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Baixa estatura: critérios e medidas que ajudam a identificar um problema
Diversas doenças podem interferir na altura que a criança vai ter quando crescer e cabe ao pediatra avaliar, a partir de uma série de dados, quando pode haver um problema ou não. Muitas vezes, a crianca é baixa porque segue a estatura média padrao da família – a questão genética tem grande peso na altura final dos pequenos. Mas se os pais suspeitam que o filho não está crescendo muito, é o mais baixo da turma ou demora anos a perder as roupas, é importante levar essa queixa ao médico, que poderá fazer uma análise detalhada e dar o melhor encaminhamento a partir do que for identificado.
Na verdade, antes mesmo do nascimento, durante a gestação da mãe, o crescimento do bebê é acompanhado por meio de ultrassonografias para saber se está tudo bem com a saúde dele. A fase de maior crescimento ocorre nos dois primeiros anos de vida. Depois disso, há uma desaceleração até que, na puberdade – comum nas meninas, entre os 8 e os 13 anos, e nos meninos, entre os 9 e os 14 anos – acontece o estirão puberal.
Durante toda a infância, o pediatra usa métricas como a curva do crescimento, um parâmetro internacional criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para avaliar o estado nutricional da criança e o padrão de crescimento, se este é compatível com outras crianças de mesmo sexo e idade. O cálculo é feito com base na idade e variáveis como o peso, a altura e o perímetro da cabeça. A Sociedade Brasileira de Pediatria disponibiliza uma série de gráficos de crescimento, que variam entre menino e menina, a idade, peso, perímetro da cabeca e outros aspectos.
Outro dado utilizado para analisar a altura é a velocidade de crescimento, que mostra em centímetros quanto uma criança deve crescer em média a cada ano. As medidas da tabela abaixo servem de referência, mas cada criança pode crescer um pouco mais ou um pouco menos do que o indicado.
“É importante ter mais de uma medida para ver se a criança está tendo um crescimento adequado. Por isso, além da curva e da velocidade, analisamos também a altura-alvo ou alvo genético, que é para saber se a altura da criança está dentro da expectativa do crescimento da família”, esclarece a endocrinologista pediátrica Camila Clemente Luz, da clínica Prontobaby, no Rio de Janeiro.. Para calcular a altura que o filho terá quando adulto, é feito um cálculo conforme fórmula abaixo.
Junto a esses resultados, os médicos analisam ainda a idade óssea, um diagnóstico auxiliar importante para distúrbios de crescimento e puberdade. É feito um raio-x das mãos e do punho para avaliar a maturação dos ossos – que podem crescer mais rápido ou mais lento do que o esperado para a faixa etária. O exame permite identificar quanto tempo a criança tem de crescimento pela frente, e se seu amadurecimento corporal está avançado ou atrasado em relação a sua idade cronológica.
Acompanhamento médico é fundamental
Segundo Camila, esse conjunto de referências servem como indicadores iniciais para investigar se há um problema que esteja provocando a baixa estatura na criança. “A gente também averigua se há alguma doença atrapalhando o crescimento, pede um hemograma para analisar a função hepática e renal, analisa a questão hormonal e faz um amplo check-up para ver se está tudo certo”, explica a endocrinologista pediátrica.
Ela comenta que, na pandemia, a falta de consultas médicas e de comparativos com os amigos da escola dificultaram a identificação de casos abaixo da altura padrão. “As famílias perderam o padrão do que é normal em relação à altura e muitas crianças chegaram aos consultórios com baixa estatura já há algum tempo, sendo que quanto antes for feita a intervenção, melhor”, ressalta Camila.
Para a especialista, é fundamental manter o acompanhamento com o pediatra durante toda a infância – muitos pais deixam de levar o filho à medida que ele cresce, principalmente, após os cincos anos de idade, por achar que não é mais necessário. Contudo, a avaliação contínua do médico é que permite detectar possíveis problemas de saúde e no caso de baixa estatura, encaminhar a criança a um endocrinologista pediátrico.
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Verônica Fraidenraich
Editora da Canguru News, cobre educação há mais de dez anos e tem interesse especial pelas áreas de educação infantil e desenvolvimento na primeira infância. Tem um filho, Martim, sua paixão e fonte diária de inspiração e aprendizados.
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