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Nos livros, até os vilões têm ponto fraco!
Todo malvado se acha invencível, todo vilão pensa que é irresistível. “Ninguém pode comigo!”, eles parecem dizer, com olhar penetrante e um risinho de lado. E, realmente, é difícil não ter medo de figuras como o Capitão Gancho, a Cruella ou a Madrasta da Branca de Neve. É ou não é? Mas lembre que o mundo é redondo e dá muitas voltas…
No livro “O mal do Lobo Mau”, de Cláudio Fragata, nem preciso dizer que o vilão é o nosso velho conhecido. Porém o que ninguém conhecia – ou não esperava – é que ele também tem um ponto fraco. Serão os dentes? Serão os olhos? Serão as garras? Que nada: é o coração. Ó, Lobo Mau, pra que esse coração tão grande? “É pra me apaixonaaaaaar!”. Ué, como assim? Só mesmo lendo pra descobrir. Escrito em versos rimados e cheio de humor, o livro acaba de ser relançado no capricho pela Elo Editora, com ilustrações de Heitor Neto.
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Imagine se um dia a Magali se transformasse em uma planta carnívora, que devora tudo pela frente? Seria um monstro perigosíssimo! É por aí a personagem do divertido e absurdo “Uma planta muito faminta”, criado por Renato Moriconi. Mestre dos livros sem texto, como Bárbaro (meu super favorito) e Telefone sem fio (este em parceria com Ilan Brenman), Renato tem se aventurado também no texto, onde confirma sua capacidade de espantar e surpreender o leitor. No novo livro (inspirado em Eric Carle, segundo o autor), a criatura que tudo devora parece destinada a engolir o mundo inteiro. Mas calma lá, vilã: uma surpresa te aguarda nas últimas páginas!
Ficha Técnica:
O MAL DO LOBO MAU. Texto de Cláudio Fragata e ilustração de Heitor Neto. Elo Editora, 2020.
UMA PLANTA MUITO FAMINTA. Texto e imagens de Renato Moriconi. Cia das Letrinhas, 2021.
Sobre os autores
Cláudio Fragata, paulista, é jornalista e escritor, autor de dezenas de livros. Heitor Neto, baiano, é ilustrador, quadrinista e publicitário.
Renato Moriconi, paulista, é artista plástico, ilustrador e escritor.
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Leo Cunha
O escritor Leo Cunha publicou mais de 70 livros, como "Um dia, um rio" (Ed. Pulo do Gato), "O que é preciso pra ser rei?" (Ed. Pequena Zahar), “Infinitos” (Ed. Melhoramentos) e "A grande convenção dos sapos" (Ed. Globo). Sua obra recebeu os principais prêmios da literatura infantil brasileira, como Jabuti, Nestlé, FNLIJ, Biblioteca Nacional e João-de-Barro. É também jornalista, tradutor e professor universitário.
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