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Não importa onde seu filho pegou piolho: 7 dicas para acabar com eles
Piolho não pede licença. É só a criança aparecer com coceira na cabeça para começar a investigação: “Será que pegou na escola?”, “Foi na casa de algum amigo?”, “Alguém aqui em casa também está com?”. Nesta semana, o assunto ganhou as redes sociais depois que Luana Piovani mostrou ter encontrado piolhos no cabelo da filha, Liz, após a menina passar um período com o pai, Pedro Scooby.
A situação acabou virando uma discussão pública entre os dois. Luana afirmou que encontrou os parasitas quando reencontrou os filhos, enquanto Scooby disse que Liz já teria chegado ao Brasil com piolhos, vindos de Portugal, e que a família havia iniciado os cuidados para eliminá-los.
Mas, independentemente de onde a infestação começou, o importante é tratar o problema. Aqui em casa, as crianças já pegaram piolho e foi um Deus nos acuda. Tentamos de tudo, mas demorou para conseguirmos nos livrar dos insetos. A família inteira acabou pegando! Só de lembrar, já dá coceira.
A pediculose da cabeça — nome dado à infestação por piolhos — é comum na infância e é fundamental lembrar: nada tem a ver com falta de higiene. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) destaca que o problema pode atingir pessoas de diferentes condições econômicas e que a transmissão acontece principalmente pelo contato direto entre as pessoas. Mas existem maneiras eficazes de controlar a infestação. Confira:
- Primeiro, confirme se é piolho
Nem toda coceira é piolho. O diagnóstico é feito pela identificação do próprio piolho ou das lêndeas, que são seus ovos. Os parasitas são pequenos e podem ser difíceis de enxergar. Já as lêndeas ficam presas aos fios de cabelo, geralmente próximas ao couro cabeludo, e não saem facilmente quando você passa a mão ou sopra o cabelo. A coceira costuma aparecer principalmente na região da nuca e atrás das orelhas, mas algumas crianças podem ter piolhos sem apresentar sintomas. Por isso, se houver suspeita, procure os parasitas em um local bem iluminado, separando o cabelo em pequenas mechas. Capriche na inspeção!
- Pente fino é um dos seus maiores aliados
Encontrou piolhos? Hora de colocar o pente fino para trabalhar. A remoção mecânica dos piolhos e das lêndeas é uma das principais medidas recomendadas pela SBP. Isso porque os medicamentos utilizados contra a pediculose não eliminam necessariamente os ovos. O ideal é passar o pente fino cuidadosamente, mecha por mecha, desde a raiz até as pontas. Para facilitar, o cabelo pode estar úmido. Haja paciência! Mas é preciso repetir a operação conforme a orientação do pediatra ou dermatologista e observar o cabelo nos dias seguintes.
- Todo mundo na roda
Se uma criança está com piolho, as pessoas que tiveram contato próximo com ela também precisam ser examinadas. Foi o que aconteceu aqui em casa. O Ministério da Saúde recomenda que as pessoas que convivem com quem está infestado sejam examinadas e, se necessário, tratadas para evitar a reinfestação. Ou seja: não adianta eliminar os piolhos de uma cabeça se outra pessoa da casa continua infestada e pode transmitir novamente.
- Medicamento, só com orientação
Existem produtos específicos para tratar a pediculose, mas não é indicado escolher um produto ou alterar a forma de aplicação por conta própria, principalmente quando se trata de crianças. A SBP ressalta que nenhum esquema terapêutico é 100% eficaz e que há aumento da resistência dos piolhos aos medicamentos disponíveis. Por isso, a escolha do tratamento deve levar em conta a idade da criança e as orientações do pediatra ou dermatologista. E atenção: usar uma quantidade maior do produto ou aplicá-lo mais vezes do que o indicado não significa que os piolhos vão desaparecer mais rapidamente.
- Não esqueça das lêndeas
Esse é um dos motivos pelos quais o problema pode parecer resolvido e, alguns dias depois, voltar. Os medicamentos podem matar os piolhos, mas não necessariamente eliminam os ovos. As lêndeas que permanecem nos fios podem dar origem a novos parasitas. Por isso, a remoção cuidadosa com pente fino continua sendo importante mesmo depois do tratamento. Se o medicamento utilizado exigir uma segunda aplicação, siga exatamente o intervalo indicado na bula ou pelo profissional de saúde.
- Avise a escola — e não tenha vergonha
Piolho não é motivo de constrangimento. Quando uma criança é diagnosticada, é importante comunicar a escola ou outro ambiente coletivo que ela frequenta. Assim, os responsáveis pelas outras crianças podem verificar possíveis casos e tomar as medidas necessárias. O Ministério da Saúde recomenda que a escola seja comunicada justamente para ajudar a interromper o ciclo de transmissão. De novo: piolho não escolhe cabelo “limpo” ou “sujo” e não é sinal de desleixo. A SBP reforça que a pediculose pode afetar crianças saudáveis e está relacionada principalmente ao contato próximo entre elas.
- Esqueça as receitas milagrosas da internet
Na tentativa de acabar rapidamente com os parasitas, é comum surgirem dicas de produtos e misturas caseiras. Mas nem tudo o que circula nas redes sociais é seguro para crianças. A SBP alerta que não existem produtos preventivos ou repelentes contra piolhos e que fórmulas caseiras podem provocar intoxicações e lesões. Por isso, nada de improvisar com substâncias que não foram indicadas para esse fim.
Precisa cortar o cabelo?
Não. Ter cabelos compridos pode tornar a operação pente fino mais trabalhosa, mas cortar ou raspar o cabelo não é necessário para tratar a pediculose. Prender os cabelos compridos pode ser uma medida útil para reduzir o contato entre os fios durante períodos de infestação na escola, mas não substitui o tratamento.
Como o piolho passa de uma criança para outra?
A principal forma de transmissão é o contato direto entre as cabeças. Isso explica por que a pediculose é tão comum entre crianças, que costumam brincar juntas, abraçar-se e ficar próximas umas das outras. Objetos pessoais, como pentes, escovas, chapéus, bonés, toalhas e roupas, também podem participar da transmissão. Por isso, durante uma infestação, é importante não compartilhar esses itens.
E se a criança continuar com coceira?
A coceira pode persistir mesmo depois de os piolhos terem sido eliminados, mas é importante observar o couro cabeludo. Coçar repetidamente pode provocar pequenas feridas e aumentar o risco de infecção. Se houver machucados importantes, secreção, crostas, sinais de infecção ou se os piolhos continuarem aparecendo mesmo após o tratamento correto, procure o pediatra ou dermatologista. Também vale buscar avaliação profissional quando houver dúvida sobre o diagnóstico. Nem toda descamação ou pontinho branco no cabelo é uma lêndea.
Sem procurar culpados
A discussão envolvendo Luana Piovani e Pedro Scooby mostra como uma infestação pode rapidamente virar uma disputa sobre onde, quando e com quem a criança pegou piolho. Mas, na real, tentar descobrir o culpado costuma ser muito menos útil do que agir. O piolho pode circular entre crianças que convivem de perto e, muitas vezes, não é possível determinar exatamente quando ou onde aconteceu a transmissão.
Por isso, diante de um caso, o melhor caminho é identificar os parasitas, fazer a remoção cuidadosa com pente fino, procurar outros casos entre os contatos próximos, usar medicamentos somente quando indicados e comunicar a escola.
Canguru News
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