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Afinal, pode ou não pode usar o ninho para bebês?
Os ninhos para bebê, também chamados de redutores de berço ou “sleep positioners”, se tornaram itens comuns no enxoval. Eu mesma tinha um quando meu filho ainda era um recém-nascido. Além de existirem opções lindas, o produto tem uma proposta simples: ele cria uma espécie de “casulo” acolchoado, que lembra o ambiente do útero, ajudando o recém-nascido a ficar mais confortável e tranquilo.
Dá para entender por que ele conquistou o meu coração e o de tantas outras mães por aí. Porém, apesar de toda essa popularidade, especialistas em pediatria e segurança do sono fazem um alerta importante: o ninho não é recomendado para o momento de dormir, especialmente durante o sono sem supervisão.
Riscos de usar o ninho
A principal preocupação está relacionada ao risco de asfixia e sufocamento. Como o acessório tem bordas acolchoadas e a superfície é macia, existe a possibilidade de o bebê virar o rosto contra o tecido ou ficar em uma posição que dificulte a respiração. Diretrizes internacionais de sono seguro recomendam que bebês durmam em um ambiente simples e sem objetos soltos.
Isso significa que o local em que o bebê vai dormir deve ter apenas:
- Colchão firme
- Lençol bem ajustado
- Nada de almofadas, travesseiros ou protetores acolchoados
O ninho não faz parte dessas recomendações. Também é importante que o bebê durma de barriga para cima e sem objetos macios, como pelúcias, travesseiros e cobertores ao redor. Esse conjunto de medidas reduz o risco de morte súbita e outros acidentes relacionados ao sono. Produtos que “posicionam” o bebê ou criam contenção ao redor do corpo não são considerados necessários e podem aumentar os riscos, segundo pediatras.
Então, o ninho não pode ser usado nunca?
Alguns profissionais afirmam que o acessório pode ser usado apenas em situações específicas e com supervisão constante, como quando o bebê está acordado, em momentos curtos de descanso ou quando está perto dos pais, no sofá ou na cama, enquanto um deles observa.
Mesmo nesses casos, é fundamental que o bebê não seja deixado sozinho no ninho. Ele deve estar sempre sob supervisão atenta. O problema é que, na prática, muitos pais acabam utilizando o acessório para o sono, especialmente durante a noite, o que não é considerado seguro.
Por que o item virou queridinho das famílias?
Parte da popularidade vem das redes sociais e das fotos de enxoval. O ninho costuma aparecer em imagens fofas, que mostram bebês dormindo aparentemente na mais plena paz, em um “casulo” confortável. Alguns pais acreditam que é seguro o bebê dormir no ninho, na cama dos pais, do que no berço, ou que o acessório ajuda o bebê a se sentir mais contido e a dormir melhor, lembrando a posição do útero.
No entanto, especialistas ressaltam que o conforto visual para os adultos nem sempre corresponde à segurança para o bebê.
O que realmente ajuda o bebê a dormir melhor
Em vez de investir em acessórios acolchoados, as medidas recomendadas por consultores de sono e pediatras são bem mais simples. Aposte em:
- Rotina previsível de sono
- Ambiente silencioso e com pouca luz
- Temperatura confortável
- Colocar o bebê sempre de barriga para cima
Com o tempo, o bebê aprende naturalmente a dormir com mais regularidade e sem a necessidade de itens extras no berço. Quanto menos itens, mais proteção.
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Canguru News
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