5 livros infantis brasileiros entre os melhores do mundo

Títulos foram selecionados por júri internacional especializado na edição deste ano da Feira do Livro Infantil de Bolonha, na Itália
A literatura segue sendo um convite potente para imaginar, sentir e crescer Foto: Magnific

A Feira do Livro Infantil de Bolonha, na Itália, é considerada a mais importante do mundo quando o assunto é literatura infantil e juvenil. Todos os anos, o evento reúne editoras, autores e ilustradores de diversos países, além de especialistas que analisam e destacam as obras mais relevantes do cenário global. Estar entre os selecionados não é apenas um reconhecimento: é um selo de qualidade que projeta livros para o mercado internacional e reafirma a força criativa de um país.

Na edição mais recente, cinco títulos brasileiros estão entre os 150 escolhidos por um júri internacional especializado, colocando o Brasil em evidência com histórias que transitam entre o poético, o social e o cultural e que dialogam profundamente com o universo da infância.

A presença desses títulos na seleção da Feira de Bolonha reforça não só a qualidade da produção editorial brasileira, mas a importância de oferecer às crianças histórias diversas, que representem diferentes culturas, vivências e formas de ver o mundo. Em tempos de tantas telas, a literatura segue sendo um convite potente para imaginar, sentir e crescer.

Veja quais livros apareceram na lista deste ano:

Azul Haiti, de Paty Wolff (Companhia das Letrinhas)

“Minha mãe conta um mar de histórias sobre sua família no Haiti, país onde ela cresceu e nasceu.” É com essa frase que Wolff começa o livro, resgatando uma dessas histórias para falar com as infâncias sobre a imigração haitiana para o Brasil, motivada por desastres climáticos e más condições socioeconômicas. 

Eugênio, de Everson Bertucci (Editora Peirópolis)

Quem teria a coragem de ir até o misterioso alto do Mirante da Serra? Naquele lugar, dizia-se, morava um bruxo, que levava uma vida totalmente isolada, até o dia em que a pipa de Olívia voou até lá e acabou caindo bem em cima do telhado da casa rosa onde morava o enigmático Eugênio. E agora? Ficar sem o seu brinquedo é que ela não poderia! Não havia outro jeito senão enfrentar o que todos imaginavam ser um grande perigo.

Menino onça, onça menino, de Nara Aragão, Renata Roberta e Guilherme Lira. (Editora Boitatá)

O menino Kiné vaga pela misteriosa e encantada mata de Mungará. Procurando sorte e felicidade, ele se depara com a onça Marzul, que busca sua própria beleza. A partir deste encontro inusitado e do estranhamento inicial, uma bela amizade se desenvolve. Afinal, Kiné se reconhece em Marzul e Marzul se reconhece em Kiné. Neste livro a mata é presença viva, e o encontro entre menino e onça abre espaço para que cada criança se olhe e olhe o outro com cuidado, compreendendo suas buscas e caminhadas.

Nuvem de areia, de Otávio Júnior e Anna Cunha (Pequena Zahar)

Uma notícia inesperada trazida pelo vento desperta a curiosidade de um menino: uma nuvem de areia do deserto do Saara está a caminho do Brasil. Intrigado com o fenômeno, ele se pergunta como algo tão distante pode cruzar o Atlântico e chegar até sua praia.
Movido pela imaginação e pela vontade de entender esse mistério, o menino embarca em uma jornada de descobertas.

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Teko Hypy: a origem do mundo, de Patrícia Yxapy, Leandro Kuaray, Ariel Kuaray e Sophia Pinheiro, (Editora Boitatá)

Em Teko hypy, a origem do mundo é apresentada segundo a cultura mbyá-guarani, com base em narrativas poéticas passadas de geração em geração, em rodas de conversa junto ao fogo: a partir da espiga de milho, a divindade Nhanderú Tenondé criou todas as pessoas – indígenas e não indígenas – para viverem juntas no mundo imperfeito. Trata-se de uma visão não ocidentalizada e não hegemônica da criação do universo.

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