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A obesidade infantil
Por Brener Diniz
A obesidade infantil acontece quando uma criança está acima do peso normal para sua idade e altura. De acordo com o IBGE, atualmente uma em cada três crianças no Brasil está pesando mais do que deveria.
Os quilos extras podem causar complicações para as crianças até a sua vida adulta. Doenças como diabetes, hipertensão e colesterol alto são algumas consequências da obesidade infantil não tratada, que também pode levar a baixa autoestima e depressão.
Entre as causas mais comuns do problema estão: fatores genéticos, má alimentação, sedentarismo, fatores psicológicos, doenças hormonais e uso de medicamentos à base de corticoides.
Uma boa alimentação – livre de fast-foods, alimentos industrializados e congelados, refrigerantes, doces e frituras – é essencial na vida de quem está em desenvolvimento. Estimular as crianças a participar de atividades lúdicas, brincadeiras, jogos ou qualquer outra atividade física que permita a queima de calorias ingeridas deve ser uma constante.
Além de queimar calorias, a prática de atividade física ajuda a fortalecer os ossos e os músculos das crianças, melhora seu humor e ajuda no sono. Crianças devem fazer pelo menos um tipo de atividade física todos os dias, a mais prazerosa possível.
Por exemplo, se ela gosta da natureza, pode fazer uma caminhada no parque ou passear de bicicleta. Busque um ambiente que tenha brinquedos ou espaços que possibilitem a interação com o exercício da atividade física, como barras e outros estímulos.
A cobrança excessiva e o incentivo à competividade é um erro. A atividade física, nesse momento, deve ser algo voltado para o prazer. O ideal é deixar que o filho escolha uma modalidade pelos benefícios à saúde e pela diversão, deixando as competições para outros períodos da vida.
Não adianta exigir que seus filhos tenham uma boa alimentação e façam várias atividades físicas diárias se você, pai ou mãe, não exercita o ensinado. Os filhos têm como referência os pais e podem usar o sedentarismo deles como desculpa. Observe seu próprio peso: se você precisa perder alguns “quilinhos”, isso pode motivar a criança a fazer o mesmo.
Pense positivo, mostrando o lado bom da atividade física e da boa alimentação, e tenha paciência, porque muitas crianças com excesso de peso podem chegar a um peso ideal e mais saudável ao longo do crescimento.

Brener Diniz é personal trainer e especialista em treinamento funcional.
Instagram: @brener_personal
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