Artigos
Como a menopausa vai mudar a sua pele (e o que você precisa fazer para cuidar melhor dela)
Todo mundo sabe que a menopausa vem com sintomas como ondas de calor, oscilações no sono e mudanças de humor. Mas quase ninguém fala de outra transformação, que afeta muitas mulheres: a pele deixa de responder da mesma forma aos cuidados de sempre.
É como se, de repente, aquele hidratante que você adorava, simplesmente, parasse de ter qualquer efeito. A firmeza diminui, as linhas ficam mais marcadas e a sensação de ressecamento aumenta. Infelizmente, não é só impressão. A pele muda mesmo e a principal responsável é a queda do estrogênio, hormônio que desempenha um papel essencial na produção de colágeno, elastina e na hidratação.
Segundo a dermatologista Isadora Rosan, do Einstein Hospital Israelita em Goiânia, essa mudança pode ser bastante significativa. “Alguns estudos mostram que pode haver uma perda de cerca de 30% do colágeno da pele nos primeiros cinco anos após a menopausa, além de uma redução progressiva da espessura dérmica ao longo dos anos, provocada naturalmente pelo envelhecimento”, aponta.
Mas antes de se desesperar, saiba que entender o que acontece com a pele permite adaptar os cuidados e envelhecer com mais conforto e saúde.
A pele pode mudar antes mesmo da menopausa
Muitas mulheres acreditam que as alterações começam apenas depois da última menstruação. Na verdade, o mais normal é que isso comece a ser notado ainda na perimenopausa, período de transição em que os hormônios passam por oscilações importantes. Já nessa fase, a pele pode começar a perder luminosidade, elasticidade e hidratação.
“É nesse período que as flutuações hormonais começam a provocar os primeiros sintomas. Com o passar do tempo, eles tendem a se intensificar e se somar ao envelhecimento natural da pele”, explica o ginecologista Igor Padovesi, membro da Sociedade Internacional de Menopausa (IMS).
Os cuidados do dia a dia fazem diferença
Não existe uma fórmula capaz de impedir completamente o envelhecimento da pele, mas alguns hábitos ajudam a desacelerar esse processo. Entre eles, o mais importante continua sendo o uso diário de protetor solar. A radiação ultravioleta acelera a degradação do colágeno e favorece o envelhecimento precoce.
Além disso, especialistas recomendam:
- Manter uma alimentação rica em proteínas e antioxidantes;
- Praticar atividade física regularmente;
- Dormir bem;
- Controlar o estresse;
- Evitar o cigarro, que reduz a produção de colágeno e elastina e acelera o envelhecimento cutâneo.
Cosméticos ajudam, mas não operam milagres
Um erro comum é acreditar que um único creme será capaz de resolver todas as mudanças hormonais. Na verdade, o tratamento é uma combinação de rotina de cuidados e, quando necessário, procedimentos médicos.
Entre os ativos com melhores evidências científicas estão os retinoides, vitamina C, niacinamida e alfa-hidroxiácidos. Mas atenção: a escolha deve ser feita de forma individualizada, levando em conta idade, tipo de pele e intensidade das alterações.
Quando indicados pelo dermatologista, procedimentos como bioestimuladores de colágeno, toxina botulínica, lasers, radiofrequência, ultrassom microfocado e preenchimento com ácido hialurônico também podem trazer benefícios.
“Os bioestimuladores de colágeno, a toxina botulínica, os lasers, a radiofrequência, o ultrassom microfocado e os preenchedores de ácido hialurônico oferecem ótimos resultados”, destaca Isadora Rosan.
Reposição hormonal também pode refletir na pele
Para mulheres que têm indicação médica, a terapia de reposição hormonal pode trazer benefícios que vão além do alívio das ondas de calor e de outros sintomas da menopausa.
Ao compensar parte da queda do estrogênio, o tratamento pode melhorar a hidratação, a elasticidade e a espessura da pele, além de potencializar os resultados de outros cuidados dermatológicos.
Mas Igor Padovesi faz um alerta: “A indicação deve ser feita de forma individualizada, após avaliação médica”.
Não se trata de buscar uma pele “como antes” e sim de ter um olhar mais realista para essa fase da vida. Segundo os especialistas, o importante é entender que as mudanças são naturais. Adaptar os cuidados é a melhor estratégia para preservar a saúde da pele — e a autoestima — ao longo dos anos.
Fonte: Agência Einstein
Canguru News
Desenvolvendo os pais, fortalecemos os filhos.
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
Teste do pezinho: uma gotinha que muda tudo
Feito ainda nos primeiros dias de vida do bebê, o exame pode identificar doenças raras e silenciosas antes que elas...
Alerta para pais e mães: você já ouviu falar em um app de mensagens chamado “Zangi”?
Influenciadora e ativista pela proteção da infância nas redes, Sheylli Caleffi compartilhou relatos de mães que afirmam que crianças...
Quatro escolas brasileiras chegam à final de prêmio internacional de educação
Instituições do Rio de Janeiro, Amazonas, Mato Grosso e Pará estão entre as 50 finalistas do World's Best School Prizes...
Agendar o sexo mata o romance?
Especialistas afirmam que reservar tempo para o casal não significa transformar o sexo em obrigação. Pelo contrário: pode ser uma...










