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‘O diagnóstico não é o fim, é um novo começo’
Assim como para muitas outras mães, não foi fácil para Mônica Pitanga receber o diagnóstico de que a filha Luísa tinha uma doença rara. A primeira reação foi de achar que havia um erro no exame e que ele deveria ser repetido. O sentimento de negação logo veio à tona, e de diversas maneiras Mônica tentou fazer com que a filha, que também tem uma deficiência física, pudesse levar uma vida o mais “normal” possível, até perceber que esse não era o melhor caminho a seguir.
“Os pais sem saber acabam na ansiedade de tentar normalizar o filho, entopem ele de terapias para reduzir a sua deficiência o máximo possível. Muitos nem sabem que isso é capacitismo e acabam reproduzindo, sofrendo sem saber, daí a importância de falar sobre o tema”, avalia.
Num momento difícil em que Luísa sofria bullying na escola e Mônica tinha ainda de cuidar dos outros dois filhos mais novos, ela decidiu se dedicar aos estudos, fazendo cursos de disciplina positiva e parentalidade positiva. Para ajudar também outras famílias, se certificou como educadora parental e, em 2018, criou o projeto de inclusão Mova-se.
No vídeo, ela fala sobre sua história, o que é o capacitismo, o preconceito com a deficiência ao longo dos anos e a atuação como educadora parental. Comenta ainda do desafio que é conscientizar a sociedade para mudar a forma como lidamos com as pessoas com deficiência. A entrevista, realizada pela jornalista Malu Delgado, faz parte da série “Conversas sobre parentalidade”, gravada durante o 3° Congresso Internacional de Educação Parental, em São Paulo.
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Canguru News
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