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Emicida e Drik Barbosa lançam música contra o trabalho infantil
Nesta sexta-feira (12), é o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. E o rapper Emicida, em parceria com a cantora Drik Barbosa, está lançando a música “Sementes”. A faixa foi gravada especialmente para a campanha nacional de combate ao trabalho infantil, que é realizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), em parceria com a Justiça do Trabalho, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI).
A Constituição brasileira proíbe que menores de 16 trabalhem, exceto maiores de 14 anos que são aprendizes. Mas dados de 2016 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que cerca de 2,4 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos estavam em situação de trabalho infantil naquele ano. Os números demonstram a importância de conscientizar a população sobre o tema e de cobrar do Estado maior proteção às crianças, com o aprimoramento de medidas de combate ao trabalho infantil.
Leia também – Pandemia pode levar 86 milhões de crianças à situação de pobreza até fim de 2020
Com a pandemia do novo coronavírus, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) está alertando para um risco de aumento do trabalho infantil no Brasil. Entre as principais causas para um possível agravamento do cenário atual estão o fechamento das escolas e a crise econômica, que podem forçar as crianças a procurarem trabalho. O UNICEF reforça a necessidade do monitoramento da situação no país e também da união de setores públicos e privados no combate ao trabalho infantil.
Segundo o UNICEF, os mais afetados pelo problema do trabalho infantil são as crianças negras. Isso é abordado na letra da música “Sementes”, como pode ser visto nos versos “em maioria, jovens pretos de periferia” e “trabalho infantil é um crime e tem cor e endereço”. Na música, as sementes representam as crianças. Elas estão em desenvolvimento e não devem sofrer pressão enquanto floresce.
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Heloisa Scognamiglio
Jornalista formada pela Unesp. Foi trainee do jornal O Estado de S. Paulo e colaboradora em jornalismo da TV Unesp. Na faculdade, atuou como repórter e editora de internacional no site Webjornal Unesp e como repórter do Jornal Comunitário Voz do Nicéia. Também fez parte da Jornal Jr., empresa júnior de comunicação, e teve experiências como redatora e como assessora de comunicação e imprensa.
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