitas mulheres acreditam viver sozinhas: culpa, medo, cansaço, insegurança e até a ambivalência de amar profundamente um filho e, ao mesmo tempo, sentir vontade de descansar.

Pesquisas recentes sobre apoio entre pares mostram que mulheres que participam de intervenções conduzidas por outras mães apresentam redução nos sintomas de ansiedade e depressão, tanto em grupos presenciais quanto em formatos online. Isso acontece porque a identificação gera algo difícil de medir, mas fácil de sentir: pertencimento.

É claro que a rede presencial continua sendo importante para oferecer ajuda prática — ficar com a criança por uma hora, preparar uma refeição ou acompanhar uma consulta. Já a comunidade virtual costuma preencher outra necessidade: a de ser ouvida por pessoas que realmente entendem aquele momento.

Para mães atípicas, por exemplo, esses grupos podem ser ainda mais significativos. Compartilhar experiências sobre terapias, inclusão escolar, diagnósticos e direitos ajuda muitas famílias a encontrarem informação e acolhimento ao mesmo tempo.

O cuidado, porém, é lembrar que experiência não substitui orientação médica. Comunidades são excelentes para trocar vivências, mas decisões sobre saúde devem sempre ser tomadas com profissionais.

Comunidade Caru. Faça parte agora!!!

A maternidade nunca foi pensada para ser vivida sozinha. Há séculos, é algo que acontece em comunidade: entre vizinhas, irmãs, avós e amigas. Hoje, parte desse encontro também acontece pela tela do celular. É ali que você pode vivenciar o alívio de lembrar que, do outro lado, existe alguém disposto a dizer: “Você não está sozinha”. Entra agora na Comunidade Caru (CLIQUE AQUI) e entenda porque uma rede e apoio de mães e especialistas faz toda a diferença. Confira a agenda do mês de setembro: 

Agenda de setembro

01/09 — Abertura oficial da Comunidade Caru e apresentação do tema
04/09 — Dica para o fim de semana
09/09 — Conteúdo especial: Quem cuida de quem cuida?
11/09 — Dica para o fim de semana
15/09 — Perguntas e reflexões para o especialista
17/09, às 12h — Live Caru sobre autocuidado, saúde emocional e sobrecarga materna com o psiquiatra Dr. Luis Carlos Murari
18/09 — Dica para o fim de semana
24/09, às 20h — Café com Especialista (Dr. Luis Carlos Murari), encontro exclusivo pelo Google Meet para as mães da comunidade
25/09 — Dica para o fim de semana
30/09 — Fechamento do mês e reflexão sobre os aprendizados do ciclo

Além dessas datas, durante todo o mês teremos enquetes, conversas, perguntas e trocas no grupo principal da comunidade.

Quer participar?

A entrada na Comunidade Caru é gratuita.

👉 Entre para a comunidade: https://chat.whatsapp.com/IM3vRHnrOQ77Z6jF4Jlq48?s=cl&p=i&mlu=0

Venha participar no seu tempo. Aqui, você pode conversar, perguntar, compartilhar ou simplesmente acompanhar. 💛

 

Renata Menezes

É jornalista, entusiasta da maternidade e vive a intensidade (e as descobertas!) de ser mãe de um adolescente! Quando não está escrevendo aqui na Canguru News ou viajando com a família, você a encontrará nas quadras, recarregando as energias com suas amigas no time de handebol Master EG. Para ela, a maternidade é uma viagem constante — e ela adora compartilhar cada parada desse roteiro com nossas leitoras

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