Material escolar: mesmo item pode variar quase 280% no preço

Pesquisa do Procon-SP mostra diferenças expressivas nos valores de itens básicos da lista escolar e reforça a importância de comparar preços antes de comprar
Preço do material escolar pode variar bastante
Preço do material escolar pode variar bastante

 

 

Se você está se preparando para comprar o material escolar, saiba que dedicar um tempo à pesquisa pode ajudar significativamente no valor final. Um levantamento realizado pelo Procon-SP, em dezembro, encontrou variação de até 276,92% no preço de um mesmo produto em papelarias e grandes lojas da capital paulista, um alerta importante para famílias que já sentem o peso dos gastos no começo do ano.

O maior exemplo foi o da caneta esferográfica Trilux, da Faber-Castell, vendida por R$ 4,90 em um estabelecimento. A mesma caneta foi encontrada por R$ 1,30 em outra loja. Isoladamente, parece até um valor pequeno, mas, somando todos os itens da lista, pode fazer uma grande diferença no orçamento.

Segundo o órgão de defesa do consumidor, a pesquisa tem como objetivo ajudar pais e responsáveis a fazer escolhas mais conscientes, oferecendo referências de preços médios, mínimos e máximos praticados no mercado.

O levantamento analisou 134 itens comuns nas listas escolares, como cadernos, lápis, canetas, borrachas, tesouras, massas de modelar, papel sulfite e tintas para pintura. Os preços foram coletados em nove estabelecimentos comerciais distribuídos por diferentes regiões da cidade de São Paulo, nos dias 15 e 16 de dezembro, considerando valores pagos à vista no cartão de crédito.

Comparação com o ano passado

Ao comparar 118 produtos comuns às pesquisas de 2025 e 2026, o Procon-SP identificou uma alta média de apenas 0,14% nos preços — abaixo da inflação oficial do período, que foi de 4,46% segundo o IPCA (IBGE).

Alguns itens, no entanto, ficaram mais caros, como cadernos (7,86%), tesoura sem ponta (7,52%) e lápis de cor (4,76%). Por outro lado, produtos como caneta esferográfica (-9,35%), apontador (-8,14%) e caneta hidrográfica (-4,55%) tiveram queda de preço, o que ajudou a equilibrar o resultado geral.

Núcleos regionais do Procon-SP realizaram levantamentos em cidades da Baixada Santista, Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, Sorocaba, entre outras. Em todos os locais, foram encontradas diferenças significativas de preços entre os estabelecimentos, reforçando a importância da comparação.

Dicas práticas para gastar menos

O Procon-SP reforça algumas orientações simples que podem aliviar o bolso das famílias:

  • Revise o que já tem em casa antes de comprar tudo novo: muitos itens do ano anterior ainda podem ser usados.
  • Troca de livros didáticos entre alunos é uma alternativa eficiente para economizar.
  • Compras coletivas com outros pais podem garantir descontos por volume.
  • Fique atento a diferenças de preço conforme a forma de pagamento (dinheiro, pix, débito ou crédito).

Outro ponto importante: as escolas não podem exigir materiais de uso coletivo, como itens de limpeza, escritório ou higiene. Essa prática é proibida pela Lei nº 12.886/2013.

Para quem quer pesquisar antes de sair às compras, os relatórios completos com os preços médios, mínimos e máximos estão disponíveis no site do Procon-SP. A gente sabe que comparar dá trabalho, mas vale a pena, pela economia.

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