Sushi pesa mais no orçamento do que fralda?

Hot roll, temaki e sushi têm caído no gosto das crianças mais cedo e, para algumas famílias, a moda gastronômica virou despesa fixa. Entenda por que isso acontece e entenda se é possível acolher o gosto dos pequenos com equilíbrio
A febre das crianças que amam comida japonesa
Foto: Freepik
A febre das crianças que amam comida japonesa Foto: Freepik

A onda é tão forte que já virou até meme. Você certamente já se deparou com pais e mães de crianças pequenas, mostrando os filhos devorando comida japonesa, com legendas como: “Acha a fase da fralda e do leite cara? Espere até ele (a) começar a gostar de sushi”. E o consumo tem se tornado mesmo uma preferência gastronômica comum, cada vez mais cedo. Crianças de 5 ou 6 anos dominam os palitinhos ou “hashis” com total habilidade. 

Além de ser um alimento visualmente atraente, fácil de comer e muitas vezes servido em porções pequenas, características que costumam agradar o público infantil, o açúcar presente no tempero do arroz e em alguns molhos, ajudam a atrair o paladar nessa faixa etária. A mudança no perfil de consumo também pode ser explicada pelo fato de que hoje as famílias têm mais acesso a culinárias globais – o que ajuda a moldar novos hábitos e experiências. No entanto, comer fora com frequência tem peso real no orçamento: uma parte significativa dos gastos familiares já vai para alimentação em restaurantes e delivery.

Aprecie com moderação

Rodízios e pratos prontos em restaurantes japoneses costumam variar bastante, mas menus de rodízio em grandes centros giram de R$80 – R$120 por pessoa em almoços e finais de semana (há opções mais baratas e outras bem acima disso). Se uma família de quatro (dois adultos e duas crianças que pagam meia ou quase inteira) for a um rodízio uma vez por semana, a conta mensal pode facilmente ultrapassar os R$1.500 só em saídas para comer sushi — sem contar delivery e bebidas.Para famílias com orçamento apertado, despesas regulares com restaurantes podem exigir ajustes. 

Em restaurantes de qualidade, os produtos frescos, como peixes, grãos e legumes não são violões da alimentação da crança. Mas é preciso ficar atento à frequência e quantidade, já que boa parte da base dos pratos levam açúcar, molho de soja com alto teor de sódio e os menus incluem frituras, como hot roll e tempurá. O preço pode ser muito mais alto do que apenas dinheiro. Equilíbrio é fundamental. 

Como equilibrar o prazer das crianças e as finanças

  1. Transforme o sushi em evento, não em rotina. Limitar saídas para ocasiões especiais mantém o elemento lúdico e controla gastos. 
  2. Faça versões “caseiras” divertidas. Temaki de arroz com legumes, uramakis de frango grelhado ou arroz temperado com ingredientes infantis são econômicos e agradam às crianças.  
  3. Poke em casa. Cortar os peixes e moldar sushis pode ser complicado, mas o poke pode ser uma alternativa fácil de fazer em casa. Dá para comprar peixes frescos, preparar o arroz oriental e comer com ingredientes variados, em tigelas.   
  4. Use a regra do bolso visível. Mostre o preço de cada opção (em delivery, por exemplo) e envolva a criança na escolha do que vale a pena. Ensinar no ato ajuda na educação financeira. 
  5. Varie a alimentação em casa. Apresente outros tipos de pratos, para estimular e ampliar a variedade do paladar da criança – e da família toda. 

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