Artigos
Leia a coluna de Luís Giffoni em dezembro: ‘À sombra dos vulcões’
Quando eu era garoto, tinha um sonho: entrar em um vulcão. Creio que muitas crianças têm o mesmo sonho. Adultos também. Se for o seu caso, há um país em que os vulcões se enfileiram paisagem afora, uns ativos, em constante erupção, outros nem tanto. Lá você pode visitar as crateras. Depois, andar pela trilha da lava, já endurecida e fria. Pode até ver os buracos deixados no solo pelas bombas incandescentes atiradas ao espaço pela fornalha.
Esse lugar é a COSTA RICA, pequeno país da América Central, servido a partir de BH com apenas uma conexão no Panamá. Por ser pequeno, pode-se ver muito dele em pouco tempo. Por exemplo: num único dia, a partir de San José, a capital, visitam-se três ou quatro vulcões, entre eles o Poás e o Irazú. O mais interessante, no entanto, fica ao norte, na cidade de La Fortuna. É o Arenal (foto), um cone quase perfeito que vomita fogo sem parar. Mas não se preocupe. Quando ele explode, as pedras incandescentes não atingem a cidade, tampouco os hotéis que ficam à sua sombra e aproveitam as águas termais para encher suas piscinas. As crianças adoram nadar na água quente ou ficar debaixo das cascatinhas, que massageiam o corpo inteiro. Os spas da região revigoram pais e mães.
Mas a Costa Rica não é feita só de vulcão. Possui um turismo mais organizado que o nosso. Mantém seus parques nacionais como tesouros que lhe trazem milhões de dólares e visitantes. Suas florestas tropicais se espalham ao longo das estradas com a exuberância da Mata Atlântica original e possuem muitos animais soltos, como o quetzal, pássaro tão bonito que era considerado um deus para os povos pré-colombianos. Existe, em Monteverde, até um Bosque Eterno dos Meninos, mantido com a contribuição de crianças do mundo todo.
Em muitas dessas florestas há passeios pelas copas das árvores, às vezes a quase cinquenta metros de altura, onde se observa a riqueza da vida escondida entre os galhos. Nossos filhos passeiam lá no alto em tirolesas seguras. Pura curtição, à qual os pais também não resistem.
Se as crianças gostam de praia, o país também as oferece no Atlântico e no Pacífico. O Parque Nacional Manuel Antonio, no Pacífico, perto de Quepos, combina a beleza das águas cristalinas com a areia branca e os passeios pela floresta quase virgem da orla. Já o Parque Nacional Tortuguero, no Caribe, permite que a gente veja milhares de tartarugas em desova e, ao mesmo tempo, as tartaruguinhas recém-nascidas lutando para chegar até o mar.
A melhor época para visitar a Costa Rica é entre dezembro e março, quando a chuva dá uma trégua. Por coincidência, os meses das férias de verão no Brasil. Tempo perfeito para juntar o lazer à vontade de viver a natureza. À sombra dos vulcões, sem dúvida.

LUÍS GIFFONI
é cronista, romancista e palestrante. Autor de 26 livros, tem nas viagens uma de suas paixões. Nelas aprende a diversidade do mundo e das pessoas, experiência que acaba traduzindo em suas obras. Neste espaço, dá dicas sobre como aproveitar o mundo com os pequenos.
Contato: giffoni@cangurubh.com.br
Canguru News
Desenvolvendo os pais, fortalecemos os filhos.
VER PERFILAviso de conteúdo
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita. O site não se responsabiliza pelas opiniões dos autores deste coletivo.
Veja Também
IA desenvolvida no Brasil ajuda médicos a identificar dor em bebês, na UTI neonatal
Ferramenta criada por pesquisadores brasileiros analisa expressões faciais de recém-nascidos e pode tornar a avaliação da dor mais objetiva, auxiliando...
Adicionaram minha filha em um grupão do WhatsApp – e a informação nos salvou!
A sorte foi que havíamos falado sobre o assunto antes e ela já sabia o que fazer quando se deparou...
O que acontece quando toda uma cidade resolve adiar o uso de celular pelas crianças? Este vilarejo na Irlanda pretende descobrir
Em Greystones, famílias se uniram para reduzir o uso de smartphones entre crianças e mostram como o coletivo pode mudar...
5 pequenos hábitos que têm ajudado nossa família a reduzir o uso do celular
As mudanças não envolvem exatamente regras austeras e proibições e sim uma adaptação na forma de usar os aparelhos eletrônicos....










