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Vacinas respiratórias: as diferenças entre os imunizantes contra gripe, pneumococo e VSR
Se você e sua família não ficaram gripados recentemente, com certeza, conhecem alguém que ficou. O outono chegou há pouco tempo, mas a temporada de doenças respiratórias veio com tudo. Difícil olhar para o lado e não notar alguém tossindo, assoando o nariz ou usando máscara (um dos aprendizados importantes da pandemia). Isso quando não é você mesmo passando por tudo isso.
E não é só por aí. Segundo o boletim InfoGripe da Fiocruz, 14.370 casos graves de infecções respiratórias já haviam sido notificados no Brasil, nos primeiros meses de 2026, sendo que 35% apresentaram resultado positivo para algum vírus respiratório. Entre os casos confirmados, cerca de 20% foram associados à Influenza A e aproximadamente 1,7% à Influenza B, os dois principais tipos do vírus responsáveis pelas epidemias sazonais de gripe.
Entre os bebês e crianças menores de 2 anos, os números também acendem um alerta: os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) têm crescido no país, com impacto especialmente forte nesta faixa etária. O vírus sincicial respiratório (VSR) aparece como um dos principais responsáveis pelas internações, reforçando a vulnerabilidade dos pequenos a complicações respiratórias. Em alguns levantamentos, mais da metade das notificações de SRAG se concentram justamente nesse grupo, o que evidencia a necessidade de atenção redobrada a sintomas e, principalmente, às estratégias de prevenção, como a vacinação e o acompanhamento pediátrico.
“Nenhuma vacina isolada é capaz de conferir proteção contra a totalidade das enfermidades respiratórias. Cada uma possui uma função distinta, combatendo agentes virais ou bacterianos específicos. É por esse motivo que, frequentemente, as vacinas devem ser vistas como aliadas que se somam, e não como opções que se anulam”, explica a infectologista Luísa Chebabo, dos laboratórios Sérgio Franco e Bronstein, da Dasa, no Rio de Janeiro.
Há diversas vacinas contra doenças respiratórias disponíveis tanto no sistema público, quanto na rede privada. Mas quais delas são mais importantes? Elas podem ser tomadas juntas? Quem deve receber as doses e quando? Calma, que a gente explica!
Quais vacinas respiratórias fazem parte da infância?
Desde cedo, o calendário vacinal inclui imunizantes fundamentais para proteger o sistema respiratório das crianças. Entre os principais, estão:
Pentavalente
Protege contra difteria, tétano, coqueluche e infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae tipo b (Hib), que pode provocar quadros respiratórios graves e meningite.
Vacina pneumocócica
Essencial para prevenir doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, como pneumonia, otite e meningite. Está disponível gratuitamente no SUS para crianças pequenas.
Vacina da gripe (influenza)
Indicada a partir dos 6 meses de idade, protege contra os principais vírus da gripe em circulação e ajuda a reduzir complicações respiratórias — especialmente importantes em bebês e crianças menores.
Vacina contra Covid-19
Também integra o calendário para algumas faixas etárias e contribui para evitar formas graves da doença.
E o vírus sincicial respiratório (VSR)?
O VSR é uma das principais causas de bronquiolite em bebês e pode levar a quadros graves, especialmente nos primeiros meses de vida. Ainda não há vacinação direta para bebês no calendário rotineiro, mas existe uma estratégia importante: a imunização de gestantes, que permite a transferência de anticorpos para o bebê ainda durante a gravidez.
Pode tomar mais de uma vacina?
Sim. Uma dúvida comum entre pais é se a combinação de vacinas pode “sobrecarregar” o organismo infantil, mas isso é um mito. Diferentes vacinas podem ser aplicadas no mesmo período, com segurança e sem prejuízo à eficácia.
Por que manter o calendário em dia?
Manter a vacinação atualizada é uma das formas mais eficazes de proteger as crianças contra doenças potencialmente graves. Além de reduzir o risco de infecção, as vacinas diminuem a chance de hospitalização e complicações, especialmente em épocas de maior circulação de vírus.
Acompanhar o calendário vacinal e seguir as recomendações pediátricas é um cuidado essencial, não só para a saúde individual da criança, mas para toda a comunidade. Já conferiu a carteirinha do seu filho hoje?
Tem dúvidas sobre este assunto? Já acrescenta a Caru nos seus contatos agora (11) 95213-8516 ou CLICA AQUI e fala “oi” para a Caru
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