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Varíola dos Macacos: sintomas e lesões na pele que a doença provoca
O Brasil já confirmou alguns casos sobre a varíola dos macacos e muitas dúvidas e medos surgem juntos com essa doença. Para entender melhor o assunto elaborei esse texto exclusivo para vocês,
A varíola dos macacos é uma doença infecciosa que passa de animais para humanos. O vírus responsável é da mesma família do vírus que causou a varíola humana no passado e que já está erradicada há mais de 40 anos.
A varíola dos macacos é considerada muito mais leve e menos contagiosa que a varíola humana, que tinha uma taxa de mortalidade de aproximadamente 30% contra menos de 1% de taxa de mortalidade da varíola dos macacos, que circula fora da África.
A varíola dos macacos foi identificada pela primeira vez em humanos em 1970 na África, onde atualmente é endêmica, o que significa que circula de forma constante desde então nas regiões centrais e ocidentais da África.
Os sintomas mais comuns que ocorrem nas pessoas afetadas pela varíola dos macacos são: febre, cansaço, dor de cabeça, dor no corpo, tosse, coriza e congestão nasal.
Entre 1 e 5 dias após o aparecimento da febre geralmente aparecem lesões na pele que chamamos em termos médicos de rash cutâneo ou exantema.
Sobre as lesões:
- Primeiramente tem forma de pápulas (pequenas lesões avermelhadas) e logo evoluem para: vesículas (lesões na pele com “’água” dentro), pústulas (lesões que lembram uma espinha), úlceras e lesões com casca (lesão madura), podendo lembrar a nossa velha conhecida catapora.
- Normalmente, essas lesões começam no rosto e descem para o resto do corpo, mas podem se iniciar na área genital.
- Podem ser acompanhadas de muita coceira e de gânglios no pescoço e região inguinal.
Para alguém ser contaminado com a varíola dos macacos é necessário contato próximo com secreções do doente ou gotículas do sistema respiratório. Por isso, não é uma doença considerada de fácil transmissibilidade.
Normalmente a incubação, ou seja, o período entre a contaminação e o desenvolvimento dos sintomas é de 5 a 21 dias.
Para fazer o diagnóstico é necessário uma boa história clínica e exame físico. Para comprovação diagnóstica é feito um teste de PCR específico que só alguns laboratórios públicos realizam por ora, como o Adolfo Lutz, em São Paulo.
Por ser um vírus, não existe tratamento específico e as medicações usadas são apenas para amenizar os sintomas até que o nosso sistema imune dê conta do recado. Quando uma pessoa tem doença de base séria e/ou grande risco de complicações alguns antivirais podem ser utilizados.
O doente é considerado curado e pode voltar para as suas atividades habituais quando não tiver nenhuma lesão com casca pelo corpo.
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Marcela Ferreira Noronha
Pediatra, educadora parental e nefrologista infantil. Mãe do Lucas e da Isabela. Formada em medicina pela Universidade São Francisco (SP) em 2006, com residência em pediatria pelo Hospital Menino Jesus de São Paulo, e especialização em nefrologia infantil pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Educadora Parental certificada pela Positive Discipline Association. Fez pediatria por vocação e tem como missão de vida tornar crianças e adultos felizes, respeitosos, com inteligência emocional, senso comunitário, física e emocionalmente saudáveis.
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