“Pode nadar depois de comer?” O que os pais realmente precisam saber

Todo mundo já precisou esperar, ansioso, por horas depois do almoço para voltar a brincar na água. Será que precisa mesmo?
Criança comendo na piscina
Foto: Freepik
Criança comendo na piscina Foto: Freepik

 

Meia hora, uma hora, duas horas… Quanto tempo seu filho precisa esperar para entrar na piscina ou no mar depois de uma refeição? O conselho de que há um intervalo a aguardar para evitar a congestão percorre gerações. Mas será que faz mesmo sentido? A pediatra Daniella Ramos, de Lorena (SP), esclarece: “Não é a comida que causa o problema”, mas sim situações específicas que aumentam o risco de acidente dentro da água.

Segundo a especialista, o problema não está no alimento em si, mas no que acontece quando a pessoa entra de forma brusca em água fria logo após a refeição. Essa mudança rápida de temperatura pode provocar tontura, queda de pressão e até desmaio. Dentro da água, isso pode passar despercebido, aumentando o risco de afogamento. 

A International Life Saving Federation, organização internacional de segurança aquática, reforça que se trata de um mito, afirmando que não há evidências científicas de que comer antes de nadar aumente o risco de afogamento. Segundo a insituitção, embora possa causar desconfortos gastrointestinais, não há estudos documentados ligando diretamente a ingestão de comida ao afogamento.

Após comer, o corpo direciona mais sangue ao sistema digestivo, e isso pode causar sensação de peso, sonolência ou mal-estar se a pessoa entrar na água fria ou se engajar em atividade física intensa logo depois. 

Como entrar na água de forma segura

Com base no que é realmente comprovado pela ciência sobre o assunto, a pediatra Daniella Ramos recomenda cuidados simples, que fazem toda a diferença para evitar riscos:

  • Entrar na água devagar — não mergulhar de forma brusca. 
  • Evitar mergulhos em água muito fria imediatamente após a refeição, especialmente se a refeição foi pesada. 
  • Supervisionar sempre as crianças, porque muitas vezes elas não conseguem expressar o que estão sentindo. 

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