A hora de vacinar é sofrida, mas o segredo para aliviar pode estar em você

Amamentar na hora da vacina pode aliviar a dor do bebê — e humanizar esse momento. A prática, que foi reconhecida pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), tem até nome: mamanalgesia
A OMS afirma que amamentar durante a vacina é seguro e não aumenta o risco de engasgo ou vômito
Foto: Freepik
A OMS afirma que amamentar durante a vacina é seguro e não aumenta o risco de engasgo ou vômito Foto: Freepik

 

 

Por mais que a gente saiba da importância do ato, o dia de levar um bebê para tomar a vacina causa aquele aperto no coração dos pais. Às vezes, parece até que a gente sofre mais do que eles! A picadinha até que é rápida, mas a ansiedade antes, o choro depois, as reações… É tudo muito difícil.

Mas e se alguém te dissesse que existe um “antídoto” poderoso para evitar ou, ao menos, amenizar tudo isso? E que não custa nada e está bem aí, ao seu alcance? Pois isso existe mesmo! É a mamanalgesia. O nome parece complicado, mas a prática é simples: amamentar durante a aplicação da vacina.

A estratégia consiste em oferecer o peito antes e durante a vacinação, ajudando a reduzir a dor, o estresse e o desconforto do bebê. A prática é reconhecida pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde.

E a ciência explica, viu? A “mamanalgesia” reúne vários fatores naturais de alívio da dor: o contato pele a pele, a sucção, o cheiro da mãe, o vínculo afetivo e componentes do leite materno que atuam como calmantes naturais.

Um estudo publicado no Canadian Medical Association Journal mostrou que bebês amamentados durante vacinas choram menos e apresentam menores sinais de dor. Já uma revisão sistemática de ensaios clínicos com mais de mil crianças constatou que a prática reduz o tempo de choro e os níveis de dor em comparação com outras estratégias, como uso de água, glicose ou anestésicos tópicos.

“A mamanalgesia é uma prática baseada em evidências científicas e faz parte do cuidado humanizado à criança. Além de reduzir a dor, fortalece o vínculo entre mãe e bebê”, explica Liliane Rodrigues, referência técnica em aleitamento materno da Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul, que realizará eventos em que o tema será abordado. A prática será destaque no XVII ENAM (Encontro Nacional de Aleitamento Materno) e no VII ENACS (Encontro Nacional de Alimentação Complementar Saudável), de 26 a 30 de abril de 2026, em Campo Grande.

O que dizem as recomendações oficiais

A Nota Técnica nº 39/2021 do Ministério da Saúde orienta que serviços de vacinação estimulem a amamentação imediatamente antes e durante a aplicação de vacinas, sempre que a criança estiver em aleitamento materno. E não é só isso. A recomendação também vale para outros procedimentos, como o teste do pezinho e coletas de sangue.

A OMS afirma que a prática é segura e não aumenta o risco de engasgo ou vômito, além de contribuir para uma experiência menos traumática, algo importante para evitar medo futuro de vacinas e reduzir a hesitação vacinal.

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