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Pandemia: São Paulo entra em fase emergencial e orienta escolas a priorizar ensino remoto
Com informações do Metro World News – Com a maioria dos hospitais atingindo 100% de sua capacidade de ocupação e mais de 1 mil pacientes contaminados com covid-19 aguardando vaga para internação, o governador de São Paulo, João Doria, decretou a partir de segunda-feira (dia 15) o aumento da restrição em todo o Estado.
A chamada Fase Emergencial do Plano São Paulo vai funcionar até 30 de março e estende, entre outras coisas, a restrição de funcionamento de 14 atividades comerciais em todo estado de São Paulo.
Neste período, foram definidas novas restrições:
- Serviços de retirada de alimentos estão proibidos, sendo permitido apenas delivery (24h) ou drive-thru (das 5h às 20h)
- Celebrações religiosas coletivas estão suspensas. As igrejas, porém, podem ficar abertas.
- Campeonatos esportivos profissionais não poderão ser realizados.
- Lojas de material para construção, entre outras, têm suas atividades proibidas.
- Teletrabalho obrigatório para todas atividades administrativas não essenciais
- Proibição do uso de parques e praias em todo o estado
- Toque de recolher das 20h às 5h em todo o estado
- Antecipação do recesso escolar na rede estadual
EDUCAÇÃO
O secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, disse que a rede estadual de Educação funcionará apenas para garantir a alimentação dos alunos carentes, a distribuição de materiais e chips de acesso à Internet, com agendamento prévio.
O governo anunciou também que antecipará em duas semanas o recesso anual nas escolas estaduais, paralisando as atividades entre 15 e 28 de março, período no qual os estudantes não terão nenhuma atividade. O objetivo é reduzir a circulação de pessoas neste momento crítico da pandemia.
Escolas municipais e particulares podem seguir abertas para atendimento de até 35 % dos alunos, porém, a recomendação do governo é que seja priorizado o ensino remoto. Apesar dessa orientação, os municípios têm autonomia para decidir se mantêm ou não unidades estaduais, municipais e privadas abertas em suas cidades.
O Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo) afirmou nesta quinta-feira (11) que as escolas particulares devem priorizar filhos de funcionários da saúde e de pais que precisam sair para trabalhar.
Leia também: Piora da pandemia: especialistas apontam prós e contras de manter filhos no presencial
LEITOS DE HOSPITAL
O secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, disse durante a reunião para anunciar o plano emergencial que a maioria dos hospitais do estado está chegando a 100% de sua ocupação. “Enfrentamos a maior crise sanitária de todos os tempos”, disse.
No estado, de acordo com Gorinchteyn, os hospitais atingiram 87,6% de suas ocupações e na Grande São Paulo esse número é de 86,7%.
Hospitais como Ipiranga, Vila Alpina, Geral de Guaianases, entre outros da Grande São Paulo, não tem mais leitos para internação nem para UTI. A situação se repete em pelo menos mais 53 municípios, disse o secretário. “Hoje temos 150 novas admissões em UTI por dia.”
De acordo com o coordenador-executivo do Centro de Contingência da covid-19, João Gabbaardo, o estado chegou a um ponto dramático da pandemia e não há outra saída para controlar o iminente colapso da rede hospitalar, a não ser aumentar o isolamento. “Pessoas com os melhores planos de saúde não terão vaga em nenhum hospital da cidade. Empreendedores de sucesso, trabalhadores informais, pessoas da classe média, não vai ter leito para todo o mundo.”
MAIS JOVENS INTERNADOS
Secretário Jean Gorinchteyn disse que atualmente 50% da ocupação dos hospitais e composto por pessoas com idade menor do que 50 anos, indicando que cada vez mais jovens estão sendo acometidos pela covid-19 e chegando aos hospitais em estado grave.
NÚMERO DE MORTES
São Paulo vem batendo recorde de internações e mortes nos últimos 20 dias, de acordo com o secretário. Nesta semana, os óbitos são 12,3% maiores do que os registrados na última semana.
TRANSPORTE
As novas medidas de restrição devem diminuir a circulação de 4 milhões de pessoas no município de São Paulo, de acordo com o governo. Outra medida que o governo pretende implantar é um escalonamento do comércio para evitar aglomerações, em três faixas. Funcionaria nestes horários:
Indústria: das 5h às 7h
Serviços: das 7h às 9h
Comércio: das 9h às 11h
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Canguru News
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