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Pais que se envolvem têm menos problemas de saúde mental e física
A convivência intensa na quarentena fez com que muitos pais se envolvessem mais ativamente na vida dos filhos. Ainda que essa não seja a realidade de todas as famílias, sabe-se que a participação dos pais no dia a dia dos filhos pode trazer várias vantagens a todos os envolvidos. Não à toa, conceitos como paternidade ativa se mostram cada vez mais mais presentes na sociedade e geram debates que buscam conscientizar os pais da sua importância na criação dos filhos ao longo de toda a vida.
Segundo o relatório “Situação da Paternidade no Mundo“, produzido pela Promundo, ONG que atua em defesa da igualdade de gênero, pais que cultivam conexões próximas e não-violentas com os filhos produzem efeitos positivos sobre as crianças, favorecendo as relações que elas estabelecerão quando adultas. As meninas se sentem mais empoderadas e os meninos tendem a crer mais na igualdade de gênero e a compartilhar o trabalho de cuidado não remunerado, se eles viram o pai fazendo o mesmo.
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Os benefícios desse maior comprometimento se estendem aos próprios pais: eles tendem a viver mais, melhoram sua saúde física e mental, a vida sexual e ainda são menos propensos ao abuso de drogas. Também aumentam as chances de serem mais produtivos no trabalho. De acordo com a pesquisa, os homens que se engajam nas tarefas da casa e cuidados dos filhos afirmam, inclusive, que essas atividades são uma das fontes mais importantes de bem-estar e felicidade.
“A parentalidade positiva, ativa e mais afetiva tem um papel fundamental na formação de um indivíduo”, diz a psicóloga e educadora parental Fernanda Teles. Ela explica que a figura paterna tem a função de mediar as experiências do filho com o mundo, dando a ele a oportunidade de conviver com modelos comportamentais que poderão servir de exemplo de interação com o ambiente de forma respeitosa, ajustada, equilibrada e amorosa.
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Pai deve garantir que a criança cresça em um espaço seguro
A participação dos pais, porém, não deve se resumir apenas a estar com o filho ou próximo dele, mas sim ter uma presença genuína e fazer com que a criança cresça em um espaço seguro, percebendo o pai como uma referência. “O pai que está presente, que escuta o que o filho tem a dizer, que sabe ser firme e gentil, acompanha a rotina e incentiva atividades é um exemplo na vida de uma criança”, relata a psicóloga.
Ela ressalta que o pai, ao exercer de forma verdadeira o seu papel, pode transformar a si e as relações ao seu redor. “O pai é chamado a ressignificar suas experiências vividas dentro de uma sociedade patriarcal, quebrar ciclos de uma educação punitiva. Essa tomada de consciência muda tudo e é extremamente libertadora para o exercício da paternidade”, comenta Fernanda.
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Verônica Fraidenraich
Editora da Canguru News, cobre educação há mais de dez anos e tem interesse especial pelas áreas de educação infantil e desenvolvimento na primeira infância. Tem um filho, Martim, sua paixão e fonte diária de inspiração e aprendizados.
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